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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Atualização do NAS - de novo pro OMV5

 Pessoal,

Acabei voltando meu NAS pro Open Media Vault.

A principal razão foi a paranóia que eu tive de dar um pau e eu não conseguir ler os arquivos dos discos, uma vez que o formato do TrueNAS é o ZFS e ele não é nativo nem no Mac, nem no Linux e nem no Windows.

O OMV, por outro lado, permite que eu escolha o formato de gravação. No caso, escolhi o EXT4, nativo no Linux e que pode ser acessível no Mac e Windows com pouco esforço.

Claro que o ZFS tem uma série de vantagens, só que a minha rede é só aqui pra casa, só pra mim e já com bastante redundância.

Outra coisa é a complexidade das configurações do TrueNAS. Eu, que não tenho formação em redes nem servers, tenho dificuldades para algumas configurações. O OMV, por outro lado, tem tudo simplificado. 

Óbvio que o OMV é mais "limitado" que o TrueNAS, mas a impressão que eu fiquei é a seguinte: quer algo amador, pra ficar em casa? Vá de OMV. Quer algo profissional, para pequenas e médias empresas? Vá de TrueNAS.

Outra questão importante é para crescer o tamanho do meu array. No OMV é só acrescentar os discos e pronto. No TrueNAS, pelo que entendi, depois que você criou um array, para aumentá-lo é um parto.

Enfim, troquei. Estou até pensando em reinstalar o TrueNAS e rodar plugins nele. Ou talvez usar as coisas que quero usar no TrueNAS rodando pelo Docker. Tenho que pensar sobre isso.

Bom, vou só falar de um problema que tive aqui na instalação do OMV e que não tinha tido antes, fica aqui para lembrete meu também.

Quando instalei, ele recebeu um IP aleatório. Obviamente que não iria deixar, então reservei o IP no roteador (já falei disso aqui). Só que só isso não foi suficiente, ele continuou recebendo endereços aleatórios pelo DHCP. Assim, fui em System -> Network -> Interfaces e editei a conexão que tinha. Porém, não me lembro de ter feito isso antes, só editei os campos do IPV4 (estático, o endereço que tinha reservado no roteador, a submáscara de rede e o endereço do roteador no Gateway). Só que eu esqueci que deveria, também, preencher os campos em Advanced Options (DNS servers - o meu roteador e Search domais - coloquei o do Google - 8.8.8.8). Aí os erros de atualização acabaram.

Outra coisa que fiz diferente foi a forma de inserir os discos na VM. Após pluga-los ao computador, o que se liga diretamente ao USB do computador aparece como Hard Disk e os que se ligam no USB-Hub aparecem com USB. O que muda, basicamente, é que a função S.M.A.R.T. só fica ativa para o primeiro caso. Vi um tutorial (aqui) para fazer o bypass dos discos usando o ID físico ou o serial do HDD, mas achei confuso e desnecessário, então preferi fazer do jeito que sempre funcionou pra mim. Em Datacenter -> PVE -> Discos, aparece a lista de todos os discos ligados ao computador.


Aqui eles estão identificados pela lógica Unix (sda, sdb, sdc, etc). Repare na coluna "Uso" que, exato pelo sda (HDD do computador onde está instalado o Proxmox e as VMs), todos estão como "Não". Isso quer dizer que não estão formatados e não podem ser utilizados ainda. Assim, é necessário formatá-los. Depois de identificar cada disco, vá ao Shell do PVE e use os comandos, conforme já explicados aqui:

    # fdisk /dev/sdb (para escolher o disco)

    # d (para deletar a partição; dentro desta opção, você poderá escolher a partição que será deletada)

    # w (para escrever a ordem, ou seja, deletar a partição)

Após fazer isso com todas as partições / discos escolhidos, os discos ainda não estarão disponíveis. Para isso, ainda no Shell, faça o seguinte (para cada disco):

    # mkfs.ext4 /dev/sdb (para criar a partição em formato ext4)

Veja que agora os discos estão formatados:


O próximo passo é criar as partições lógicas. Repare que os discos estão sem partição. Para resolver isso, volte ao Shell e entre no fdisk novamente, agora escolhendo "g" para criar uma tabela de partição GPT (veja mais aqui), depois "n" para criar uma partição e por fim "w" para gravar e sair do fdisk.

Agora fica assim:


Esse processo serve para qualquer VM, seja NAS ou algum SO.

Agora vá em Datacenter -> pve -> Discos -> LVM e clique em "Criar: Volume Group". Escolha o disco e o nome que deseja utilizar para o disco.
Enquanto você vai acrescentado os discos (na coluna da direita), eles já vão aparecendo com unidades lógicas no PVE (na coluna da esquerda):


Agora o trabalho é dentro da VM, no meu caso é no OMV. Inicialmente precisamos disponibilizar essas partições lógicas para a VM. Assim, dentro da sua VM, vá em Hardware -> Adicionar -> Disco Rígido.


O Proxmox tem uma coisa que eu acho estranha: ele pede para você, ao acrescentar o disco na VM, digitar o tamanho do disco em GB. Não adianta colocar o tamanho inteiro (3TB = 3x1024GB = 3072GB por exemplo). Ele aceita apenas o espaço disponível. Assim, para os meus discos (03TB, 04TB e 08TB), fiz essa tabelinha abaixo com o espaço que o Proxmox permite:

03 TB = 2794 GB
04 TB = 3726 GB
08 TB = 7452GB

Fica assim:


E após adicionar todos os discos, fica assim:


Dentro do OMV, vá em Disks e agora aparecerão os discos:


Para minha surpresa, consegui fazer um RAID 1 (espelhado) com os dois discos de 08TB. Essa já era a ideia inicial ao escolher esses dois discos.

Agora é hora de adicionar os usuários (Gestão de Direitos de Acesso -> Utilizador), criar os discos para compartilhamento (Armazenamento -> Sistema de Ficheiros) e criar as pastas compartilhadas (Gestão de Direitos de Acesso -> Pastas Partilhadas). Depois ative o SMB/CIFS e, se quiser usar algum disco (ou pasta compartilhada) como Time Machine, é só ativar no disco/pasta que você quiser.

Tudo isso aí em cima está explicado aqui e aqui.

Outra coisa: pensei em usar o OMV6, mas ele ainda está como instável, alguns plugins estão sendo portados ainda e, portanto, preferi esperar ele ser liberado como estável para utilizar. Afinal, como eu li em algum lugar, NAS é para fazer, configurar tudo e deixar quieto.

Acho que é tudo por hoje!

sábado, 3 de abril de 2021

Instalando Transmission via Docker no Open Media Vault

Pessoal,

Instalei o OMV5 ontem no server aqui em casa.

De cara percebi que vou ter um problema para instalar os plugins. Todos os sites, videos e guias que consultei antes de instalar o OMV mostram que, após instalar os "Extras", eles apareceriam em Serviços, na coluna à esquerda, como aqui:


Veja ali o Virtual Box, por exemplo.

Pois bem, já no meu caso,  isso não aparece de jeito nenhum. Assim, as várias opções disponíveis nos "Extras" não estão aparecendo para mim.

Dei um procurada e parece ser devido à versão que estou usando, o OMV5, baseado no Debian 10. Até o OMV4 era baseado no Debian 9. Isso parece ter algum problema com visualização.

***Atualização: é isso mesmo, o Debian 10 não dá suporte para o Virtual Box. Assim isso tá fora do OMV5. A sugestão sugerida é o Cockpit (que eu já dei uma olhada e não gostei nem um pouco).

Além disso, coisas simples como PlexServer ficaram bem mais complexas, precisando rodar pelo Docker. Ainda estou apanhando um pouco dele, não estou conseguindo subir os vídeos. Assim que resolver, coloco aqui.

(Vim do futuro para fazer uma atualização e um comentário: para subir vídeos para o Plex, veja aqui com fazer.)

Mas o Transmission já está funcionando. Vamos lá!

A melhor dica que consegui para fazê-lo funcionar, do modo mais fácil, foi através dos Stacks do Portainer.

Antes de tudo, você precisa saber o número UID e o GID do user. Para conseguir esses números, vá no Shell do OMV (aqui uso o Terminal) e digite, em modo SU, "id admin" (para saber essas informações do administrador, é claro; para saber outro, use "id <usuário>").


Anote esses números do seu sistema.

Depois, teremos que ir no OMV, em "Gestão de Direitos de Acessos", "Pastas Compartilhadas" e crie a pasta que você vai utilizar para fazer os downloads do Transmission.

O macete é criar PRIMEIRO as pastas compartilhadas (em Gestão de Direitos de Acessos), depois você vai em Serviços -> SMB/CIFS -> Compartilhamentos e adiciona a pasta que você já criou e compartilhou. Faça isso para todas as pastas que desejar criar (uma para configuração e outra para download). Só depois clique na barra amarela para aplicar as atualizações.

A lógica aqui é: primeiro você cria a pasta e compartilha, depois você "publica" ela na rede via SMB, depois você aplica essas mudanças. Se fizer fora dessa ordem , não vai conseguir.

Aqui eu criei uma chamada "Transmission". Note que você precisará conceder acesso total para todos os usuários ("Apenas convidados", essa é a opção que você tem que marcar), além de saber o "caminho absoluto da pasta" e liberá-la no SMB.


Se esse caminho absoluto não estiver aparecendo, vá em Gestão de Direitos de Acesso-> Pastas Partilhadas   e coloque o cursor em cima do nome de alguma das colunas ("Nome", "Dispositivos", etc). Deve aparecer uma seta para baixo. Clique nela com o botão direito do mouse e aparecerá um menu com opções para ordenar e "Columns". Colocando o mouse em cima de "Columns", abre-se outro menu suspenso com várias opções. Escolha "Caminho Absoluto". Esse é o caminho absoluto para a pasta que você precisa acessar.

Além dessa pasta, você também deverá fazer uma para armazenar as configurações. Aqui, fiz uma com o nome "Config" e lá dentro vou colocando tudo: Config/Transmission, Config/Plex, e por aí vai.


Agora vamos para a parte divertida. Acesse o site "hub.docker.org" e localize o repositório que deseja. Eu escolhi esse aqui, do LinuxServer. Eles dão boas dicas para a instalação. É recomendado a instalação pelo Docker Composer.

Basicamente a gente vai copiar este texto, colar no Stacker, editar alguns parâmetros e pronto. As linhas opcionais (Transmission_Web_Home, USER, PASS, Whitelist, Host_whitelist) eu simplesmente tirei. Se você quiser, pode deixar, por exemplo, o user e pass para colocar o nome do usuário e senha.

Dentro do PUID você vai colocar o número do UID do seu sistema; faça a mesma coisa com o PGID.

Dentro de Volumes você vai substituir "<path to data>" pelo endereço da pasta Config/Transmission e "<path to downloads>" você troca pelo endereço do Transmission.

O meu ficou assim:


Agora vá na parte inferior e clique em "Deploy the Stack". Pronto.

Entre no ip do Stack do Transmission (<ip do seu roteador> : <porta que você liberou> / transmissão / web /) e confira se está tudo ok.

Depois você coloca um link como um aplicativo para iPhone, como eu mostrei aqui!

Por enquanto é isso.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Novo NAS - Open Media Vault

Pessoal,

Já contei em vários posts aqui do blog sobre o NAS que eu fiz utilizando o FreeNAS (aqui sobre o próprio OpenMediaVault - OMV - quando fiz um teste no RP3, aqui quando fiz um dual boot no MacWhite para instalar o Ubuntu Server e instalar o NextCloud via Docker, aqui sobre a tentativa frustrada de abrir o roteador para acessar a minha rede fora de casa, aqui sobre a VPN com o OpenVPN e NoIP - solução que vou manter no OMV também -, aqui onde falo das minhas impressões sobre o OMV, XPEnology e FreeNAS e porque tinha decidido a usar o FreeNAS e, por último, aqui onde falo do FreeNAS e utilização para PlexServer e backup - incluindo o TimeMachine).

O FreeNAS é derivado do FreeBSD e o OMV é derivado do Debian (Linux). Ambos são derivados do Unix, mas cada um com uma proposta um pouco diferente. O BSD (que origina o FreeBSD) é a base, inclusive, para o MacOS (sim, o MacOS é derivado do BSD e, assim, do Unix! Linux e MacOS são, de certo modo, primos!).

Quando tinha optado pelo FreeNAS, eu vi e gostei muito da forma de instalar "plugins" nele, pelos Jails. Eu não sabia, todavia, que o OMV também tinha essa opção (OMV Extras). Pelo que percebi, o FreeNAS é um pouco mais complexo devido aos jails, que tem um sistema de permissões mais complexos. O OMV, ao contrário, parece ser um pouco mais flexível.

Como exemplo, não adianta simplesmente instalar um jail do NextCloud ou instalar o Docker no FreeNAS e instalar o NextCloud nele. Para acessar o pool de arquivos, é uma luta. Parece (digo parece porque ainda não instalei isso no OMV) que o sistema de instalação e compartilhamento no OMV é bem mais simples.

Outra coisa que havia me direcionado ao FreeNAS era o suporte à VM. O problema é que o FreeNAS usa toda a RAM que eu coloquei como cache. PQP! Haja RAM! Assim, as VM ficam leeeennnntttttaaaaassss! Inutiliza toda a ideia do negócio. Óbvio que tem solução: colocar um SSD para cache, por exemplo, mas não vou gastar nada com isso.

Aí vi que o o OMV tem suporte a VM também, utilizando o Virtual Box. Acho que aí eu resolvo minha questão com VM.

Além disso, outras coisas motivaram essa troca toda.

Uma delas foi a esdrúxula decisão do Yahoo de acabar com o Auto Forward de mail. Uma das medidas mais antipáticas que já vi. Lá pelos idos 1997, quando a internet começou a chegar no Brasil, eu ainda estava na Faculdade de Medicina da UFMG. Na época, criaram o Centro de Informática Médica na faculdade e disponibilizaram emails para os alunos. Eu tinha um e era bem simples (como toda a internet da época). Aí apareceram o Yahoo Mail (fiz dois, um .com.br e um .com), o HotMail (também fiz um, antes de ser comprado pela Microsoft) e na iG (lembram dela?).

Pois bem, quando saí da faculdade, o acesso ao email da FM-UFMG foi cancelado. Comecei a usar o iG como meu email principal. Depois, mudei para o yahoo.com.br. Quando o Gmail surgiu, a interface dele era melhor e comecei a utilizar o Auto Forward do Yahoo para o Gmail, que acabou sendo a minha interface de email, apesar de receber e responder como yahoo.com.br.

A questão passou a complicar no começo de 2021, quando o Yahoo acabou com o auto forward para as contas gratuitas, alegando que não havia segurança, mas manteve para as contas pagas. Peraí! Não é seguro para conta gratuita mas é seguro para conta paga? PQP! Arranja outra desculpa melhor, né?

Como vários serviços e sites que eu acesso estavam cadastrados com o email Yahoo, fui mudando, ao longo de alguns meses para o Gmail. Atualmente só utilizo o Yahoo para o NoIP e a Apple.

Assim, aproveitei toda essa mudança e vou trocar o serviço do NoIP do Yahoo para Gmail. Só que isso vai resultar na reconfiguração do serviço de DNS dinâmico que preciso para o OpenVPN.

Enfim, dadas as devidas explicações, confirmei que todos os meus arquivos backupados no FreeNAS estão nos meus HD externos e mandei ver na troca do FreeNAS pelo OMV.

Além disso, aproveitei um HD de 500GB parado aqui para colocar no servidor. Assim, ele vai ter um HD de 500GB para rodar o OMV (mais que necessário), além de um de 1TB que já está nele e mais alguns externos para fazer o serviço de Storage.

A instalação é super simples. Após baixar a imagem estável no site deles (eles direcionam para o SourceForge, aqui), basta seguir as instruções na tela. Ja mostrei a instalação no primeiro post da série "Em busca do NAS doméstico (quase) gratuito!". Lá eu tinha mostrado como fazer no RP3 com o RaspOS instalado. Hoje fiz diferente: gravei a ISO baixada num pendrive bootável, desconectei os HDDs do servidor, coloquei o pendrive e reiniciei a máquina. Na hora de escolher onde gravar o OMV, formatei o HD interno da máquina e gravei nele. O resto é só seguir as instruções.

Duas coisas importantes: primeiro, reserve um IP fixo para o server, ajuda muito. Já falei disso aqui e vale sempre recomendar a leitura. Segundo, escolha uma boa senha.

Após instalar e trocar a senha, vá em Sistemas -> Update Management e atualize tudo que houver para ser atualizado.


O OMV, ao contrário do FreeNAS, não tem uma opção para acessar o Shell. E, ao contrário do RP, onde podemos instalar como um programa no RaspOS e acessar o Shell via VNC, o OMV não tem suporte para VNC (não ainda e não o VNC). Assim, ou você precisará de um monitor e um teclado para digitar algumas linhas de comando ou você pode utilizar o SSH. Por padrão, o SSH já está habilitado no OMV e você acessa digitando:

        ssh <usuário>@<endereço do OMV> <enter>

No meu caso, é:

        ssh root@192.168.1.2 <enter>

Usuários do Windows precisam, se não me engano, acessar pelo Putty.

Uma vez dentro do Shell do OMV, instale os "extras" com a seguinte linha de comando:

     wget -O - https://github.com/OpenMediaVault-Plugin-Developers/packages/raw/master/install | bash

Esses extras é que contêm a parte divertida: Docker, Transmission, PlexServer, Vitual Box, etc. Mas vamos falar disso mais pra frente.

Agora vamos preparar os discos para Storage.

Uma das grandes vantagens do FreeNAS e do OMV é aceitarem, nativamente, discos via USB (o XPEnology não aceita nativamente).

Após conectar o disco, vá em File System (ou Sistema de Ficheiros). Veja que o disco que você acabou de conectar NÃO está lá.


O disco, para aparecer, precisa ser "criado". Assim, quando você escolher Criar, aparecerá uma pequena tela que mostrará o disco conectado:


Escolha o disco, crie o nome e formate em EXT4. Como tenho dois discos para backup, ficará assim: o disco do OMV será sda, o primeiro backup será sdb e o terceiro será sdc. Esse é um processo um pouco demorado, a depender do tamanho do disco. Tudo que está nos discos será apagado!

Um detalhe: se a ideia é fazer algum RAID com discos externos, esqueça! O OMV, ao contrário do FreeNAS, não permite!


Não é um grande problema, pelo menos não inicialmente. Posso colocar esses dois discos (ambos de 4TB) para gravarem sequencialmente, mais pra frente comprar um de 8TB para fazer isso também ou, também mais pra frente, comprar uma gaveta e colocar dois discos lá dentro do server. A ver.

Após a criação e formatação dos discos, vamos montá-los no sistemas. Tentei formatar os dois ao mesmo tempo, mas eles estavam sendo persistentemente excluídos. Assim, tirei os dois do computador, liguei um, formatei e montei, depois fiz a mesma coisa com o outro. Aí deu certo. Vejam:


São esses dois, BKP01 e BKP02.

O próximo passo é criar um usuário para acessar os discos e pastas para esses acessos compartilhados na rede.

Assim, vá em em "Gestão de Direitos de Acesso" --> "Utilizador" e crie quantos usuários forem necessários. Aqui eu criei alguns: um para mim e outro para a patroa (cada um terá uma pasta para fazer backup de seus arquivos); um para o Plex (onde vou colocar as mídias), outro para o Transmission. Se precisar, pode-se incluir ou excluir usuários.

Depois, vá em "SMB/CFS" --> "Definições" e ative o SMB em "Ativo" e então vá em "Partilhas" para criar a(s) pasta(s).

Aqui tem um ponto importante: qual o grau de acesso que você quer dar a quem tem acesso a sua rede? Eu escolhi a opção onde o administrador e os usuários cadastro leem e escrevem e os usuários não cadastrados podem apenas ler. Isso vai de acordo com seu interesse.


Se você descer mais as opções, poderá ativar a opção "Time Machine Support" para permitir que o Mac faça o Time Machine. Para isso, optei por criar uma pasta "Time Machine" no outro disco (BKP02).



Para acessar este disco, será pedido um login e senha - é o nome do usuário e senha que você cadastrou!

O próximo passo agora é configurar os backups. Como já fazia tudo pelo Carbon Copy Cloner, é só organizar o destino e mandar começar os backups.

Agora o TimeMachine está rodando e os backups também. E isso vai demorar algumas horas.

Se tudo ficar certinho, vai sair um próximo post para instalar o PlexServer, o Transmission, o OpenVPN e o Virtual Box.

Até o próximo!