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terça-feira, 7 de julho de 2020

Servidor de impressão Wi-Fi com Raspberry Pi

Pessoal,

Mais uma coisa que descobri para o RP - servidor de impressão wifi.

Minha impressora é wifi - é uma Samsung Xpress M2070 FW. É uma multifuncional da Samsung: impressora laser, scanner e fax (nunca usei o fax dela... alguém aí ainda usa fax??).

O problema é que a conexão vira e mexe dá pau. Pra ligar ela via wifi é um parto. Tem que tirar da tomada ou abrir a porta do toner para ela ligar o Wifi (!!??!!). Via USB é sem problema, mas wifi... Depois que conecta o wifi, aí fica ótimo, imprime legal e o scanner funciona legal também.

Fuçando a internet, achei um tutorial para ligar impressora via wifi utilizando RP. Isso é fantástico para ligar impressora que não tem wifi!

Observação: coisas do Brasil! Um bom RP para usar pra isso é um RP Zero ou RP Zero W (que tem wifi, ao contrário do Zero normal) por serem os mais baratos.

Nos EUA, um Zero custa 5 dólares! CINCO DÓLARES apenas - 25 REAIS!!!! O Zero W custa 10 doletas! Cinquetinha!!!!

Se você comprar os kits (e não apenas o RP), por mais 20 dólares vc recebe cartão, carregador, case, USB OTG (para ligar um USB-A no micro-USB do RP) e um adaptador mini-HDMI. Tudo isso por pouco mais de 100 reais (veja o Zero e o Zero W). O meu é um RP Model 3 B+ (esse aqui).

Fui olhar o preço do Zero W no Brasil: 300 reais! O Zero são 170 reais! Isso só a placa, sem o resto...

Dureza!

Enfim, votando ao post. Quem tem impressora mais antiga, consegue fazer esse upgrade por valores bem razoáveis, além de poder utilizar para criar um TimeCapsule (veja aqui) ou um NAS (veja aqui).

O processo é bem simples e é feito quase todo pelo terminal do RP. Se você estiver acessando via SSH/Putty ou VNC (meu caso), também dá para fazer tranquilamente.

Primeiro, vamos atualizar a lista de software atualizáveis (é sempre bom fazer isso antes de qualquer instalação nova):

    sudo apt update

Agora vamos instalar o CUPS (Common Unix Print System):

    sudo apt install cups

Agora vamos adicionar o usuário padrão "pi" ao grupo de usuários que podem utilizar a impressora: 

    sudo usermod -a -G lpadmin pi

E agora vamos criar um endereço estático para o RP sempre ser localizado na rede. Você pode fazer isso via seu roteador ou via RP. Eu fiz pelos dois! 😬

    sudo nano /etc/dhcpcd.conf

Adicione o IP estático do seu RP (você pode usar ifconfig, ver qual IP o seu RP está utilizado e fixar esse IP para que o RP sempre acesse a rede por ele - mais detalhes sobre isso aqui). Os dados que você vai colocar aqui vão depender da sua rede e não são necessariamente iguais aos meus. Quando acabar, pressione Control+X, depois Y para confirmar, Enter para salva e saia do nano.

    interface wlan0
    static ip_address=192.168.1.27
    static routers=192.168.1.1
    static domain_name_servers=192.168.1.1

Agora você tem que configurar o CUPS para estar acessível em toda a rede:

    sudo cupsctl --remote-any

Estou partindo do princípio que você ja tem o SSH ou VNC ativado e está fazendo isso remotamente. Se sim, pule esta etapa e vá para o navegador em outro computador. Se não, configure o SSH acessando o raspi-config (sudo raspi-config), vá em "Interfacing Options->SSH" e habilite o SSH, saia e reinicie seu RP. Aguarde alguns minutos e acesse o navegador em outro computador na rede.

Em um navegador em outro computador, na mesma rede do RP), digite o IP estático do seu RP seguido de ":631". No meu caso, "192.168.1.27:631". É quase o mesmo endereço para acessar o OMV, ensinado aqui.

Você vai entrar na interface web do CUPS:


Vá em "Administração -> Adicionar Impressora":


Escolha sua impressora (a minha é a marcada) e continue:


Confira se está certo, escolha o nome que vai aparecer na rede, clique em "Compartilhar essa impressora" e continue.


Verifique se a impressora está correta e clique em "Adicionar Impressora":


Na aba "Impressora", selecione a sua impressora:


Em "Manutenção", imprima uma página de teste para ter certeza que está tudo correto:


Agora vamos adicionar a impressora ao sistema. No Mac, vá em "Preferências de Sistema" -> Impressoras e Scanners" e clique no "+" para procurar a impressora:


O sistema irá procurar a impressora no sistema e mostrará uma com o final "@raspberrypi". Clique nela e depois em "Adicionar".


Verifique que sua impressora apareceu!


Pronto. Agora você terá uma impressora remota via wifi!

Só um comentário extra: em português, chamamos o símbolo "@" de arroba. Arroba é uma unidade antiga, ainda utilizada na pecuária, correspondente a 14,7 kg do animal vivo (um boi de 450kg tem 30@ = 450/˜15). Atualmente consideramos 1@ = 15kg.

Já na "informática", o símbolo "@" significa "at" (em inglês) ou "em" (em português).

No caso da nossa impressora, lemos assim: Samsung M2070 Series "at" ou "em" raspberrypi. Sabemos, então,  que a impressora está fisicamente conectada ao RP mas estamos vendo-a virtualmente na rede.\

Obrigado, de nada! 😎

Até a próxima.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Reproduzindo vídeos na Apple TV 4

Pessoal,

Hoje vou falar um pouco sobre como resolvi uma questão que me incomodava há anos: como reproduzir os filmes, documentários, séries - enfim, vídeos diversos que eu havia gravado-, na Apple TV.

Eu tinha uma ATV 3a geração e foi uma enorme decepção. A reprodução era limitada a MP4, nunca conseguiram realizar o jailbreak nela, enfim, fiquei restrito às poucas opções que a Apple disponibilizava. Tentei converter os filme .mkv e .avi para .mp4 e anexar no iTunes, mas o processo era extremamente lento, frequentemente resultava em erro ou vídeo truncado, ou seja, não funcionava.

Anunciei na OLX e vendi, três anos depois de comprar, pelo mesmo preço (em dólares) que paguei.

Quando viajei recentemente, comprei a ATV4. Notei que havia uma boa melhoria, principalmente por ser 4k (ainda não tinha comprado a TV 4K), o controle remoto era melhor e mais robusto, além de ter bateria recarregável.

Mas o problema do vídeo não resolvia. Funcionava perfeitamente pelo AirPlay, mas a solução que eu procurava era algo que eu pudesse acessar diretamente um HD com filmes, documentários ou séries gravados.

Como tenho um WD MyCloud com 4TB, ativei a função iTunes mas nada de resolver. Ultimamente estou utilizado backup atualizado semanalmente (veja a saga aqui e aqui) pelo Carbon Copy Cloner. Utilizo o TimeMachine num MacMini com IP reservado como ensinado aqui e tudo tem funcionado muito bem.

Tentei várias formas para conectar a ATV4 ao WD MyCloud, mas nunca consegui. Depois que passei a usar meu roteador atual (Google Wifi com tecnologia MESH, veja aqui e aqui), a rede ficou muito mais estável, mas ainda não conseguia passar os vídeos para a ATV.

Recentemente comecei a usar o VLC para ATV, mas ainda nada. Bom, conseguia passar os vídeos, mas nada de legendas! 😡😡 Não importava o que fosse feito: pastas separadas? Sim, não funcionou. Nomes iguais? Sim, não funcionou. Procurei em diversos lugares e a desculpa era a mais variada: é a versão atual, a nova vai resolver! Não, não resolveu. É culpa da AppStore (?)! Tem que marcar a opção "Tocar a próxima automaticamente"! Não, não funcionou.

Em resumo, parece que o VLC não transmite legendas na ATV! Que inferno.

Procurando, achei uma outra opção: Elmedia Video Player. Fantástico.

Baixei o programa na ATV. A tela inicial é super simples. Entre em Settings.



Depois vai perguntar o IP do HD (pode ser o endereço fixado do WD MyCloud ou de um computador com IP fixado com um HD anexado -este computador funcionaria como servidor de conteúdo). Coloque o endereço IP do seu servidor, o nome do usuário e a senha.


Entre em vídeos e vá navegando até a pasta do vídeo desejado. As legendas estão disponíveis no menu superior da ATV (aquele que aparece quando vc arrasta para baixo)


Resolvi meu problema. Na verdade, a ATV ficaria até desnecessária, porque a maioria das TV modernas pode fazer isso também. Mas mesmo na minha TV (Samsung Q80 55"), as legendas não passaram. Só resolvi assim.

Bom, fica aí a dica do dia.

Até a próxima.

domingo, 14 de maio de 2017

MAC address, DHCP e reserva de endereço em DHCP

   Os computadores ligados na Internet têm um endereço: endereço IP. Sua operadora de internet SEMPRE saberá, portanto, se você acessou a internet, onde acessou, o que acessou, (talvez) exceto se você utilizar algum serviço para esconder IP (tipo o HideMyAss) ou VPN. Isso serve para computadores, tablets, telefones, etc.

   Cada computador ligado na internet tem um IP único, mas esse IP pode mudar a gosto da operadora. Assim, mesmo que o IP varie (IP dinâmico), a operadora sabe quem acessou o quê. Se você por algum motivo precisar ou quiser ter um IP fixo, é necessário entrar em contato com a operadora e contratar um serviço à parte.

   Depois que o sinal chega em sua casa, um roteador dividirá ele para todos os equipamentos que estejam usando a internet (ou intranet). O roteador cria um IP interno (algo como 192.168.0.1 ou 192.168.1.1 ou 10.0.0.1) e associa esse IP com um número único de cada placa de rede existente, chamado de MAC Address. O roteador tem um programa interno que o faz funcionar como um servidor de rede, distribuindo esses endereços IP para os equipamentos e registrando qual equipamento com qual MAC Address estava conectado nesse IP. Com um pouquinho mais de profissionalismo, é possível ter acesso ao que cada computador em especial (pois cada um tem um MAC Address único) acessou. Coisa simples para a PF e seus peritos, tá dona "2606iolanda@gmail.com"?

   Os roteadores usam um protocolo para distribuir IP's aos equipamentos que os utilizam. Esse protocolo chama-se DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol). Só que cada vez que o roteador ou o equipamento é desligado e religado, um novo endereço IP "interno" é dado para o equipamento. Assim, se antes você estava conectado como 192.168.0.100, após desligar e religar você ficará conectado como, por exemplo, 192.168.0.105. Se você estava usando algum equipamento como câmeras, servidores, etc, provavelmente terá que reconfigurar tudo a cada vez que desligar.

   No post anterior onde eu explicava sobre o Time Machine, disse que provavelmente você teria que reconfigurar tudo se desligasse o computador que funciona de servidor do TM (onde está conectado o disco "Time Machine", no meu caso o MacMini) ou o roteador.

   O Time Capsule "original" da Apple sempre terá um HD com IP fixo, pois foi projetado para isso. Como explicado, o Time Capsule é um roteador com um HD interno. Mas é possível fazer isso com qualquer HD em rede e qualquer computador ligado em um roteador. Tudo dependerá das capacidades do seu roteador :)

   Primeiramente, vamos descobrir o MAC Address do Mac:

1 - Clique em Preferências do Sistema --> Rede


2 - Escolha qual conexão está usando (no meu caso, estou ligado no roteador pelo Wifi E por cabo Ethernet). Neste caso, tanto faz qual placa eu quiser utilizar para "travar" o IP, mas lembre-se que o MAC Address para cada uma dessas placas será diferente, apesar de ambas estarem no mesmo computador.


3 - Para continuar, clique em "Avançado" e Hardware.
 

   Marcado em vermelho está o Endereço MAC ou MAC Address.

   Agora vem a parte um pouco mais difícil pois depende de cada fabricante de roteador. Eu uso um TP Link Archer C50, mas procure na página de setup do seu roteador a aba DHCP e Reserva de Endereço (Address Reservation).

   Após entrar na página de setup do roteador, basta escrever o MAC Address na reserva de endereço DHCP, escolhendo um endereço fixo. No meu caso, escolhi como endereço o mesmo que utilizei para configurar o Time Machine no post anterior (passo 4).

(Lembra dessa foto? O endereço IP a ser utilizado é o da seta 4, seja smb ou afp, tanto faz.)


   Pronto!

   Mesmo que eu desligue o roteador ou o MacMini, esse endereço IP estará reservado para a placa do MacMini. Se precisar trocar a placa de rede ou Wifi do MacMini ou se trocar de computador, será necessário refazer os passos, pois o MAC Address será alterado.

   Desse modo, fizemos um Time Capsule utilizado um MacMini como servidor e um HD externo. É possível fazer isso com virtualmente qualquer computador ligado em uma rede como servidor (independente do sistema operacional utilizado) e qualquer HD externo. Esse passo final apenas garante que o endereço IP utilizado sempre estará reservado para essa função.

   Na Internet há diversos tutorais para fazer um servidor de Time Machine com Raspberry Pi, mas utilizando o OSX eu achei bem mais fácil.

   Num próximo post eu falarei de como fazer backups incrementais e não incrementais SEM usar o Time Machine, falarei do novo morador daqui de casa e de um antigo que ressurgiu das cinzas...

   Até o próximo!

Backup no OSX e Time Machine

   Olá pessoal,

   O Time Machine (TM), em curtas linhas, é o sistema de backup proprietário da Apple e que vem instalado em todo Mac. Foi lançado na versão 10.5 do Mac OSX (Leopard), em 2009.

   O TM faz o backup de forma incremental, ou seja, no primeiro backup é gravado tudo o que o usuário tenha escolhido (por default, o TM grava tudo!). É um backup grande e demorado. Após esse, todos os outros backups são analisados e apenas são gravadas as modificações que existam entre o backup que está sendo feito e o imediatamente anterior. Esses arquivos diferentes são gravados em pastas indexadas por data, hora e estrutura do diretório.


   A graça do TM é que você pode ir navegando pela coluna lá da direita (que mostra as datas) e cada janela do Finder vai mostrar como estava aquela pasta em determinado dia.


   As duas fotos são do meu TM. Repare que na segunda foto há uma série de arquivos, mas na primeira foto há apenas 4. Os arquivos foram salvos por um TM antes que eu os apagassem. Caso eu tivesse feito isso acidentalmente, bastaria voltar até um momento (um backup) onde os arquivos estavam salvos e os copiasse para qualquer pasta desejada do momento. Pronto, arquivos recuperados! Simples! Fácil! Mobral!

   Essa aparência do TM é uma camada criada pela Apple para facilitar o entendimento do backup incremental. A estrutura do disco de backup fica assim:


   As setas mostram que as pastas estão identificadas pela data e hora em que a cópia foi feita; os círculos realçam as pastas copiadas (mas são copiados APENAS) os arquivos diferentes, presentes na cópia que está sendo feita e que não estava na cópia anterior, ou seja, um arquivo novo.

   Existe uma grande quantidade de programas que fazem backups incrementais ou cópias idênticas do disco (ou pastas selecionadas). Mac, Windows e Linux têm muitos programas para isso, mas com essa apresentação e facilidade de compreensão, só conheço o TM.

   A Apple, em 2008, lançou o Time Capsule (TC), que nada mais é que um roteador AirPort Extreme com um disco interno para fazer o backup de modo Wifi. Ou seja, o TM é um programa que faz o backup; se o usuário tiver um TC, o TM fará o backup no TC, caso contrário fará em qualquer disco de tamanho suficiente conectado ao Mac (HD externo, pendrive, etc). Se o usuário tiver um TC mas não tiver um Mac, terá um ótimo roteador, poderá acessar o disco com um disco em rede e poderá ligar uma impressora via USB e deixá-la em rede, MAS não poderá fazer usar o TM nele, pois o TM só existe para Mac.

   Outra opção é adquirir um HD externo e um roteador com suporte para disco em rede e utilizá-lo como um "TC". Com um Mac, após as devidas configurações, o HD aparecerá como um disco em rede, você manda formatá-lo em "Mac OS Expandido (Registro Cronológico)" e ele aceitará fazer o TM. É claro que se você utilizar tudo da própria Apple funcionará mais "redondo" e sem (ou quase nenhuma) configuração.

   Mas eu não tenho TC e sempre "pãodurei" muito na hora de comprar. É muito prático, mas sempre achei que tenho conhecimento e capacidade suficiente para fazer equivalente, só que mais barato e com mais trabalho (essa é a parte divertida 😉 !).

   Bom, como me tornei um "pouco" obcecado por backups após ter perdido alguns arquivos importantes, resolvi radicalizar: tenho 4 HD funcionando exclusivamente para backup:

 - WD My Book, de 3T, com arquivos do dia a dia, cópias diárias do Dropbox, Box e OneDrive, músicas, fotos, máquinas virtuais e outras quinquilharias!

 - Samsung 3TB, para onde é copiado diariamente o disco acima, sempre de modo incremental.

 - WD My Cloud 4TB, para onde é copiado o WD My Book de modo não incremental, diariamente; como esse é um NAS (Network-attached Storage - saiba mais aqui), consigo acessar o conteúdo sempre que necessário, pela internet.

 - Seagate 4TB (Time Machine) - um disco formado em Mac OS Extendido (Journaling) exclusivo para fazer TM.

   Os 3 discos estão conectados em um USB Hub 3.0 que está ligado a um MacMini; o WD My Cloud, por ser NAS, está ligado por um cabo Ethernet ao roteador (idealmente deveria ser um com porta Gigabit, mas não é o meu caso, infelizmente, porque ele fica leeennnttoooooooo). Todos os quatro estão "escondidos" dentro de um armário (por ordem expressa e inquestionável da minha esposa) e ligados ao USB Hub com cabos USB 3.0 comprados no Amazon (por incrível que pareça, não consegui comprar esses cabos aqui no Brasil...). O NAS, claro, não está ligado com cabo USB, mas com cabo Ethernet, também comprado no Amazon.

   O meu MacMini fica ligado constantemente. Não o desligo nem quando viajo! O disco do TM fica conectado nele via USB (já disse antes) e, assim, o TM funciona automaticamente. Fácil, né?

   O problema é que tenho mais 2 Macs, um Macbook White 2009 e um MacBook Air 2013. Como fazer para que acessem o disco USB do TM ligado no MacMini? Fiz assim:

 1 - Vá em Aplicativos --> Utilitários --> Utilitários de Disco e escolha o disco que deseja formatar para utilizar como TM. Lembre-se que o formato deverá ser "Mac OS Expandido (Journaling)"; o nome "Time Machine" não é obrigatório, mas escolhi para ficar mais fácil a identificação dos discos.


 2 - Após formatar o HD externo, abra o Finder em clique com o botão direito em cima do disco para acessar as informações.


 3 - Na janela das informações, marque "Pasta Compartilhada" e certifique-se que todos tem acesso a leitura e gravação (tá lá embaixo, em Compartilhamentos e Permissões).


 4 - Vá em Preferências do Sistema --> Compartilhamento e certifique-se que o Compartilhamento de Arquivos está ativado (1) para a pasta Time Machine (2) - que é o disco Time Machine que você acabou de formatar e compartilhar no passo 3!. Certifique-se, também, que todos tem acesso para leitura e gravação (3). Anote o endereço indicado em (4) - "smb" (Service Message Block) e "afp" (Apple File Protocol). O OSX tenta utilizar, como primeira escolha, o endereço "smb" e, caso não esteja disponível, utiliza o "afp". Este endereço indicará ao TM dos notebooks ou de computadores da rede (rede interna, não é da internet) onde está o disco "Time Machine" na sua rede doméstica. Aqui em casa eu tenho duas redes Wifi. O TM só funciona se os MacBooks estiverem ligados na MESMA rede onde está o MacMini, porque o TM utilizará o MacMini com Time Capsule. Mais informações em Compartilhamento de Discos em OSX você poderá obter aqui. Vamos em frente.


 5 - No MacBook ou em outro Mac na rede, clique no Finder e, na barra superior, clique em Ir --> Conectar ao Servidor.


 6 - Digite o endereço smb ou afp que você anotou lá no passo 4 e clique em Conectar.


 7 - Quando conectar, aparecerá um mensagem mostrando todos os discos do seu Mac (no meu caso, do MacMini) onde está conectado a unidade "Time Machine". Escolha esse disco para usar com TM!


 8 - Estamos quase lá! Agora abra o Time Machine na Preferencias do Sistema. Aparecerá uma imagem como a que se segue, onde você deverá clicar para escolher o disco para fazer o TM.


 9 - Recomendo deixar selecionado as opções "Fazer Backup automaticamente" e "Mostrar Time Machine na barra de menus". Escolha o disco "Time Machine" que está no endereço que você anotou.


 10 - Pronto! Clique em "Usar Disco" e faça o seu primeiro Time Machine.

   Todas as vezes que o seu MacBook entrar na rede onde está o disco "Time Machine", ele fará, automaticamente, um backup, assim como se você estivesse usando um TC!

   Há apenas um porém: se por algum motivo você desligar seu computador, pode ser que o roteador atribua um novo IP quando você ligá-lo. Isso acontecerá se você estiver utilizando o modo DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) no seu roteador, o que é quase certo que esteja acontecendo (principalmente se você não fizer ideia sobre o que estou falando).

   Para manter o IP fixo na sua rede interna (é diferente de IP fixo da sua operadora), é necessário travar o IP para essa máquina em especial. Isso será abordado num próximo post, assim como a explicação de como faço backups nos meus outros HD's sem utilizar o TM.

Atualização - 18/04/2020

Pessoal, quando saiu a atualização para o OSX Catalina (agora 10.15.4) eu estava fora de casa, numa reforma infinita que achei que nunca terminaria. Quando a reforma acabou, tive o desprazer de presenciar a morte do meu MacMini.

Fiquei usando o MacBook White, ainda com o High Sierra 10.13.6, enquanto decidia se iria comprar um PC para fazer hackintosh ou se compraria um outro MacMini (aqui ou fora). Acabei comprando outro aqui mesmo, como falei aqui.

Como o diabo mora nos detalhes, assim que o novo Mini chegou e foi todo atualizado, não consegui fazer o MacBook White e o MacBook Pro efetuarem os backups no TimeMachine (que foi configurado no Mini, como descrito aqui neste post). Fiz de tudo e nada de conseguir. Sempre falava que o disco de backup não estava disponível.

Hoje, com um pouco mais de tempo e muito mais paciência, resolvi explorar melhor a parte de Compartilhamento de Arquivos dentro das Preferências do Sistema.

Apesar de tudo certinho (escolhido compartilhamento SMB e AFP, autorizações concedidas no disco do TM, IP fixado, tudo, resolvi clicar no disco Time Machine como botão direito (dentro da aba Compartilhamento) e apareceu isso: "Opções Avançadas --> Compartilhar como destino de backup do Time Machine".




Conferi no High Sierra e esta opção já estava lá, mas nunca marquei. Por alguma razão, o Catalina começou a exigir isso para o disco ficar disponível para backup com o Time Machine.

Marquei, como nas fotos, dei ok em tudo e fui pro dois MacBooks.

Lá foi confirmar qual o disco usaria para TM e pronto, resolvido.

Fica aí a atualização!