// // Chicletes para o Cérebro

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Nostalgia (2): Instalando o MS-DOS

Pessoal,

   Como falei no post anterior, vou fazer a instalação de todas as versões do Windows, desde a 1.0 até o XP.

   Nos primórdios da computação doméstica não havia USB, CD, DVD nem nada disso para facilitar as instalações. Eram feitas em disquetes ou fitas.

   Além disso, as BIOS (aqui e aqui) dos antigos PC's não eram configuradas para que o boot de instalação do SO ocorresse diretamente a partir do disco. Era necessário, inicialmente, haver uma instalação do DOS (no caso, MS-DOS) para, depois, realizar a instalação do Windows.

   Assim, vou instalar o MS-DOS para depois instalar as diferentes versões do Windows.

   O MS-DOS foi uma adaptação realizada pela Microsoft para funcionamento no IBM-PC. Foi baseado no QDOS que foi baseado no CP/M80. A última versão Standalone foi a 6.22, de 1994. A partir daí, passou a vir "embutido" dentro dos Windows 9.x (95, 98 e ME).

   Antes de instalar, baixe o MS-DOS no site WinWorld. Todas as versões do MS-DOS e do Windows estão disponíveis lá. Escolhi a versão 6.22 Brasileira. O arquivo vem compactado em .7z e, ao ser descompactado, tem 3 arquivos imagem (.img) dos discos da instalação (disk1-3).


   Utilizo, há anos, o VMware para minhas VM, mas você pode usar qualquer outra. Em VMWare, vá em File --> New... --> e escolha o Disk1.img

   O "pulo do gato" é que nas máquinas virtuais mais novas não existe a opção de Windows abaixo de 3.1. Assim, escolha "Outro --> MS-DOS".


   Escolhi o nome MS-DOS 6.22 para minha VM.

   Antes de executar a VM, temos que instalar um leitor de disquete virtual para acessar os discos-imagem do MS-DOS.


   Escolha o "Disk 1.img" e vá em frente. No meu caso, como uso teclado americano, modifiquei esta opção. Siga em frente.


      O HD virtual será formado. Aceite a pasta "C:\> DOS" para a instalação do MS-DOS. Troque os disquetes quando solicitado:


   Continue seguindo em frente. Ao final será solicitado que retire os disquetes. Apenas desative o Floppy Disk e siga em frente. Aparecerá isso aqui:


   Pronto! O MS-DOS já está instalado. A base para instalar as diversas versões do Windows já está pronta. Agora é só copiar e renomear:


   Agora é só acompanhar os outros posts com a instalação do Windows.

   Até o próximo, pessoal.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nostalgia (1): Relembrando versões antigas do Windows

Olá Pessoal,

   Passei batido em uma data muito marcante, acontecida há muitos atrás e gostaria de compartilhar convosco.

   O Windows foi lançado em 1985. Só foi fazer sucesso na versão 3.0 de 1990. Em 1995 foi lançado o Windows 95 e, há 20 anos, seu sucessor, o Windows 98. Foi sucedido pelo Windows 98 SE (Second Edition) em 1999, pelo Windows ME (Millenniun Edition) em 2000 e pelo Windows XP em 2001.

   Confiram as telas iniciais dessas versões:

(Windows 1.0)

(Windows 2.0)

(Windows 3.0)

(Windows 95)

(Windows 98 / 98 SE)

(Windows ME)

(Windows XP)

  A família Windows 9.x foi algo problemática. Eram baseados no MS-DOS, um misto de 16 e 32 bits que usavam o MS-DOS para o boot (pelo IO.SYS), traziam o kernel e alguns componentes de 16 bits do Windows 3.X, além do kernel Win32 (32 bits). Essa sopa toda não podia dar certo :(

   O objetivo de tudo isso é lembrar do lançamento do Windows 98, ocorrido há 20 anos. Na época, ocorreu o, talvez, maior mico de todos os tempos em um lançamento de um SO. Durante a apresentação, o Windows 98 travou e apareceu a famosa tela azul ("BSD" - Blue Screen of Death). Entretanto Bill Gates, todo poderoso da Microsoft, saiu-se quase genialmente com essa: "This must be why we're not shipping Windows 98 yet."

(Blue Screen of Death do Windows 9.x)

   Confiram, agora, o mico king-kong de 1998! Isso foi um sucesso na TV na época :))


   Simplesmente hilário!

   Na verdade, ao lembrar disso, pensei em uma coisa para fazer: vou tentar criar uma Máquina Virtual para cada versão dessas do Windows. Acho que para as versões mais novas não haverá problemas, mas para as mais antigas... Não sei, vou tentar e colocarei o resultado aqui no blog.

   Antes disso, cabe um esclarecimento: qual a diferença entre Máquina Virtual e Emulador?

   Os emuladores têm todas as instruções realizadas pela máquina real em uma camada de software, localizada sobre um hardware, que pode ser completamente diferente do que está sendo emulado. Em outras palavras, um emulador simula uma máquina de características distintas do computador sobre qual o emulador opera, através de software, traduzindo todas as instruções para instruções do sistema hospedeiro. 

   Já as Máquinas Virtuais também se baseiam em softwares para implementarem as instruções, porém, ao contrário do emulador, não são abstraídas todas as propriedades do hardwares hospedeiro. O programa que realiza a MV gerencia as instruções provenientes dos sistemas convidados e passa algumas para o processador real. Não ocorre a abstração de todo o hardware, como no emulador. Pois máquinas virtuais ainda usufruem de dispositivos de hardware do computador real.

   Alguns sistemas mais antigos (8 bits, como MSX ou Apple II) ou completamente diferentes (BSD, BeOS, OS/2 ou virtualmente qualquer outro) podem ser emulados em outro SO. Entretanto nem todos podem ser utilizados como MV. Quando as máquinas são completamente diferentes (Atari x Mac), deve ser feita a emulação. Quando as máquinas são parecidas (Mac Intel x Windows), as MV são mais utilizadas.

   Aqui em casa eu utilizo com frequência o Windows 10 virtualizado no MacMini. Falarei disso em um post futuro.

   Vou começar a procurar as versões mais antigas do Windows e colocarei aqui, assim que estiverem prontas e funcionamento.

   Até mais!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Colocando um SSD no MacMini - Parte 1 e 1/2, também conhecida como Parte 2 simplificada :)

Olá pessoal,

   No post anterior, falei sobre a instalação do MacOs em um drive SSD externo para iniciar meu MacMini.

   Tive alguns problemas ao realizar a instalação e acho necessário escrever sobre isso.

   Inicialmente, ao contrário do que a Apple divulgou, o meu SSD não foi "transformado" para o novo padrão APFS. Ao contrário, ficou em HFS+ com Journaling (Mac OSX Extendido). O MacBook Air, também SSD, foi atualizado para APFS automaticamente. Se é por alguma característica do SSD, se é por estar em USB, se é por estar externo, não sei. Só sei que não foi assim.

   Outra problema que tive foi na má escolha da partição de recuperação. Da primeira vez (sim, fiz 3! instalações para chegar na que estou usando atualmente), tirei o HD externo que estava utilizando e iniciei o Mac apertando a tecla Option. Entrou nessa tela:


   Repare as 3 opções: Macintosh HD (o meu HD interno bichado), Recuperação 10.12 e EFI Boot (disco de boot). Não me atentei que a partição de recuperação era do MacOS Sierra (10.12) enquanto a versão atual é MacOS High Sierra (10.13.4). Quando terminou tudo, percebi que estava numa versão anterior ao APFS e resolvi reinstalar.

   Coloquei meu HD externo de novo, reiniciei com Option apertado e apareceu isso:



   Fui lá na última opção (Recovery 10.13.4). Quando acabou tudo, vi que continuava em HFS+. 😔

   Resolvi apelar. Reinstalei a 10.12 e baixei o arquivo de instalação (vá na Mac App Store --> Buscar --> digite "High Sierra" e dê enter --> faça o download e instale). Achei que fazendo isso, como tinha ocorrido no MacBook Air, ele atualizaria automaticamente o sistema de formatação para APFS. Só que não...

   Enfim, isso me custou horas e horas instalando, reinstalando e reinstalando tudo de novo. Para descobrir, no final, que ainda estava em HFS+. Enfim, desisti! Por enquanto...

   Vou colocar dois vídeos para perceberem a diferença do boot quando se usa um HD convencional e um SSD.

(A unha vermelha não é minha 😂😂😂)



   Ambos os vídeos foram gravados em com o Time-Lapse do iPhone. Comecei a marcar na hora de apertar o Power e encerrei quando foi pedido a senha (não deixei até carregar tudo porque o HD tinha mais programas para boot que o SSD - por ser instalação nova).

   O primeiro é com o SSD e ficou disponível para entrar com a senha em menos de 50 segundos. O segundo vídeo é com o HD. Demorou mais de dois minutos (2:05). Um detalhe a considerar é que, apesar de ter selecionado o HD externo como disco de boot, se eu ligasse sem apertar OPTION o boot era sempre pelo HD interno (o HD com defeito) e o computador se auto-desligava. Assim, gravei o vídeo fazendo exatamente o que eu sempre fazia: ligava com OPTION apertado, escolhia o disco externo para boot e espera carregar.

   A diferença de tempo no boot fala por si.

  Mas por que o SSD é tão mais rápido? 

   Os HDD (Hard Disk Drive) estão na ativa desde meados do século passado. Esse disco é uma memória não volátil (as informações são preservadas mesmo após o aparelho ser desligado), formado por um (ou mais) disco duro (geralmente feito de alumínio, vidro ou cerâmica), onde as informações são guardadas. Esse disco é coberto por uma película de material magnético. Esses discos giram em alta velocidade - os modelos atuais mais comuns variam entre 5.400 e 7.200 RPMs. Outra parte importante é o braço mecânico que tem um conjunto de ímãs em sua extremidade. Eles ficam a nanômetros de distância da película magnética, detectando e/ou modificando a magnetização do material conforme os discos giram. É assim que é feita a leitura e gravação dos dados.


   Já os SSDs  possuem dois componentes fundamentais: a memória flash e a controladora. A memória flash guarda os arquivos e, ao contrário dos discos magnéticos dos HDs, não necessita de partes móveis ou motores para funcionar. Todas as operações são feitas eletricamente, tornando a leitura e a escrita mais rápidas, além de deixar o equipamento mais silencioso e resistente a vibrações e quedas. A controladora, por sua vez, é responsável por gerenciar a troca de dados entre o computador e a memória flash do SSD. Formada por um processador que executa diversas tarefas no drive, é uma das principais responsáveis pela performance de um SSD. O processador da controladora faz o gerenciamento do cache de leitura e escrita de arquivos, criptografa informações, mapeia partes defeituosas do SSD para evitar corrompimento de dados e garantir uma vida útil maior da memória flash. As novas controladoras chegam a ser duas vezes mais rápidas que as mais antigas.


   Devido às superfícies de gravação rotativas, superfícies de HDs normais trabalham melhor com arquivos maiores gravados em blocos contínuos, de modo sequencial. Dessa forma, a cabeça de leitura do braço magnético pode começar e terminar a sua leitura em um movimento contínuo. Quando os discos rígidos começam a ficar cheios, os arquivos grandes podem se espalhar em torno do prato de disco (são divididos ocupando os locais vazios onde outros arquivos estavam gravados e foram apagados - fragmentação), prejudicando a velocidade de leitura e gravação de dados nos HDs. Os SSD não tem este problema, já que a localização física da gravação dos arquivos não importa tanto. Assim, SSDs são inerentemente mais rápidos.

   A título de curiosidade, lembrei de um trecho do livro "Guia do Programador MSX", de Eduardo A. Barbosa, de 1990, onde, no capítulo 7, era explicado como era feita a formatação de disquetes. Leia aqui uma boa fonte sobre os disquetes, se tiver interesse.

 
(Disquete 5,25" ou 5 1/4")                  (Disquete 3,5"ou 3 1/2")

   Os drives de disquete, fossem 5 1/4" ou 3 1/2" rodavam a cerca de 300 RPMs. Havia tolerância de +/- 4,5 RPM. No MSX, os disquetes mais novos tinham 40 ou 80 trilhas com 9 setores por trilha e 512 bytes por setor, resultando em 512 x 9 x 40 = 184.320 bytes ou 180kb (um kbyte = 1024 bytes pois bits e bytes não são sistema decimal, mas sim binário; 1 byte = 8 bits = 2ˆ3 bits; assim, 2ˆ10 = 1024) ou 512 x 9 x 80 = 360kb. Se os discos fossem de dupla face, seria o dobro (180kb ou 360kb para cada face, resultando em "assombrosos" 360kb ou 720kb para cada disco!).

   O setor 0 no MSX contém informações como nome do disco, nome dos arquivos (apenas 8 bytes para nome e mais 3 bytes para extensão), informação se o arquivo foi apagado ou não (o arquivo não necessita ser, de fato apagado; apenas é colocado um determinado byte na primeira letra do nome e o sistema interpreta que o arquivo foi intencionalmente apagado) e informações sobre onde se encontra o início do arquivo (do setor 1 ao 359 nos discos de 40 trilhas ou 1 ao 719 nos discos de 80 trilhas). Assim, o sistema sabia onde o arquivos se iniciava. Ao chegar no final do setor, mais alguns bytes informavam em qual setor ele continuava. E assim por diante, até terminar de ler o arquivo todo.

   Portanto, ao ler um arquivo em um disco (seja disquete ou HD), a cabeça de leitura fica pulando de um lado para outro, dando continuidade ao processo de leitura/gravação.

   Nas palavras de Eduardo Barbosa, "Suponha que desejemos ler os setores 1 e 2 de uma determinada trilha. Por mais rápido que seja o Z80, nunca conseguiremos que ele leia o setor 2 logo após o setor 1, com o disquete na mesma volta (...). Desta forma, para ler os setores 1 e 2 (...) gastaríamos o tempo do disquete dar duas voltas".

   Já naquela época, em 1990, havia a preocupação em tentar acessar os arquivos mais e mais rapidamente. Assim, ao contrário das instruções da MSX-BIOS, que faziam a leitura sequencial dos setores (1-2-3-4-5-6-7-8-9), os programadores acessavam diretamente as funções de leitura/gravação do disco e alteravam a sequência para, por exemplo, 1-3-5-7-9-2-4-6-8. Havia ganhos de até 30% nos tempos de acesso aos disquetes!

   Porém esse era uma preocupação apenas para os usuários de computadores de 8 bits, que tinham baixa frequências (inferiores a 10MHz). Nesses equipamentos, o padrão sequencial MS-DOS/MSX-DOS fazia com que fossem necessárias 9 voltas para ler uma trilha inteira (interleave 9:1). As alterações da sequência por acesso direto reduziam essa interleave para 5:1. Os PC's 286 e 386 conseguiam ter um interleave 1:1, ou seja, liam uma trilha a cada volta do disco.

   Bom, fugi do tema loucamente, apesar de achar que é importante perceber a evolução desses sistemas de gravação.

   Além disso, dá pra entender como é a lógica do funcionamento de um HD e de um SSD, permitindo compreender o grande ganho de velocidade do SSD sobre o HD.

   Outra coisa importante: um SSD médio tem vida útil de mais de 3.000 ciclos de escrita. Além disso, as controladoras "distribuem" as gravações, evitando que um mesmo bloco seja utilizado mais que outros blocos. Assim, mesmo que você tenha comprado um SSD com capacidade de 120 GB e vida útil de "apenas" 3.000 ciclos, e mesmo que grave 120 GB todos os dias, o SSD deverá durar pouco mais de 8 anos até começar a falhar. Se você for bem menos frenético, mas ainda gravar 20 GB de dados por dia, esse tempo subiria para 49 anos!

   Pode ficar tranquilo! O SSD vai durar!

   Até a próxima, pessoal!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Colocando um SSD no MacMini - Parte 1

Olá pessoal,

   Tenho que confessar que sou um cara azarado. Como dizia um amigo: tenho tanta energia para fuçar em computador que essa energia causa um curto-circuito e estraga o computador... :(

   Comprei o MacMini em 2013, numa viagem para Londres. O preço tava bom (na época, dava pra divertir no exterior mesmo em libras esterlinas). Comprei na Selfridges e o preço era um pouco mais barato que na Apple. Foi um MacMini Late 2012 Core i7 2,3GHz, com 8 GB de RAM (logo trocado para 16GB) com HD 1TB. Um foguete, só que não...

   Equipamentos eletrônicos, carros, roupas, etc, enfim, tudo que é produzido em série, em grande volume, em uma linha de montagem, sempre terá uma porcentagem de produtos finais acima da média, uma grande parte na média e uma pequena parte abaixo da média. Tanto a média quanto o percentual fora da média dependeram, basicamente, do controle de qualidade da linha. Isso é fato!

   Com meu MacMini não foi diferente. Infelizmente, ele veio bichado :(

   O desempenho nunca foi de um Core i7...

   Com 9 meses de uso, o HD começou a falhar. Cheguei a formatar e reinstalar tudo uma 3 vezes em uma semana. Liguei na Apple (estava na garantia - mundial!). Tive a surpresa de descobrir que o prazo de garantia já havia sido iniciado cerca de 4 meses antes, ou seja, tinha um mês que tinha acabado. Expliquei tudo e a moça da Apple, muito atenciosa, explicou que eu teria que mandar o MacMini pra SP, junto com a NF e eles iriam avaliar o computador e a NF para averiguar se estenderiam a garantia ou não. Desisti.

   Levei numa autorizada da Apple aqui em BH e troquei o HD. Coloquei outro de 1TB. Esse durou uns 3 anos e começou a dar pau. Perdi a paciência, procurei um jeito de instalar o OSX em um HD externo e fosse o que D'us quisesse.

   Achei esse vídeo do Ricardo Jorge e segui tudo, exceto que não usei um SSD, mas um HD convencional.

   Como não tirei o HD bichado desta vez, simplesmente ligo o MacMini, aperto a tecla "Alt" e espero aparecer essa tela:


   O Disco "Macintosh HD" é o bichado. Seleciono o outro (o Seagate Slim External Drive) e mando iniciar. Deve ser tudo um pouco mais lento que se fosse por um HD normal (não fiz nenhum teste para comparar, é apenas chute mesmo, apesar de ser um HD externo USB 3.0).

   Bom, se preciso desligar por qualquer coisa, não posso me esquecer de ligar deste modo, porque senão entra o Macintosh HD e aí ele trava e reinicia. É um porre de chato.

   Acredito que a troca por um SSD vai dar bons resultados.

   Sendo assim, procurei na Internet e achei um bom conjunto no Amazon.com.br. Comprei um case USB 3.0 e um SSD Kingston 480GB.

  


   


 


    Tudo saiu por uns R$850,00 com taxas de entrega (expressa!, porque senão o envio seria para meados de maio...).

    Bom, agora vamos ao que interessa. O plano é o seguinte:

   1 - Formatar e instalar o MacOS limpo nele, instalar os programas e configurar tudo;

   2 - Se tudo ficar ótimo, como espero que fique e como as pessoas dizem que ficará, vou abrir o MacMini e trocar o HD pregar o SSD atrás do monitor com fita dupla-face e usar, sem precisar abrir o MacMini (não vou atrapalhar o que está funcionando).

   Neste post será o item 1.

   Como dito acima, segui as orientações do Ricardo Jorge.

   Após montar o SSD no case e plugar no MacMini, apareceu isso:


   Na hora de formatar o SSD, fiquei em dúvida sobre qual formato escolher: o APFS, novo sistema da Apple, ou o Mac OS Expandido, o já tradicional.

   Aqui a Apple explica que, se for SSD deve ser APFS. Se não for SSD, deve ser Mac OS Expandido. Segui a orientação do fabricante.

Escolhendo APFS por ser SSD.



MacOS formatando o SSD

Tudo resolvido!



   Essa foi a parte fácil.

   Agora vamos instalar o Mac OS neste disco. Primeiro, atualizei todos os meus backups. Em todo caso, como o MacOs está rodando em um HD externo, não tem problema: se der pau, é só espetar de novo.

    Outra dúvida que tive: clonar o HD, instalar o MacOS zero e puxar o backup do Time Machine ou instalar tudo do zero? A primeira opção é a mais cômoda, mas o meu HD é de 1TB e o SSD de 480GB; além disso, são coisas um pouco diferentes (SSD x HD; APFS x HFS+). A segunda opção, também cômoda, eu tenho alguma restrição (não sei porque, mas não sinto tanta confiança assim). Enfim, queria mesmo era a opção 3 (instalar tudo na unha!) e ponto final!

   Para começar a instalação, nesse caso, tem que ligar e apertar "Option" até aparecer a tela para seleção do boot. Como o SSD não tem boot, ele não aparece aqui. Então escolho o disco "Recuperação 10.12" (10.12 é o MacOS Sierra, última versão instalada no HD interno do MacMini, apesar de estar usando o 10.13.4 no HD externo).



    Se o seu SSD estiver formatado, vá para Reinstalar o MacOS (para instalar do zero); se quiser formatar, vá para Utilitário de Disco. Como o meu está formatado em APFS e vou instalar o 10.12 e não o 10.13, tive que reformatar para HFS+ e, quando atualizar para o 10.13, ele vai para APFS automaticamente.

   Outra opção é ligar apertando "Shift + Option + Command + R". Ele instala a versão que veio no computador. Testei aqui em casa e apareceu isso:





   Deve ser algum sinalizador gravado em algum lugar que não o HD, uma vez que o HD interno no meu Mini não é o que veio de fábrica, mas veio com essa versão do OSX.

   A etapa lenta seria o download, mas o Recovery Disk já tem o SO baixado :). É seguir tudo e ir clicando. Fácil.

Esperar, esperar, esperar... E ai de você se fizer esperar!

   Alguns vários minutos, e chegamos aqui:


   A diferença é gritante! Impressionante!

   Bom, vou continuar instalando e, se tudo der certo, a etapa 2 acontecerá!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Atualização dos meus backups

Pessoal,

   Como já havia explicado anteriormente aqui, faço o backup de meus dados em 2 HD's externos, serviços de nuvem (OneDrive, Dropbox, Box e Google Fotos), além de salvar tudo em um WD MyCloud para ter tudo acessível em qualquer lugar, além de um TimeCapsule (que eu mesmo fiz!).

   Também havia explicado que uso três programas para gerenciar esse mundaréu de backup:
  • o TimeMachine para gerenciar o TimeCapsule;
  • o Carbon Copy Cloner para gerenciar todos os outros backups (de nuvem para nuvem, de HD para HD, enfim, tudo);
  • e o FileZilla para gerenciar a cópia disso tudo para o MyCloud.

   Acontece que o MyCloud é confuso. Às vezes desmonta sozinho, principalmente no meio de um backup longo como o de discos virtuais. Parece que tem (má) vontade própria. Cacilda!

   E ficar entrando no FileZilla, tentando lembrar o que eu fiz de backup ou não, onde tem arquivo novo ou não... é um pé no saco, convenhamos.

   Aí tive uma ideia, daquelas que você se acha burro por não ter visualizado uma coisa tão simples antes!


   Por que usar o FileZilla se eu já tenho um programa que faz as cópias, verifica se há arquivos para serem atualizados ou não e, se houver, atualiza e ainda salva os antigos como medida de segurança?

   Afinal, tudo isso o próprio Carbon Copy Cloner faz!

   Ainda é preciso entrar na página do MyCloud, anotar o endereço ip e a máscara de rede, mudar de DHCP para Estático e habilitar o acesso FTP, tudo isso em Configurações --> Rede.


   Isso já foi explicado antes.

   A configuração do CCC também já foi explicada antes, mas aqui está o print de como fica:


   É demorado, mas vale cada segundo gasto (até porque você pode mandar rodar de noite e de manhã cedo já tá pronto!).

   Só é preciso lembrar de desfazer tudo (voltar para DHCP e desabilitar o FTP) para conseguir acessar via internet.

   Fácil e simples.

   Até a próxima.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Google Wifi (2)

Olá pessoal.

Vai aqui o relato do uso do Google Wifi por 2 meses, resumido em uma palavra: "Espetacular"!

Sério, meus problemas com internet acabaram. Estável e fácil de configurar. O problema de pegar bem em um cômodo da casa e não pegar em outro, agora é passado.

O Google Wifi é configurado apenas por app para iOS e Android (chupa Windows Phone). Se não tiver algum aparelho desses para configurar, vai sobrar. Tudo é configurado pelo app: atualizações de software, configurações diversas, senhas, tudo.

Achei que o aparelho seria meio capado, que seria mais simples, mas achei ele bem completo. Tem opções de testar a rede, medir velocidade da internet, testar a rede Mesh (ver se a interligação dos roteadores está ok), estabelecer prioridade de equipamentos, administrar usuários (senhas, limites de uso, configurações de sites permitidos / proibidos), além das tradicionais configurações de DNS, WAN e LAN, reserva de IP DHCP, encaminhamento de portas e coisas do gênero. Tudo bem claro e fácil de configurar, a la Google.

O equipamento é bem discreto. Pequeno, bonito, sem antenas visíveis, com estilo minimalista. Tem uma luz branca com intensidade variável (ajustável via app - se quiser deixar apagada no quarto, para não incomodar o sono, é possível).



Só estranhei um pouco o fato de ter apenas uma porta de saída ethernet. Resolvi aqui colocando um switch ethernet Gigabit com 5 portas.



Coisas da vida: enquanto estava escrevendo esse texto, dei uma olhada no site do Google Wifi e vi que ambas as portas podem ser usadas como LAN nos equipamentos secundários (o equipamento primário, que recebe a internet da operadora, vai precisar de uma porta para receber o sinal; a outra funciona como LAN)... Em todo caso, precisaria do switch de qualquer modo. 😒

Uma coisa que achei bem interessante é a possibilidade de acessar e configurar tudo pelo app mesmo estando fora da rede. Claro, é também arriscado porque se você perder o telefone (e ele não tiver nenhuma trava de segurança - senha, identificação digital ou qualquer outra), você PODE estar no sal... Mas por outro lado quebra um galhão, principalmente se a esposa ligar no meio da tarde reclamando que a internet caiu, tá lenta, etc, você entra no app e descobre qual o problema e até, eventualmente, reinicializa os roteadores. Bem prático.

Rede de 2,4 e 5 GHz? Tem. Rede para visitas? Tem também.

Ou seja, é um roteador bem completo, fácil configuração, com todas as praticidades e exigências do mercado doméstico atual. Vale a compra. Como ponto negativo, acho que deveria ser possível configurá-lo pelo computador.

Tem mais um ponto bem importante, pelo menos para mim. Já devo ter comentado que sou meio obsessivo-compulsivo por Back-up. Com o Google Wifi, uma vez que todos os computadores estão dentro da MESMA rede, mesmo que eu esteja com um computador na sala, consigo fazer o TimeMachine no meu MacMini, como já tinha explicado aqui e aqui.

Outra coisa que foi uma grata surpresa: minha impressora Wifi, uma Samsung M2070FW, que só aceita WPA - informação do Call Center da Samsung Brasil - (😓 porra, Samsung!), está funcionando na rede que está com senha WPA2. Não me perguntem como...

Até a próxima!


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Google Wifi (1)

Olá Pessoal,

   Chegou aqui em casa, há umas 3 semanas, o Google Wifi.

   Antigamente eu utilizava um roteador ASUS RT-AC66U. Excelente roteador, sem nenhuma queixa. Amigável, completo, rápido. Havia comprado por ser AC, pela possibilidade de usar impressora e um HD conectados para acesso remoto e por ter porta Gigabit. Lembro que na época havia ficado em dúvida entre ele e o TimeCapsule da Apple e acabei optando por ele. O coitado passou por poucas e boas, tendo sobrevivido (quase ileso) ao ataque furioso da minha cachorra que mastigou suas antenas... Ficaram as marcas dos dentes nele, mas ele funcionava bem, com antenas novas, apesar de tudo.



   Infelizmente um dia ele morreu :( . Descobri que era, na verdade, o botão de power on/off que havia estragado. Assim, ele ficava constantemente desligado. Se eu apertasse e segurasse, ele funcionava. Acabei comprando um TP Link Archer C50 para substituí-lo mas, confesso, não rolou! Não havia percebido, mas o C50 não tem porta Gigabit, era bem mais instável, etc. Nunca gostei de TP Link, mas parece ser dos melhorzinhos que a gente acha por aqui no Brasil...

   Um dia acabei abrindo meu ASUS, peguei um clipe de metal, um palito de fósforo e fita isolante e, à la MacGyver, construí uma bomba atômica travei o botão em ON. Pronto, aposentei o TP Link (inclusive vou vender-lo no ML!) e voltei a usar o ASUS.

   Todas as configurações que havia feito no C50 para funcionamento dos backups via TM, endereços reservados de IP, enfim, tudo, descritos aqui, copiei pro ASUS e tudo funcionou perfeito.

   Entretanto uma coisa sempre me incomodava. Devido à disposição dos equipamentos aqui em casa, o roteador da NET (aquela inhaca) não pega no escritório (onde estão os computadores e impressora). A patroa não deixou eu colocar um roteador na sala ("só se ficar dentro do armário, escondido", ou seja, com o sinal limitado) e no escritório, onde eu coloquei, o sinal era péssimo na sala. Tentei por o mesmo nome nas duas redes e ficou pior, porque o computador às vezes se conectava no roteador longe e a internet ficava um lixo. Tentei nomes diferentes, conectar por cabo, modo bridge, repetidor, tudo! e nada de ficar bom.

   Há alguns meses, conversando com o pessoal da TI do hospital onde trabalho, fiquei conhecendo o Unifi, solução profissional para um problema que estávamos tendo com a nossa rede de Wifi no hospital. Este equipamento se baseia na tecnologia MESH para redes sem fio, que é uma evolução das redes comuns: vários (ou apenas um) roteadores são espalhados em uma área e compartilham uma rede (ou várias, se desejado); quando um equipamento entra na rede, o(s) roteador(es) detectam se ele está com o melhor sinal possível e, caso não esteja, desconectam o equipamento da rede e reconectam automaticamente no melhor sinal possível. Pena que é caro...


   Mas há 3 semanas fui em NY e vi vários equipamentos domésticos desses na Best Buy. Na faixa de 200 a 300 doletas o kit com 3 roteadores. Pensei: é agora! e comprei o da Google.

   O Google Wifi promete cobertura de até 200 metros quadrados. Cada um dos roteadores é um equipamento com um processador ARM quad-core, 512MB de ram e 4GB de memória flash, além de ser um roteador AC1200 com tecnologia 802.11s (MESH) e trabalhar com as frequências 2,4 e 5 GHz.



   Todos os ajustes são feitos através do aplicativo para Android ou iOS.

   Vou falar, nos próximos posts, da configuração e de alguns problemas que tive com ele.