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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Dica: Fazendo o Backup do Mac para o Synology do jeito certo!

Pessoal,


Fui começar a fazer o backup para o Synology e descobri uma coisa interessante.

Percebi que algo estava errado quando o backup ficava repetindo eternamente. Melhor dizendo, cada backup era um novo backup, o Carbon Copy Cloner, por algum motivo, não estava fazendo o backup incremental mas estava começando um backup novo a cada vez que era solicitado. A cada novo processo de backup, os horários e datas eram atualizados no destino. Obviamente algo estava errado.

Isso tem várias problemas: dano aos discos de leitura e gravação, perda de tempo, gasto de energia, não garantia do backup efetuado. Ou seja, fria!

Assim, fui olhar as configurações do CCC e não encontrei nada para mudar. Quer dizer, mudei várias coisas, quase todas as configurações, mas o problema persisitiu.

Fui procurar nos fóruns e não achei nenhum relato desse tipo.

Achei estranho porque no NAS anterior, o OMV, isso funcionava bem. Talvez pelo modo de montagem dos discos (lá estava tudo dentro de um disco virtual no Proxmox, no Synology os discos são "reais", sei lá).

Procurei então direto na fonte, na documentação no site do CCC. E lá está escrito (veja aqui) que sistemas de arquivos que não sejam os do padrão MacOS (APFS e HFS+) podem não funcionar bem no CCC, uma vez que o software é exclusivo para MacOS. Ainda, há problemas com propriedades e permissões. O DSM, na versão 7, formata os discos em EXT4 ou BTRFS.

A forma como tanto o TrueNAS e o OMV tratam com as permissões dos usuários também é diferente no DSM.

Assim, a conclusão que cheguei é que o CCC, pelo menos a versão que eu tenho, não permite fazer backup adequadamente no Synology...

Solução? Procurar outro software para isso.

O meu backup é simples: escolho uma pasta de origem no HD externo (formatado em HFS+) e envio para uma pasta com o mesmo nome no Synalogy. Claro que o primeiro backup é super demorado, mas os próximos são rápidos porque o software analisa se o arquivo já existe e, caso positivo, não grava e vai para o próximo. Isso é backup incremental.

Então fui procurar outro software. Não encontrei nenhum no Synology que fizesse isso :( Devo ter tentado uns 10 programas no Mac e só um resolveu o meu problema. Vários faziam backup para cloud services ou imagem de disco e nada disso era o que eu precisava.

Achei um, open source, que faz (quase) tudo que eu preciso: FreeFileSync. A cópia é bem rápida, você escolhe as pastas de origem e destino, criptografa se quise, tem opção para sincronizar e apenas copiar o que for novo da pasta origem na destino (e nesse caso você pode optar por apagar o que estiver diferente na pasta de destino ou manter os arquivos), etc.

O FileFreeSync tem dois problemas. O primeiro, irrelevante, mas típico de várias ferramentas opensource do mundo Linux: é feio pra caramba!


Esse é um problema de menos. Tolero a feiura dele porque ele é extremamente competente no que faz.

O segundo problema é o complicado: não tem função para agendar as sincronizações / backups... :(   Aí é de lascar! Quer dizer, tem. Mas é complicado. Usa o Automator e o calendário.

Só o ChronoSync resolveu o problema. Ele faz o backup bem parecido com o CCC, permitindo escolher as pastas de origem e destino e agendar os backups. E o melhor, sem dar o problema com as permissões que o CCC estava dando.

Ainda vou testar mais uma: Duplicati, via Docker, porque o ChronoSync custa 50 Bidens, uns 250 a 300 petralhas, na conversão atual. É pouco não...  Mas essa vai para o próximo post.

Vou tentar o FreeFileSync novamente com esse agendamento. Afinal de contas, a concorrência tá pedindo 50 doletas...

Por enquanto é isso!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Tutorial: Instalar o Portainer com Stacks no Synology

Pessoal,


Fui instalar o Docker para subir algumas coisas pro NAS e percebi uma coisa: o Portainer da Synology não tem opção de Stacks, ou seja, não tem como usar o Compose para configurar os containeres.

Bom, a instalação do Docker é fácil. Vá em Centro de Pacotes -> Todos os Pacotes -> vá descendo até aparecer "Código Aberto". O Docker está (ou deveria estar) aí. Só clicar em "Instalar" e pronto.

Caso não tenha a opção, siga esse meu tutorial aqui! É bem fácil de resolver.

Instalado o Docker, para acessá-lo vá no Meu Principal -> Docker -> Registro e pesquise pelo container que você procura. Tem um ícone na frente da imagem, em forma de seta, que leva você para o hub.docker.com, um excelente serviço com milhares de imagens para sua escolha.

O meu problema é que instalei uma imagem do Portainer (portainer/portainer-ce) e a imagem não tem o Stack para edição das configurações. Assim, para criar e subir os containeres teria que fazer por linha de comando. Tô fora!

Assim, procurando, achei uma boa dica no próprio site do Portainer.

Faça a instalação do Docker normalmente. Depois vá ao seu armazenamento, através do File Station e crie uma pasta chamada "portainer-ce" (ou o nome que desejar, é claro), dentro da pasta Docker (que foi criada na instalação do Docker.

Depois você tem que conectar por SSH com o Synology e fazer essa instalação por linha de comando (fazer essa apenas, ok; fazer todas, tô fora!).

Para tanto, rode o seguinte comando:

# docker run -d -p 8000:8000 -p 9443:9443 --name portainer --restart=always -v /var/run/docker.sock:/var/run/docker.sock -v portainer_data:/data portainer/portainer-ce:latest
Essa linha vai ter que sofre algumas alterações:

- a porta 9443 é utilizada pelo Docker do Synology, assim vou trocar para "-p 9000:9000";

- o endereço da pasta "data" também terá que ser trocado pelo da pasta que criamos acima. No meu caso, fui em File Station, naveguei até a pasta e cliquei com o botão direito para acessar as propriedades e ver em qual volume estava. No meu caso, o endereço dela é "/volume3/docker/portainer-ce". Então, para mim, fica assim: "-v /volume3/docker/portainer-ce:/data portainer/portainer-ce".

Assim, o comando todo é:

docker run -d -p 8000:8000 -p 9000:9000 --detach --name portainer-ce --restart=always -v /var/run/docker.sock:/var/run/docker.sock -v /volume3/docker/portainer-ce:/data portainer/portainer-ce:latest


Pronto, agora ao acessar a página do Portainer (no meu caso: 192.168.1.2:9000), já cai aqui:


Perfeito!

Quer ver o vídeo? Tá aqui embaixo.



É isso, pessoal!

Chegou o meu novo NAS!

Pessoal,


Finalmente o meu novo NAS chegou! E não é o que eu tinha em mente inicialmente!

A ideia inicial, como falei neste post, era montar um computador parrudo com um gabinete grande para colocar vários HDs e opção de rodar VMs e Dockers. O SO seria o UnRaid, que eu tinha acabado de testar e estava gostando muito.

Pois bem, depois de instalar o DSM da Synology (aqui) passei a dar um pouco mais de atenção a esse sistema, principalmente porque instalei a versão "free" do jeito certo, ou seja, (quase) tudo funcionando. O sistema só não foi mais bruto porque o computador que eu estava rodando era um Core-i5 bem antiguinho, da segunda geração, de um Dell da patroa. Nesse post aqui, comparei esse i5 com um i3 da quarta geração e ele levou uma surra... Ou seja, fazendo a instalação correta passou o ranço que tinha ficado de quando instalei ele pelo XPEnology.

Além disso, estava ficando preocupado com a possibilidade de uma catástrofe, ou seja, perder meus backups. Tanto que eu havia trocado o TrueNAS pelo OpenMediaVault por achar que seria mais fácil a recuperação dos dados.

Só que a catástrofe veio (parcialmente, mas veio)...

Esses dias atrás acabou a luz aqui em casa, de madrugada. Acho que o servidor estava fazendo uma coisa meio crítica, porque acabou a luz e o HD do Proxmox deu pau. Erros e erros de setores, nada de bootar. Os discos de backup estavam criados dentro de uma VM que tinha perdido a capacidade de ser encontrada :-(

A catástrofe só não foi maior porque eu sempre mantive um backup redundante, fora do OMV, fora do Proxmox. Esse backup me salvou! É a máxima: quem tem um backup, não tem nenhum backup.

Assim, optei por comprar um NAS da Synology. O modelo escolhido foi esse aqui: DS1522+.

Optei por ele por alguns motivos: o hardware é igual ao DS923+, mas esse não achei para venda no Brasil; o preço estava parecido com o DS1621+ que tem 6 baias, mas é mais antigo e com hardware inferior; já tem os aplicativos para acessar dos smartphones; tem suporte DDNS; tem memória expansível até 32GB DDR4.

Assim, peguei esse modelo. Eu tinha 5 discos USB que estavam pregados no Proxmox/OMV e um WD MyCloud que não tinha mais acesso à internet nem atualizações do fabricante então fiz assim:

 - um WD MyBook, de 4TB, recebe dados de backup do MacMini (clouds e diversos arquivos) e manda pro Synology;

 - o Synology ficou assim:

        - o disco de 4TB do MyCloud e o de 4T de um Seagate foram para o Synology e fazem um volume em RAID 1 (SHR, Synology Hybrid RAID, na verdade);

         - dois discos de 8TB da Samsung foram pro Synology e fazem outro volume em SHR;

        - um disco de 3TB da Samsung virou um terceiro volume, sem RAID, para fazer TimeMachine dos Macs.

A vantagem do SHR é que ele utiliza os espaços todos para storage com o mínimo de perda e tem proteção contra falha de discos. A medida que os discos de 4TB forem falhando, serão trocados por discos de 8TB até que eu aumente para 4x8TB e acabe com o volume dos discos de 4TB

Outra coisa importante é o tamanho. O computador que eu tinha planejado teria um gabinete para 5 ou 6 discos, ou seja, seria enorme. O Synology, ao contrário, é extremamente pequeno:


O equipamento é bem compacto, tem 4 redes de 1Gb, ou seja, consigo fazer o PFSense que eu queria, consigo subir conteineres de docker e tem uma interface bem caprichada e intuitiva.

A brincadeira foi barata? Não, não foi. Talvez uns 20 ou 30% a mais do que se eu tivesse que fazer a minha máquina. Mas já veio toda configurada, é uma coisa a menos pra resolver.

Bom, queria apresentar pra vocês o brinquedo. Em breve vou fazer alguns reviews de coisas que acho interessante ponderar.

É isso, pessoal!

domingo, 20 de novembro de 2022

Tutorial: Instalar o Synology 7.1.1 em um computador antigo para fazer um NAS doméstico

Pessoal,


Enquanto o NAS definitivo não vem, a gente tenta se divertir com o que tem em mãos, certo?

Lá atrás eu tentei usar o Synology usando o XPEnology para instalação (aqui). Como falei na época, achei a instalação do XPEnology confusa e tive alguns problemas, inclusive limite de 4GB de arquivo. Acredito, agora, que talvez tenha sido por alguma configuração que fiz (errada, com certeza).

Assim, fuçando a internet descobri outra opção de instalação: TinyCore RedPill (veja o GitHub deles aqui).

Esse tutorial é um apanhado de várias coisas que vi li e apliquei na instalação aqui em casa.

Para começar, vamos baixar a última versão do TinyCore RedPill (no momento a 0.9.3.0, veja os releases aqui) e gravar em um pendrive (aqui estou usando o Balena Etcher).


Repare que há algumas versões, todas compactadas (usei o Keka para descompactar aqui no Mac). A versão "uefi" é para máquinas mais novas que usam esse modo de boot seguro. O meu é a segunda opção. A terceira opção (vmdk) é para quem vai usar o Synology em uma VM.

Nessa última opção, em VM, você baixa o arquivo, descompacta e utiliza esse disco diretamente (se for utilizar o VMWare ou transforma ele para ".raw" para usar no Proxmox ou algum outro gestor de VM. No caso de usar ele no Proxmox, é necessário passar ele pro PVE e depois converter de ".vmdk" para ".raw".

Para passar para o PVE, usei o FileZilla (usando a porta 22):


Depois, conectei ao PVE pelo Terminal do Mac e usei o comando abaixo para realizar a conversão:
#qemu-img convert tinycore-redpill.v0.9.3.0.vmdk tinycore.raw
Depois criei uma VM e adicionei um pendrive, conforme visto na imagem abaixo:


Por último, fiz o comando abaixo para enviar os dados do arquivo ".raw" para o disco da VM (no caso, o disco "vm-106-disk-0". Esse disco já está na pasta do PVE para onde copiamos o arquivo ".vmdk" (já que copiamos para a pasta onde ficam os disco das VMs, né?).
#dd if=tinycore.raw of=vm-106-disk-0
Pronto! Agora é só iniciar a VM e seguir as instruções a partir da hora que iniciaremos o TinyCore no computador (mais pra baixo).

Se você vai fazer a instalação em um computador real (e não em VM), vamos começar baixando o arquivo "tinycore-redpill.v09.3.0.img.gz" e descompactar para extrair a imagem e gravá-la no pendrive.

Feito isso, coloquei o pendrive na máquina e ligue. Configure seu computador para iniciar a partir do pendrive (no Dell é F12, em alguns é F8 ou F2).  Após o boot, entrará nessa tela aqui:


A partir daqui, quem está fazendo em VM começa a colocar os comando também.

Em outro computador, acesse o computador que vai virar NAS pelo SSH (Terminal, Shell, Putty ou qualquer outro que você queira usar).

Um detalhe, no meu caso eu já tinha reservado o IP dessa máquina no roteador (veja na foto acima, no primeiro quadro: "System Mani IP: 192.168.1.50". Como será um servidor, o IP dele deverá ser fixo. Cada roteador tem um modo de fazer isso (veja aqui, aqui para ASUS e aqui para TP-Link).

Caso você não saiba (ou não consiga ver) qual IP foi designado pelo DHCP server do seu roteador para o seu computador, digite "ifconfig" e veja:


Para esse acesso, use o username "tc" e a senha "P@ssw0rd". Use "ssh tc@<seuIP>" para acessar.


Agora serão alguns comandos (sim, o "./" dos comandos DEVE ser digitado). Os três primeiros serão para atualizar a lista dos arquivos e fazer a atualização do que houver de novo:
./rploader.sh upgrade
./rploader.sh update
./rploader.sh fullupgrade
Após o primeiro, repare que haverá uma nome lista de versões disponíveis:


Essa lista mostra os equipamentos da Synology e as versões do bootloader disponíveis. Vamos ter que escolher uma depois (teoricamente, você pode escolher versões que permitem 2, 4, 5 ou 6 discos, além de alguns recursos a mais a depender da versão). Assim, você pode montar um NAS excelente usando o software mais potente da Synology.

Após digitar alguns comandos, o sistema vai perguntar se você deseja atualizar os arquivos. Sempre escolha sim!


O próximo comando vai identificar o PID e VID do seu pendrive e salvar esses dados nos arquivos de configuração.
./rploader.sh identifyusb

Repare que no meu caso houve um erro. O meu pendrive é o SanDisk mas ele não conseguiu salvar no arquivo de configuração. Assim, vou fazer isso manualmente editando o arquivo user_config.json com o Vi (veja os comandos básicos do Vi aqui).



Entrando no Vi, temos que editar a parte "extra_cmdline, especificamente os valores do PID e VID. Para editar use "i" e depois de editar clique em <ESC> e use ":wq" para salvar e sair.


Coloque os valores que o comando "identifyusb" mostrou. Vai ficar assim:


O próximo comando vai gerar o número de série do equipamento e usar o MAC Address real do computador.
./rploader.sh serialgen DS920+ realmac

Aqui eu optei por usar o modelo "DS920+",  mas você pode escolher o modelo que quiser daquela lista do primeiro comando ("upgrade", lembra?).

Agora é a hora um pouco mais complicada. Vamos baixar e construir o bootloader. Pra isso, você precisa saber qual a máquina escolheu (no nosso caso, DS920+ ou DS920p - p de Plus e as opções disponíveis para essa máquina. No nosso caso, temos essas opções, baseada na lista que obtivemos lá atrás:


Outro modo de saber as opções é acessar o arquivo "custom_config.json" lá no GitHub deles (aqui) e procurar o nome mais atual correspondente ao DS920+ (o arquivo tem, hoje, 1417 linhas; dê um <CMD + F> para abrir uma caixa de pesquisa e procurar o nome).

O arquivo onde estão as opções

O tipo de informação que precisamos!

Passei muita raiva até entender isso e conseguir fazer o build corretamente. Bom, no nosso caso o próximo comando será assim:
./rploader.sh build ds920p-7.1.1-42962
Um longo download vai acontecer e uma série de verificações serão feitas. Aqui demorou uns poucos minutos. Algo mais ou menos assim:


Ao final, ficará assim:

Vejam que temos vários "OK", para deixar-nos bem felizes!!! :)

O último comando é para reiniciar a máquina.
exitcheck.sh reboot
Após reiniciar, é necessário achar o Synology na sua rede. Para tanto, use o programa "Synology Assistant", disponível na página da Synology (aqui).

Após o boot, a tela do computador ficará como abaixo. É sinal que tudo deu certo. 


Pronto! Agora é com o Synology Assistant.

Synology DS920+ "genérico" encontrado!!! :)

Para acessar o NAS, simplesmente digite o IP dele:

Lindeza!! :)

Agora vamos baixar o sistema atualizado para o NAS. Entre na página de downloads da Synology (aqui) e escolha o equipamento que você definiu lá atrás (aqui foi NAS -> DS920+ -> 7.1-42661).


Veja que eu escolhi o 7.1-42661 porque o 7.1.1-42962 só estava disponível como update. Assim, uso o download 1 e depois o download 2. O arquivo é grande, uns 400MB. Na página inicial do NAS clique em "Install" e escolha o arquivo do download 1.



Clique em "Avançar" e vá em frente. Demora uns dois ou três minutos aqui.



Depois de baixar, ele vai reiniciar algumas vezes. Vai ficar essa tela aqui embaixo. O meu voltou com menos de 4 minutos :)



Pronto! Instalado!!


Agora um detalhe: desative as atualizações automáticas. Siga as instruções e seja feliz!


Por enquanto é isso!