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sábado, 17 de setembro de 2022

Dica: Tailscale - Serviço de VPN remoto

Pessoal,


Como comentei em posts anteriores (aqui e aqui), estou testando alguns serviços para ter acesso remoto aos meus servidores em casa.

No post anterior eu falei do ShellHub, um serviço bem interessante para acessar o shell remotamente via SSH.

Descobri mais dois serviços bem interessantes: o Tailscale e o ZeroTier.

Neste post vou falar do Tailscale e em outro do ZeroTier. Num primeiro momento, parece que o Tailscale é baseado no Wireguard e o ZeroTier no OpenVPN. Isso proporciona mais rapidez ao Tailscale porém o OpenVPN é bem mais rodado que o Wireguard, assim o ZeroTier sai na frente em questão de segurança.

É importante perceber que tanto esse serviço quanto o ZeroTier ou o ShellHub não darão a você acesso completo a sua rede, mas sim acesso a uma máquina da rede. O OpenVPN dá o acesso à rede por completo, ou seja, sua máquina remota parece que está dentro da rede doméstica. Pode parecer a mesma coisa, mas não é.

Por exemplo, o meu NextCloud está instalado na mesma VM do OMV (192.168.1.3). Assim, se eu instalar esses serviços nessa VM, só preciso digirar a porta no navegador e pronto, acesso. Mas se o serviço estiver instalado ou ativo em outra VM, não terei acesso ao NextCloud. A mesma coisa se eu quiser acessar o meu Proxmox (192.168.1.2), também não vou conseguir. Já o OpenVPN, Wireguard ou um VPN tradicional dará o acesso à rede toda. É diferente, entenderam?

Vamos lá. Após entrar no site do Tailscale (tailscale.com), faça seu cadastro e siga em frente, escolhendo qual máquina você deseja conectar. No meu caso, como vou instalar na VM do OMV, vou usar a recomendação do serviço e instalar o pelo curl.

    $ curl -fsSL https://tailscale.com/install.sh | sh

Prontamente ocorre a instalação em menos de 30 segundos. Para concluir e iniciar o serviço, execute o comando abaixo:

    $ tailscale up

O serviço cria um enderço para você acessar e autenticar:


Copie esse endereço, cole no navegador e siga em frente. Prontamente o serviço é adicionado.


Pronto! Agora copie o IP da máquina que deseje acessar, coloque no navegador fora da rede e pronto!

Em breve vou falar do ZeroTier.

Por enquanto é isso!

sábado, 12 de março de 2022

Resolvido: acessando o NextCloud fora da minha rede doméstica!

Pessoal,

Há algum tempo venho tentando entender como funciona redes, Docker e essas coisas para montar meu NAS e acessa-lo do meu celular, em qualquer lugar do mundo.

Hoje, finalmente, consegui resolver isso. Com isso, encerro (por enquanto) este assunto iniciado lá em 2020 no auge da pandemia (veja os posts relacionados aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui).

Nestes posts conto a saga para entender o básico de redes, como abrir portas no roteador, VPN, discos em rede, NAS, Docker, etc. É aprendizado demais!

Tenho certeza que qualquer pessoa com algum grau de instrução em TI ou equivalente faria isso com os dois pés nas costas, mas a minha formação é outra. Além de aprender isso, eu ainda tinha que fazer anestesia, dar plantão em CTI, administrar uma equipe de anestesia, administrar essa equipe em um momento de troca do dono do hospital, começar em um serviço novo e, sete meses depois, largar tudo para começar em outro serviço! Isso sem férias há 3 anos!! É, COVID fudeu a vida de todo mundo...

Enfim, vamos terminar essa novela.

O NAS (OMV) já está rodando no Proxmox. Estável, sem sobressaltos. No Proxmox também roda uma VM com o Ubuntu Server com algumas coisas em background.

Por comodismo mesmo optei por colocar o Docker na mesma VM do OMV, mas pensando agora talvez deveria ter colocado em outra. enfim, já foi e não vou inventar moda de alterar isso agora.

O NextCloud roda no Docker e isso tem uma grande vantagem: é facinho acessar os arquivos de configuração dele. Por exemplo, para autorizar acessos ao NextCloud, é preciso editar uma linha num arquivo (config.php). Para acessar, basta entrar no Portainer, ir em Stacks -> nextcloud e, lá embaixo, em Quick options, acessar o quarto ícone (Exec Console):


Isso abre o shell deste docker específico. Aí é só navegar até a pasta onde está o arquivo desejado:


Esse arquivo aí, o config.php, contém as informações para acessar o NextCloud de qualquer lugar, especificamente o campo  "trusted_domains". Fica algo mais ou menos assim:


Bom, outra coisa importante é liberar as portas no roteador. Pra isso, os roteadores tem uma configuração chamada Port Forwarding. Basicamente ela recebe uma solicitação de um IP externo para acessar a porta X e encaminha para um IP interno pela porta determinada internamente.

Por exemplo, você pode determinar que quem acessar a porta 1234 do seu IP determinado pela sua provedora vai se conectar no IP de uma VM e usar a porta 2345 dessa VM. Assim:

    181.191.45.23:1234 -> 192.160.1.15:2345

Ou seja, se você quiser acessar o NextCloud que está rodando na sua VM que utiliza um IP fixo (fornecido pelo seu roteador de casa) '192.168.1.15' e que usa a porta 2345 que você escolheu, você pode usar o seu IP fornecido pela sua operadora (pra isso, acesse o site whatismyip e você ficará sabendo qual IP seu IPS fornece para você) para acessar a porta 1234. O seu roteador vai escutar a porta 1234 e vai encaminhar para o local correto (no exemplo, 192.168.1.15:2345). Simples. Lembre-se apenas de não usar portas reservadas do sistema (veja as portas reservadas aqui).

Agora você já pode usar o seu IP residencial, fornecido pela seu provedor, para acessar o NextCloud.

Provavelmente o seu provedor fornece um IP variável, ou seja, de tempos em tempos o IP da sua casa muda. Só que para acessar um serviço de fora da sua rede doméstica, o IP tem que ser fixo. Pra isso ou você paga os tubos pra ter um IP fixo em casa ou arruma um servidor de DNS que atualize o seu IP de tempos em tempos automaticamente.

Pra isso tem o No-IP (que exige que você atualize seu cadastro a cada mês para ser de graça) ou o DuckDNS. Basicamente, tanto um quanto o outro, instalam um pequeno programa no computador que verifica o seu IP e informa ao serviço que o DNS buscado corresponde a um IP determinado (que o serviço vai atualizar automaticamente).

Assim, por exemplo, o seu NextCloud está instalado numa VM com IP 192.168.1.15 e usa a porta 2345 para se comunicar. Já o seu IP em casa é, agora, 181.191.45.23. Aí você escolheu abrir a porta 1234 do seu roteador para acessar o seu NextCloud. Só que, por exemplo, a cada semana seu IPS troca o seu IP. Assim, fica assim:

Semana 1: 181.191.45.23:1234 -> 192.168.1.15:2345

Semana 2: 182.191.45.57:1234 -> 192.168.1.15:2345

Semana 3: 182.191.41.37:1234 -> 192.168.1.15:2345

O DuckDNS e o No-IP criam um nome de DNS (por exemplo meuhomeserver.duckdns.org) que vai corresponder ao seu IP atualizado diariamente pelo programinha deles.

Semana 1: 181.191.45.23 = meuhomeserver.duckdns.org
                  meuhomeserver.duckdns.org:1234 -> 192.168.1.15:2345

Semana 2: 182.191.45.57 = meuhomeserver.duckdns.org
                  meuhomeserver.duckdns.org:1234 -> 192.168.1.15:2345

Semana 3: 182.191.41.37 = meuhomeserver.duckdns.org
                  meuhomeserver.duckdns.org:1234 -> 192.168.1.15:2345

A grosso modo, é isso que esses serviços fazem. Muito útil, não?

Depois você pega esse endereço 'meuhomeserver.duckdns.org' e coloca lá no 'trusted_domains':


Fica algo mais ou menos assim:

'trusted_domains' =>   [
   0 => '192.168.1.15',    ],

Esse é o IP da sua VM, por exemplo. Colocando o nome do DNS do DuckDNS, vai ficar assim:

'trusted_domains' =>   [
  0 => '192.168.1.15',
     1 => 'meuhomeserver.duckdns.org',
  ],

Assim, quando você acessar o NextCloud, seja pelo computador, seja pelos aplicativos, o NextCloud vai saber que o acesso pode ser autorizado!

A última coisa é que cada vez que você acessa o serviço, o NextCloud reclama que não tem certificado de segurança.


Então temos que fazer um certificado e resolver isso! E aqui está o problema: todas as opções que testei deram erro. Preciso entender como fazer isso e será assunto de um post em breve (assim que descobrir como resolver).

Então é isso por enquanto!

ATUALIZAÇÃO:

Pessoal, a resolução deste problema está explicada aqui.

domingo, 30 de agosto de 2020

Em busca do NAS doméstico (quase) gratuito! - Parte 5 - VPN

Pessoal,

Vou dar continuidade ao desenvolvimento do meu NAS doméstico (quase) gratuito.

Um ponto que sempre pegou para mim, como já coloquei em posts anteriores, é a necessidade de acessar os dados do meu NAS (e consequentemente da minha rede doméstica) de fora de casa.

Ora, ter os dados apenas dentro de casa não resolve muito. Um NAS que se prese tem que não apenas gerenciar o armazenamento de dados mas também permitir seu acesso no momento oportuno.

Então, como diria Jack, vamos por partes: primeira, obter um acesso externo de um modo seguro à minha rede local; segundo, resolver um NAS que atenda as necessidades de confiabilidade e acesso tanto por computador quanto por dispositivo móvel.

Acesso a rede doméstica

Como falei aqui, descobri a duras penas que eu tinha um grande problema com os roteadores.

O roteador da NET estava habilitado a toda e gerava um IP por DHCP para o Google Wifi que gerava os IPs também por DHCP para os equipamentos na rede local. Ou seja, abrir uma porta para um IP local seria, além de difícil, arriscado. Para abrir uma porta, teria que abrir primeiro no router da NET e direcionar para o IP do Google Wifi. Assim, pela lógica, essa porta estaria aberta para todos os equipamentos da rede interna,  independente do IP delas ou se houvesse ou não necessidade para isso. Mas nem isso funcionava.

Assim, coloquei o router da NET em bridge (já falei aqui) e fui estudar um pouco sobre NAT (Network Address Translation), Virtual Server, Port Triggering e DMZ Host.

Mas tudo isso mudou quando relembrei de uma vez que tentei, sem sucesso, criar uma VPN. Na época nem sabia bem para que isso poderia me ajudar, acho que fui instalar para aprender mesmo, sem utilidade prática. Não seria uma VPN para acessar um conteúdo no exterior (falei disso bem no começo do blog, lá em 2010!). Meu objetivo aqui é ligar dois pontos seguros: minha rede local e meu notebook ou celular. Sei onde está a entrada e saída dos dados.

Na época, quando tentei fazer essa VPN, utilizei o PiVPN, fazendo do RP3B+ um servidor de VPN. Não funcionou e hoje suspeito que seja por conflito de IP dos roteadores. Como bypassei o da NET colocando ele em bridge, espero que dê certo desta vez.

Antes de tudo, fiz uma instalação limpa no cartão do RP com o Raspberry Pi OS. Depois instalei o OpenMediaVault (veja como instalar facilmente aqui). O objetivo era ter um HD na rede para testes e saber se a VPN funcionaria bem mesmo. Tudo pronto, vamos à VPN em si.

Optei pelo PiVPN. O processo é fácil, tá bem explicado e tem vários tutoriais na Internet. Gostei muito deste vídeo do Lon Seidman no Lon.TV, um dos melhores do YouTube.

Uma das vantagens do PiVPN é a facilidade para instalação. Outra é que o processo já cria a chave para criptografia durante a instalação.

Para iniciar a instalação, abra o Console do RP (ou Putty ou Terminal, se estiver usando SSH) e digite:

    sudo curl -L https://install.pivpn.io | bash

A instalação vai começar e algumas telas serão mostradas:


Um ponto importante é que, como todo servidor, o PiVPN necessita ter um IP Estático. Além disso, o cliente VPN (o celular ou o notebook) precisará saber para qual IP válido (o IP fornecido pelo provedor, ISP) ele deverá mandar a requisição. Vou falar disso daqui a pouco.


Definir um IP fixo na rede doméstica é fácil. Entre no seu roteador e procure por reservar de IP, reserva de endereços no DHCP ou algo assim. Cada router tem um nome pra isso. Aqui o meu já estava fixado (o RP, pela conexão ethernet, sempre tem esse IP).


Escolha como você vai se conectar, cabo ou wifi. O recomendado para um server sempre é cabo devido a estabilidade. Assim, escolhi eth0.


Confirme se o IP está certo e vamos em frente.

Agora o PiVPN deseja saber onde será guardada as informações do OVPN. Como só tenho um usuário no RP, as configurações serão guardadas em /home/pi/ovpns. Nesta pasta ficará guardada a chave de criptografia que será transferida para o cliente posteriormente.



O sistema agora perguntará se desejamos permitir a instalação automática das atualizações de segurança. Por motivos óbvios, a resposta só pode ser SIM.



Agora escolheremos o protocolo que o PiVPN utilizará, UDP ou TCP (veja a diferença aqui, muito bem explicado) e a porta que deverá ser utilizada. Por padrão o PiVPN escolhe o protocolo UDP e a porta 1194. Eu optei por manter o protocolo UDP, mas troquei a porta por segurança (existem portas que não devem ser utilizadas; o sistema tem 65.536 portas e algumas -veja aqui e aqui devem ser evitadas porque normalmente são utilizadas).

Nesse momento, você deverá retornar ao seu router e reservar, no IP fixado para o RP, qual a porta escolhida para receber o fluxo externo, a porta do fluxo interno (geralmente a mesma) e registrar qual o protocolo deseja utilizar (TCP, UDP ou ambos).



Agora será perguntado sobre nível de encriptação das chaves. Escolha 2048 ou 4096. É a segurança de seus dados e da sua rede doméstica que está em jogo. Jogue para ganhar.



Agora vamos ter mais um pouco de teoria para continuar o processo.

As operadoras fornecem um IP para cada computador conectado na rede. Esse IP é conhecido como IP válido ou IP público (IP atribuído pelo órgão regulador). Para saber se um IP é válido ou não, é só saber o seguinte:

    -> 10.x.x.x
    -> de 172.16.x.x a 172.32.x.x
    -> 192.168.x.x

Todos os IPs que estejam nessa regra de cima NÃO são IPs válidos, servem apenas para uso em redes locais. Fora isso, são IPs válidos (e distribuídos pela sua ISP ou por um órgão regulador).

Os IPs geralmente estão distribuídos na versão 4 (famoso IPv4). Esse endereços têm 32 bits de comprimento e existem 2ˆ32 endereços IPv4 (cerca de 4,3 bilhões de endereços). Com o aumento dos dispositivos conectados, esses endereços são insuficiente. Assim, existem duas saídas: a melhor para o usuário e a melhor para a operadora.

A melhor saída para o usuário é a adoção do IPv6. Aqui os endereços têm 128bits e existem 2ˆ128 endereços IPv6 (cerca de 340 duodecilhões de endereços, 340 seguido de 12 zeros...). Assim, cada dispositivo na rede teria seu endereço fixo (um IP válido para cada equipamento na rede).

MAS (sempre tem um mas...) nem todos os servidores e roteadores suportam IPv6. Tirando a questão de bugs e outros problemas que ainda podem existir. Como sempre, vale a regra do "MAS": nada depois de um MAS pode ser bom!

As operadoras resolveram isso de outra forma: CGNAT. Resumidamente, com a escassez de endereços IPv4 (tem mais equipamento na rede que endereço), eles distribuem os endereços entre que está ativo e podem trocar seu endereço a qualquer momento.

O que isso tem a ver com a nossa VPN? Tudo! O cliente precisa saber qual IP válido ele deve procurar para fazer a requisição do dado. Ora, se o seu IP válido muda frequentemente, como você pode resolver isso? Ou pagando para ter um IP válido fixo ou utilizado um serviço de Dynamic DNS (DDNS, No-IP, etc).

Esses serviços de DDNS fazem basicamente uma atualização do seu IP válido e o registram em um sistema de domínios (DNS). Ou seja, pegam o seu 189.17.48.190 que a sua ISP atribuiu para você e o registram como fulano.ddns.net. Assim, quem digitar isso vai ser encaminhado para o IP atribuído a esse DNS. Esses serviços geralmente tem um aplicativo que faz automaticamente essa atualização. Alguns roteadores fazem essa atualização também (MAS, sempre o MAS, Google Wifi não tem esse serviço de DDNS...).

Assim, entrei no No-IP, fiz o cadastro e escolhi o nome. Baixei o aplicativo deles para atualização pro Mac, mas como estava tudo rodando no Pi, achei melhor baixar pra lá e deixar o RP fazendo tudo isso. Basicamente fiz isso:

    sudo su #para ficar com super usuário

    cd /usr/local/src

    wget http://www.no-ip.com/client/linux/noip-duc-linux.tar.gz

    tar xzf noip-duc-linux.tar.gz

    cd noip-2.1.9-1

    make

    make install

Agora o programa vai pedir o nome de usuário ou email registrado no No-IP.com, a senha, vai pedir pra você escolher qual nome deseja atualizar e com qual frequência (o padrão é 30 minutos, mas eu escolhi 5 minutos). Depois digite, ainda com SU:

    /usr/local/bin/noip2

Pronto. Agora já temos um DNS ligado ao nosso IP válido e continuamente atualizado.

O próximo passo agora no PiVPN é escolher se quer utilizar o IP público (ou válido) ou escolher um DNS. Obviamente vamos escolher entrar com DNS e colocar o DNS que acabamos de criar no No-IP (lembre-se, é só no DNS, sem "http"):



Agora somos perguntados sobre qual serviço de DNS desejamos usar. Escolhi o Google, mas o OpenDNS também é bem rápido. Falei um pouco disso no final deste post.


Bom, a configuração acaba aqui. Agora falta apenas entrar com os usuários (clientes) da VPN.

Dê um

    pivpn add

e digite o que é pedido: nome do cliente, senha e senha novamente. Nunca é demais reforçar que a senha deve ser boa, né?

Agora, se tudo deu certo, a chave para o cliente foi criada e deverá estar em /home/pi/ovpns. Essa chave deve ser enviada para o cliente. No meu caso, como o cliente sou eu mesmo (será meu notebook, iPad e iPhone), posso passar por três formas: por email (pior opção, insegura), pendrive (tem que lembrar de apagar depois) ou por um serviço de nuvem.

Não se esqueça de liberar essa porta UDP no roteador, em Port Management. Acrescente a regra com a porta escolhida, o padrão de comunicação (UDP, TCP ou ambos) e confira se o MAC Address do servidor é o mesmo que você está liberando.

No Mac instalei o Tunnelblick para acessar a VPN. Arrastei a chave para o ícone do programa, digitei o usuário e a senha e pronto. Fica um pequeno ícone na barra superior e aí é só clicar lá e começar a navegação via VPN.

No iPad e iPhone o processo é um pouco diferente. Para ambos existe aplicativo da OpenVPN que deve ser baixado na AppStore. Depois de baixado, conecte o iDevice ao computador, abra o Finder, selecione seu dispositivo e, à direita, escolha "Arquivos". A seguir arraste a chave para o aplicativo OpenVPN e termine de configurar no iDevice.



Bom, o próximo passo é efetivamente criar um bom NAS.

Utilizando a VPN, tenho a segurança agora de acessar o NAS de fora da rede, qualquer que seja o NAS escolhido.

Pode ser o OpenMediaVault (e ele ficaria apenas para arquivos e/ou TimeMachine). Pode ser o NextCloud (que tem aplicativos que podem ser utilizados nos dispositivos móveis) ou tentar o XPEnology, meu sonho de consumo.

Para o XPEnology, precisarei de uma máquina boa, que permita virtualização.

Lembram do MacMini que morreu no começo do ano? Pois é, descobri uma empresa aqui em BH que tentará recuperar a placa lógica dele. Se der certo, ótimo. Se não der, é pensar no plano B.

Só que esse post acaba por aqui. Obrigado.

domingo, 5 de julho de 2020

Em busca do NAS doméstico (quase) gratuito! - Parte 1

Pessoal,

Já falei aqui no blog sobre os meus backups. Uso meu MacMini como servidor para TimeMachine e utilizo o Carbon Copy Cloner para fazer backup para 2 discos externos. Também utilizo o CCC para copiar para um NAS (WD MyCloud). 

Para completar a tara, utilizo o DropBox, BoxSync e OneDrive para backup de algumas coisas em nuvem. Essas nuvens também são copiadas para os discos externos e também para o TM.  Também tenho 200GB no iCloud e essas nuvens passam por lá também, e o iCloud também vai pra festa dos backups.

Assim, espero ter redundância de tudo para evitar alguma catástrofe digital.

Nessa orgia de backups, faço backup do Mini, do Pro e do White. O iPad e o iPhone também são "backupiados" no Mini (além de algumas coisas no iCloud) e daí também vão pra zona dos backups.

Tudo funciona muito bem. Não perco mais arquivos, mas dependo do Mini rodando 24/7. Isso não é problema (tá, a CEMIG cobra o preço disso), mas a gente sempre acha uma gambiarra desculpa justa causa pra fazer mais um backup ou inventar mais uma moda!

Tenho um Raspberry Pi 3B parado aqui, sempre tentando arranjar uma coisa pra fazer com ele. Já foi retrogame, já tentei instalar Ubuntu nele, tentei instalar W10 nele, mas não ia pra frente.

O RP3B tem lá seu problemas, mas quando comprei era o RP mais moderno. Hoje toma uma surra do RP4, mas ainda tem muita coisa pra fazer.

Pra quem não conhece, o Raspberry Pi é um computador popular, muito barato (a versão mais barata - RP Zero - custa apenas US$ 5; a mais cara, RP 4 com 8GB de RAM, custa US$ 75), que pode servir para uma infinidade de coisas. O site da Raspberry Foundation tem muita informação sobre o que é o RP e coisas para fazer com ele.

Uma das coisas legais no RP é utilizar Python para programação. O C também é super útil (uma vez que ele roda Linux).

Enfim, voltando ao assunto do post!

Fuçando na internet hoje, achei uma página que falava sobre o OpenMediaVault. Esse programa é uma solução de NAS bem simples e bem completa. Tem cliente Torrent, SMB e serve até como servidor para TimeMachine!

Quando resolvi utilizar o MacMini como servidor de TM, meu plano inicial era utilizar o RP para isso, mas não consegui fazer funcionar de jeito nenhum.

Recentemente tentei utilizar o FreeNAS e o OwnCloud para criar um... NAS, é claro! E é claro que não funcionou, porque senão eu não estaria fazendo este post. Basicamente, ambos são extremamente poderosos, super completos e um tremendo pé no saco para instalar. É coisa pra avançando em Linux (e taí uma coisa que eu não faço questão nenhum de ser).

O OMV foi diferente. Tentei e deu certo.

Basicamente segui esse tutorial aqui (fiz algumas modificações) e foi bem simples de fazer.

O tutorial recomenda instalar o Raspberry Pi OS Lite e fazer a instalação remotamente. Se você não tem ou não quer ligar mouse, teclado e monitor no RP, essa pode ser a sua solução. Você liga o RP na tomada, instala o Adafruit Pi Fruit no seu computador (tem versões para Mac, Windows e Linux), conecta um cabo do roteador ao RP e vai passar informações da sua rede pra ele e pegar o IP dele. A partir daí, usa o ssh (se Mac/Linux) ou Putty (se Windows).

Eu preferi manter a minha versão já instalada (Raspberry Pi OS with desktop and recommended software - a versão mais completa) e acessar o RP via VNC e terminal diretamente no RP.

No tutorial, o autor se preocupa exaustivamente em conferir se o download foi perfeito (checa o hash do arquivo, etc). Vou ser sincero, não fiz nada, absolutamente nada disso.

Independentemente do que escolher, sempre é recomendado atualizar o RP OS:

    sudo apt-get update
    
    sudo apt-get upgrade  -y

    sudo rm -f /etc/systemd/network/99-default.link

Depois de fazer isso, resete ele com: 

    sudo reboot

Para instalar o OpenMediaVault, utilizei o script abaixo:

    wget -O - https://github.com/OpenMediaVault-Plugin-Developers/installScript/raw/master/install | sudo bash

Esse script faz tudo sozinho. Demora um tantinho, uns 30 minutos pelo menos. Depois disso o RP reseta sozinho e então é tudo feito a partir do seu computador principal (não precisar mais usar o RP para configurar).

No browser do seu computador, digite o endereço IP do seu RP e vai entrar nessa página:


Aqui você digita admin e openmediavault para usuário e senha, respectivamente. A senha será trocada logo a seguir.


Essa é a página inicial. A gente vai ter que ativar o SMB/CIFS depois para funcionar.


Em "General Settings" troque sua senha. É a primeira coisa a fazer! Depois vá em "File System" -> "Create" e adicione o HD externo que você conectou ao RP. Lembre-se que o RP passa pouca energia pelo USB. Assim, ou utilize HD portátil (ou SSD) ou um HD de mesa com fonte externa.

Escolha o nome do HD de backup e formate em EXT4.


Nesse momento, seu HD será formatado. Depois, você deverá montar o HD em "Mount". Após toda ação, aparecerá uma mensagem amarela na parte de cima da tela para confirmar. Sempre confirme.



O próximo passo é criar uma pasta para compartilhar e criar um usuário para acessar a pasta.

Em "SMB/CIFS" -> "Settings" ative o SMB em "Enable" e depois vá em "Shares" para criar a pasta.



Clique no "+" na frente de "Shared Folder" para criar um no diretório.

 
Escolha o nome do diretório e selecione o HD ligado ao RP. Depois que salvar, arraste a tela para baixo e ative "Time Machine Support" para permitir que seu Mac faça o TM nele. Se você não quiser o TM, não precisa ativar, a pasta criada será acessível pela rede do mesmo jeito.


Agora vamos criar o usuário. Vá em "Access Rights Management" -> "Users" -> "Add"



Pronto! Já está tudo pronto para fazer o TM. Agora, no Mac, vá em "Configurações" -> "Time Machine" e perceba que o disco do RP já apareceu!


Agora você vai digitar o nome do usuário e a senha que você acabou de criar.



Pronto! Você já tem uma Time Capsule feita com um RP e um HD externo do tamanho que você quiser!!

Se você quiser, pode criar uma pasta para fazer o TM e criar outra pasta para usar como NAS.



Pronto! O próximo passo é fazer isso aparecer fora da minha rede doméstica, acessível pela internet. Mas isso será assunto para um próximo post!