domingo, 5 de julho de 2020

Em busca do NAS doméstico (quase) gratuito!

Pessoal,

Já falei aqui no blog sobre os meus backups. Uso meu MacMini como servidor para TimeMachine e utilizo o Carbon Copy Cloner para fazer backup para 2 discos externos. Também utilizo o CCC para copiar para um NAS (WD MyCloud). 

Para completar a tara, utilizo o DropBox, BoxSync e OneDrive para backup de algumas coisas em nuvem. Essas nuvens também são copiadas para os discos externos e também para o TM.  Também tenho 200GB no iCloud e essas nuvens passam por lá também, e o iCloud também vai pra festa dos backups.

Assim, espero ter redundância de tudo para evitar alguma catástrofe digital.

Nessa orgia de backups, faço backup do Mini, do Pro e do White. O iPad e o iPhone também são "backupiados" no Mini (além de algumas coisas no iCloud) e daí também vão pra zona dos backups.

Tudo funciona muito bem. Não perco mais arquivos, mas dependo do Mini rodando 24/7. Isso não é problema (tá, a CEMIG cobra o preço disso), mas a gente sempre acha uma gambiarra desculpa justa causa pra fazer mais um backup ou inventar mais uma moda!

Tenho um Raspberry Pi 3B parado aqui, sempre tentando arranjar uma coisa pra fazer com ele. Já foi retrogame, já tentei instalar Ubuntu nele, tentei instalar W10 nele, mas não ia pra frente.

O RP3B tem lá seu problemas, mas quando comprei era o RP mais moderno. Hoje toma uma surra do RP4, mas ainda tem muita coisa pra fazer.

Pra quem não conhece, o Raspberry Pi é um computador popular, muito barato (a versão mais barata - RP Zero - custa apenas US$ 5; a mais cara, RP 4 com 8GB de RAM, custa US$ 75), que pode servir para uma infinidade de coisas. O site da Raspberry Foundation tem muita informação sobre o que é o RP e coisas para fazer com ele.

Uma das coisas legais no RP é utilizar Python para programação. O C também é super útil (uma vez que ele roda Linux).

Enfim, voltando ao assunto do post!

Fuçando na internet hoje, achei uma página que falava sobre o OpenMediaVault. Esse programa é uma solução de NAS bem simples e bem completa. Tem cliente Torrent, SMB e serve até como servidor para TimeMachine!

Quando resolvi utilizar o MacMini como servidor de TM, meu plano inicial era utilizar o RP para isso, mas não consegui fazer funcionar de jeito nenhum.

Recentemente tentei utilizar o FreeNAS e o OwnCloud para criar um... NAS, é claro! E é claro que não funcionou, porque senão eu não estaria fazendo este post. Basicamente, ambos são extremamente poderosos, super completos e um tremendo pé no saco para instalar. É coisa pra avançando em Linux (e taí uma coisa que eu não faço questão nenhum de ser).

O OMV foi diferente. Tentei e deu certo.

Basicamente segui esse tutorial aqui (fiz algumas modificações) e foi bem simples de fazer.

O tutorial recomenda instalar o Raspberry Pi OS Lite e fazer a instalação remotamente. Se você não tem ou não quer ligar mouse, teclado e monitor no RP, essa pode ser a sua solução. Você liga o RP na tomada, instala o Adafruit Pi Fruit no seu computador (tem versões para Mac, Windows e Linux), conecta um cabo do roteador ao RP e vai passar informações da sua rede pra ele e pegar o IP dele. A partir daí, usa o ssh (se Mac/Linux) ou Putty (se Windows).

Eu preferi manter a minha versão já instalada (Raspberry Pi OS with desktop and recommended software - a versão mais completa) e acessar o RP via VNC e terminal diretamente no RP.

No tutorial, o autor se preocupa exaustivamente em conferir se o download foi perfeito (checa o hash do arquivo, etc). Vou ser sincero, não fiz nada, absolutamente nada disso.

Independentemente do que escolher, sempre é recomendado atualizar o RP OS:

    sudo apt-get update
    
    sudo apt-get upgrade  -y

    sudo rm -f /etc/systemd/network/99-default.link

Depois de fazer isso, resete ele com: 

    sudo reboot

Para instalar o OpenMediaVault, utilizei o script abaixo:

    wget -O - https://github.com/OpenMediaVault-Plugin-Developers/installScript/raw/master/install | sudo bash

Esse script faz tudo sozinho. Demora um tantinho, uns 30 minutos pelo menos. Depois disso o RP reseta sozinho e então é tudo feito a partir do seu computador principal (não precisar mais usar o RP para configurar).

No browser do seu computador, digite o endereço IP do seu RP e vai entrar nessa página:


Aqui você digita admin e openmediavault para usuário e senha, respectivamente. A senha será trocada logo a seguir.


Essa é a página inicial. A gente vai ter que ativar o SMB/CIFS depois para funcionar.


Em "General Settings" troque sua senha. É a primeira coisa a fazer! Depois vá em "File System" -> "Create" e adicione o HD externo que você conectou ao RP. Lembre-se que o RP passa pouca energia pelo USB. Assim, ou utilize HD portátil (ou SSD) ou um HD de mesa com fonte externa.

Escolha o nome do HD de backup e formate em EXT4.


Nesse momento, seu HD será formatado. Depois, você deverá montar o HD em "Mount". Após toda ação, aparecerá uma mensagem amarela na parte de cima da tela para confirmar. Sempre confirme.



O próximo passo é criar uma pasta para compartilhar e criar um usuário para acessar a pasta.

Em "SMB/CIFS" -> "Settings" ative o SMB em "Enable" e depois vá em "Shares" para criar a pasta.



Clique no "+" na frente de "Shared Folder" para criar um no diretório.

 
Escolha o nome do diretório e selecione o HD ligado ao RP. Depois que salvar, arraste a tela para baixo e ative "Time Machine Support" para permitir que seu Mac faça o TM nele. Se você não quiser o TM, não precisa ativar, a pasta criada será acessível pela rede do mesmo jeito.


Agora vamos criar o usuário. Vá em "Access Rights Management" -> "Users" -> "Add"



Pronto! Já está tudo pronto para fazer o TM. Agora, no Mac, vá em "Configurações" -> "Time Machine" e perceba que o disco do RP já apareceu!


Agora você vai digitar o nome do usuário e a senha que você acabou de criar.



Pronto! Você já tem uma Time Capsule feita com um RP e um HD externo do tamanho que você quiser!!

Se você quiser, pode criar uma pasta para fazer o TM e criar outra pasta para usar como NAS.



Pronto! O próximo passo é fazer isso aparecer fora da minha rede doméstica, acessível pela internet. Mas isso será assunto para um próximo post!

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Soyuz - decolagem, rendezvouz, docking, undocking, reentrada e aterissagem

Olá pessoal,

Aproveitando toda a empolgação pelo sucesso da missão da SpaceX, vou colocar dois vídeos da ESA (Agência Espacial Européia) sobre a Soyuz.

Os astronautas falam sobre a decolagem, rendezvouz (manobras para alcançar a ISS) e acoplagem (docking) no primeiro vídeo e sobre a desacoplagem, manobras para reentrada na atmosfera e pouso na Terra no segundo vídeo.

Além disso, achei três vídeos legais onde são explicadas as naves Apollo. Bem legal.

(Rendezvouz e docking)

(Undocking, reentrada e aterrisagem)



(Apollo - 1)

(Apollo - 2)

(Apollo - 3)

Para finalizar, um trecho dos Simpsons. Nada com Soyuz, Apollo ou espaço. É só um trecho de um dos melhores episódios - The Thompsons.


É isso por hoje.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Cinema e Espaço

Pessoal,

Gosto bastante de filmes de ficção, principalmente quando envolvem espaço. Star Wars, principalmente os episódios originais IV, V e VI, são muito bons. Até o II e III também gosto muito.

Mas quando o roteiro é bom e baseado na realizade, fica ainda melhor.

Um filme muito legal é Gravity. Tá, tudo mundo já falou de vários "erros", mas vamos considerar como licença poética. A cena do Ônibus Espacial sendo atingido por detritos no espaço é pra lá de bem feita:


Um filme que gosto muito é Interstellar. Já assisti várias vezes e cada vez fico mais surpreso com a beleza do filme. Minha cena favorita é quando tentam ancorar na estação que está entrando na atmosfera:


Outro filme, talvez meu favorito, é o First Man. O fato de ser baseado em história real é talvez o que me conquistou. A cena do pouso na Lua é fantástica e a trilha sonora é magnífica:


Acho que o que me conquistou em First Man foi o detalhe e o cuidado do ator em parecer o máximo possível com Neil Armstrong. Vejam algumas cenas para comparar:


E aqui uma pérola: o pouso da Apollo 11 com as conversas entre a tripulação e Houston:



É isso por hoje.

Como editar arquivos PDF sem instalar nenhum programa!

Olá pessoal,


Mudando completamente o rumo das últimas postagens, vou deixar uma dica aqui: como editar arquivos PDF sem instalar nenhum programa!

Existem várias soluções pagas para isso. Algumas certamente são melhores (de cabeça lembro do Adobe Acrobat Pro DC, que custa R$60 mensais e do Foxit Phantom PDF, que custa quase R$450), mas todas são mais caras que a minha saída ;-)

- Primeira opção: Automator

Esta opção é para quem tem MacOs. Utiliza o Automator para isso.

(Vá nos aplicativos e abra o Automator)

(Escolha criar um novo documento)

(Escolha Workflow ou Fluxo de Trabalho e clique em Escolher)

(Escolha na aba da esquerda "Arquivos e Pastas e depois Escolher itens no Finder; depois arraste o Escolher itens no Finder para a área cinza)

(Faça a mesma coisa com PDF e Extrair texto do PDF. Este você vai arrastar para debaixo do item anterior)

(O resultado final deve ficar assim)

(Clique para fechar a janela e você será perguntado para escolher o nome e salvar seu fluxo de trabalho)

(Para executar, abra o Finder e clique em Run)

(Você irá escolher o arquivo em PDF...)

(... e o Automator mostra apenas que executou tudo sem erros)

(Agora temos dois arquivos: o .pdf original e o .txt que o Automator criou)


Basicamente é isso. O problema, como visto na foto acima, é que as tabulações ficam completamente zoneadas e as figuras são perdidas (ele tenta ler o texto da figura, se existir). Para páginas de texto puro, é uma mão na roda.

Para textos "digitalizados", imagino que não ficará bom. Nos textos que eu testei, nem saiu nada, a página de resultado ficou em branco.

Já os arquivos originalmente em PDF (livros texto e artigos científicos, por exemplo), ele leu bem e ainda respeitou as colunas (extraiu todo o texto da primeira coluna para depois extrair o da segunda coluna). Mas a formatação do texto foi pro saco mesmo.

Quando escolhemos o "Extract PDF Text", existe a opção de texto puro (.txt) ou formato .rtf. O formato .rtf gerará um texto que preserva um pouco mais a formatação, mas não espere mágica. Continua sendo texto, não tão puro quanto o .txt mas ainda assim MUITO longe de um .docx. Veja abaixo:





- Segunda opção: Google Docs

Essa outra opção é ainda mais fácil e funciona pra qualquer SO. Você só precisa ter uma conta do Google.

Abra seu navegador e vá em docs.google.com.

(Clique na pasta que está à direita)

(Clique em Upload para escolher seu arquivo de PDF)

(Escolha o arquivo e clique em Abrir)

(Vá em "Abrir com...)

(... e abra com Documentos Google - é o Word do Google)

(Este arquivo abriu assim e está editável)

(Esta página de livro abriu assim e preservou as colunas; também está editável)

Esta forma utilizando o Google Documentos me parace melhor. O texto é mais bem preservado que quando utilizado Automator. Parágrafos, tópicos, tudo é preservado.

Entretanto alguns textos, como o da última figura, a estrutura das colunas é preservada. Se você for copiar e colar, até fica razoável. Mas a edição fica muito prejudicada.

Vantagens e desvantagens: soluções pagas x soluções gratuitas, Automator x Google Docs. Escolha sua opção.

Até mais.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Linguagens de programação

Olá pessoal,

Quando passei a ter contato com o mundo da informática, lá pelos idos 1990, fiquei fascinado com a possibilidade de fazer meus próprios programas.

Meu pai me matriculou num curso de introdução à informática (uma vez que ele não sabia nada para me ajudar). Confesso que não lembro o nome do curso (lembrei, era "Digitus"), mas algumas coisas foram bem legais, como usar um Apple II (na verdade era um clone dele da CCE):

(Apple II original)

(Apple II Genérico) (CCE Exato Pro)

Não sei se o modelo que tinha lá era exatamente esse Exato Pro (provavelmente deveria ser o Exato Pro IIe), mas lembro que era CCE, desse bege bem do começo da informática "popular", com tela monocromática de fósforo verde.

O curso ensinou um básico da informática (DOS, CPU, fluxograma, essas coisas) e noções de BASIC. Como tinha acabado de ganhar o MSX DD-Plus, me acostumei a treinar as conversões do BASIC da Apple (AppleSoft BASIC, uma versão do Microsoft Basic para Apple). Tinha muitas semelhanças, mas algumas diferenças obviamente.

Além disso, tive uma grata surpresa ao descobrir que a minha professora em um dos módulos era uma gostosona que era da minha sala de colégio (foi realmente uma grande surpresa: ela não dava a menor pista de gostar de computador ou de programar, mas enfim...) 😅😅

Depois, meu pai me matriculou na DataPro para aprender algo de útil: "Introdução à Microinformática", "MS-DOS", "Lotus 1-2-3" e "WordStar". Também fiz o módulo inicial de dBase:


Só que a esta altura do campeonato, eu já tinha sido enfeitiçado pela programação. O Manual de Instruções do Expert DD-Plus (faça o download no Datassette para conhecer), escrito pelo Prof. Pierluigi Piazzi, era muito bem escrito para iniciantes. Foi um excelente aprendizado.

Além disso, meu tio tinha comprado as coleções "Microcomputador - Curso Básico" e "Informática". Meu tio só foi comprar o seu primeiro computador muitos anos depois (mais de 10 anos depois, com certeza). Então pude ler todos os livros, digitar os programas e quebrar a cabeça tentando fazer funcionar no MSX.

Essa foi uma época de ouro para mim: várias revistas de informática com dicas de programação (CPU-PC e CPU-MSX, Micro Sistemas, MSX, MSX Micro, etc), além de diversos livros (Guia do Programador MSX, Livro Vermelho do MSX, Linguagem de Máquina para MSX, dentro outros). Lembro de ler e digitar os códigos para aprender mais e mais. #dica --> consulte o site do Datassette, tem coisa boa demais lá para quem gosta.

Mas tudo que é bom dura pouco: logo fiz 16 anos e tive que me mudar para Belo Horizonte para fazer cursinho e vestibular. Deixei para trás o MSX, a namorada e a programação. Ainda fiquei em dúvida entre fazer medicina ou ciência da computação. Escolhi a primeira mas até hoje penso se foi a melhor escolha.

Na faculdade ganhei um PC (486DX2 66MHz!) e uma impressora Seikosha matricial. Isso durou toda a faculdade. Depois, já formado e fazendo minha primeira residência, comprei um com Pentium 2 533, depois um com Pentium 4, depois um Notebook Dell Latitude D520 com um Core2Duo e, em 2009, o MacBook White.

Apesar disso, virei um usuário de computador ao invés de programador. Sempre fiquei meio frustrado com isso.

Durante a faculdade, quando foi criado o centro de informática na Faculdade de Medicina da UFMG, comecei a ter contato com o responsáveis e comecei a programar alguma coisa em Visual Basic. Mas cheguei a uma conclusão: BASIC é para iniciante. Queria trabalhar com algo compilado, não mais interpretado.

Assim, aproveitando o isolamento do COVID, comecei a estudar C. Quero fazer alguns aplicativos para iOS e iPadOS. Já tenho em mente o quero fazer e estou trabalhando nos fundamentos. Poderia ir pro Swift de cara, mas preferi aprender C e depois estudar C++ para depois ir pro Swift. Procurei cursos diversos, mas resolvi estudar por conta própria: livro, CodeBlock e YouTube.

Estou lendo "C para leigos" (sim, podem jogar pedra, mas sou bem leigo em C) e algumas apostilas que achei na internet da UFMG e Unicamp. Para C++ já achei umas apostilas também. Para Swift vou começar com o material da Apple.

O aprendizado está sendo ótimo. Estou achando C menos difícil do que achei que seria e, ao mesmo tempo, estou surpreso com a potência dessa linguagem que tem 38 anos! O grande problema do C é ser  pobre na parte visual. Por isso o C++ e o Swift serão os próximos passos. Mas o C será o alicerce disso.

Quando comecei na informática em 1989, não havia internet e o conteúdo para consumir era muito pouco. Computador era coisa séria. Os recursos eram limitados, então o pessoal se preocupava com tamanho de programa, com endereçamento de memória, era preciso escovar bit para extrair o máximo que a máquina tinha.

Hoje o recurso é quase ilimitado. Programadores não precisam mais se preocupar com tamanho dos programs ou ocupação da memória, os sistemas fornecem muitos recursos. Na época em que é mais fácil programar com centenas de linguagens, fontes diversas (de melhor ou pior qualidade), as pessoas viraram meros "consumidores", apenas utilizam o software entregue sem muito questionamento ou sem entender os processos mais internos. Temos equipamentos poderosos utilizados para ver YouTuber gritando feito louco ou para ficar repassando bobagem em WhatsApp.

Assim, resolvi mudar de consumidor de software para desenvolvedor de software. Bom, vamos tentar, né?

É uma nova etapa pra mim. Hobby, mas quem sabe pode ser um hobby que dê algum retorno?

terça-feira, 21 de abril de 2020

Desabafo (2)


Pessoal,

Outro post de desabafo. Mas este é sobre informática.

Cara, detesto Linux. #ProntoFalei.

PQP. Que coisa mais insuportável usar linha de comando. Principalmente quando você faz EXATAMENTE o que o cara falou pra fazer, SÓ QUE DÁ ERRADO!

Windows tem lá seus milhões de problemas. Mac também, longe da perfeição. Mas o Linux...

Tá bom, é muito versátil, o controle é altíssimo, é open source, ok. Mas custa fazer uma GUI que preste?

Passei os últimos dias tentando fazer um NAS com um Raspberry Pi 3+. Tentei duzentas mil opções disponíveis: FreeNAS, NextCloud, um monte. Pra instalar os servidores, tem que digitar um monte de linha, fazer coisa que a gente não entende E não quer nem entender nem saber. É tudo difícil, parece que pra dificultar mesmo.

No final, a solução vai ser fazer isso num PC velho com Windows ou fazer isso uma solução privada, tipo Synology ou QNAP (porque WD MyCloud não me engana mais!).

E pra completar, descobri que meu rotador do Google (falei dele aqui e aqui) não abre faz Port Fowardding!😡😡 Procurei na internet e nada. Quer dizer, fiz o que é falado para fazer mas não funciona. Olhei aqui e aqui. Bosta.

Não tem jeito. "Solução Open Source" é sinônimo de "não funciona direito".

Desabafo (1)

Pessoal,

Este post vai ser um pequeno desabafo.

Estamos passando pela pandemia do COVID19 (o dia da edição deste post é 21/04/2020). Confesso que não aguento mais ouvir sobre coronavirus, isolamento, cloroquina e qualquer coisa do tipo.

Já li muito, principalmente no que me concerne: manipulação de vias aéreas e anestesia. Estou preparado para o trabalho, consciente do que devo ou não fazer. Confesso que isso, por si só, já é bem estressante.

Os jornais estão massacrantes: só fala nisso, o tempo todo, exaustivamente. Morte, morte e mais morte. Parece que estão lambendo os lábios com isso. Afinal, histórias felizes não vendem notícias, né?

Outra coisa que está enchendo o saco é a política. Se o presidente fala A, o povo acha que ele deveria ter falado B. Aí ele fala B e o povo já acha que deveria ter sido A ou C. Ah, porra, para de deturpar tudo... Também já deu!

Além disso, têm os especialistas formados nos grupos de WhatsApp. O cara leu um post do Twitter falando isso ou leu um textão no Facebook e agora acha que é especialista em cloroquina, em pesquisa clínica, em epidemiologia ou em saúde pública. Chega a dar dó a profundidade de um centímetro do conhecimento. É como dizem sobre os "jênios" atuais: aprendem no Wikipidia e sabem falar de tudo com todo mundo, mas a profundidade do conhecimento é super rasa.

O pior de tudo são os que estão em pânico. PQP! PQP! PQP!


É exatamente isso aí. O cara em pânico é um porre! É um burro que não consegue entender o que está acontecendo.

Onde eu trabalho, tem 3 pessoas que me enchem o saco com força. Uma delas tá em pânico, falou que acorda de madrugada para estudar, para chorar, para fazer ioga, faz live aqui, faz "webnário"ali, falou que vai ter que usar fralda para não se contaminar no banheiro, mas até agora não atendeu um único paciente com COVID. Unzinho sequer. Nem tá indo trabalhar. E está em pânico...

As outras duas pessoas são as "ixxpertas". O pior do "ixxperto" é ele achar que está enganando todo mundo. O problema é quando os outros já conhecem as figuras, aí a gente só observa e ri nos bastidores.

Uma dessas pessoas adora dar "carteirada": sou diretor clínic, você sabe com quem está falando, minha filha é médica, é "adevogada", trabalha no CRM... Que bosta, precisa dar carteirada para "provar" seu ponto de vista.

A outra pessoa, coitada, é burro "ixxperto", acha que sabe tudo e que está passando a perna em todo mundo. Só não viu que a vida está passando a perna nela... Dias atrás estávamos discutindo sobre a necessidade dos anestesistas dos hospital irem ao CTI para entubar os pacientes com COVID. Estressante, inegável. E a figura alega que, por ser idoso, não poderia ir e queria que os mais jovens fossem. Até aí, argumento razoável. Argumento que cai por terra porque a figura está lá, trabalhando todo dia, enfiando a cara na boca de pacientes, supondo que os que ele atende, são saudáveis. Não imagina que quem vai quebrar as pernas dele é exatamente um saudável, ou assintomático ou um que ainda não teve tempo para ficar doente... Diz ele que tem que sair da linha de frente, mas atender paciente É estar na linha de frente, ainda mais em época de pandemia! Ah, mas o "ixxperto" vem com um print de email do CRM, deturpando tudo para mostrar o ponto de vista dele, que não pode ficar na linha de frente. Tá bom, então...

Daqui a pouco vai ter outro post.

Até mais.