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terça-feira, 4 de julho de 2023

Segurança - Google Passkey

Pessoal,


Coisas raras como a união das três maiores empresas de tecnologia (Apple, Microsoft e Google) é incomum mas acontece esporadicamente!

As três empresas desenvolveram um modo de acesso seguro aos diversos sistemas porém de modo a evitar o uso de senhas específicas para cada serviço.

Esse novo sistema de autenticação é chamado "Passkey" e é bem mais seguro que os métodos tradicionais de logins pois o credenciamento por passkey utiliza um sistema de autenticação que sincroniza todos os dispositivos já cadastrados do usuário utilizando chaves criptografias.

Assim, ao tentar fazer o login em um site ou rede social utilizando o passkey, a verificação é feita, por exemplo, com o celular (utilizando PIN ou reconhecimento digital/facial), dispensando o uso de senhas tradicionais.

Quando criamos uma conta na Apple ou no Google, são criadas duas chaves criptografias únicas: a pública, que fica no servidor do sistema e não é secreta, e a privada, que fica no dispositivo. Quando fazemos um login, o sistema pede a autenticação da chave privada (por biometria facial, digital ou PIN); em outras palavras, a gente "desbloqueia fisicamente" essa credencial para provar que quem está fazendo o login é quem realmente está autorizado.

Já que não envolvem a digitação de senhas ou recebimento de SMSs, o sistema torna-se resistente ao golpes do tipo phishing.

Assim, vamos por isso em ação. Vou fazer no iOS mas acredito que o processo seja o mesmo para Android.

Vá no aplicativo do Google, clique sobre a sua foto e clique em "Gerenciar sua Conta Google".

(Clique para gerenciar sua conta)

(Arraste essa linha até aparecer "Segurança")

(Role para baixo até aparecer "Pular a etapa de senha quando possível")

Aqui vai pedir para você confirmar com sua senha e vai abrir isso aqui:


Após ativar essa etapa, clique em "Chaves de acesso" e crie uma nova chave:






Pronto! A chave foi feita!

Agora vamos tentar conectar em um navegador no computador. Para isso vou usar o Edge para Mac, uma vez que o Safari ainda não funciona com essas chaves. Assim, ao abrir o navegador e ir ao site do Google, vamos entrar na conta. De cara já aparece isso:


Quando clicamos em Continuar, vai aparecer um QR-Code que deverá ser lido pelo celular onde foi criada a passkey:


Pronto, agora no celular vai olhar e identificar com biometria facial. Na próxima vez que voltarmos ao navegador, a tela já é diferente, pois vamos criar a chave nesse navegador:



Pronto. Sem precisar entrar novamente com senhas, já estamos na nossa conta.

Perfeito!

É isso por hoje!

Dica - Como transferir ou recuperar o Google Authenticator

Pessoal,


Como podemos fazer para que nossas ações na internet possam ser mais seguras e como podemos fazer para provar que nós somos nós mesmos na impessoalidade da rede?

Essas sempre foram preocupações pertinentes no mundo da informática.

Em geral, as empresas acabaram desenvolvendo sistemas baseados em senhas. Só que, apesar da crescente complexidade das senhas exigidas (letras, números, caracteres especiais, etc), as pessoas acabavam esquecendo as senhas ou optando por senhas menos seguras.

Em um vazamento de mais de 1 bilhão de senhas em 2017 mostrou, segundo a empresa de segurança digital 4iQ, algo que a gente já sabia: as pessoas usam senhas inseguras como "123456", "123456789", "qwerty", "senha", "password" e "111111"!

Vários motivos explicam (ou pelo menos tentam explicar) isso:
  • os humanos, em geral, têm memória ruim
  • muitas contas digitais;
  • fadiga de segurança (no início há muita preocupação, mas com a ideia de anonimato na rede ou percepção de que sempre haverá um vazamento de dados, as pessoas relaxam e usam senhas inseguras)
Assim, foram criadas as "autenticações em duas etapas" ou "autenticações de dois fatores". Nada mais é que, após a primeira senha (a tradicional, "estática") seja utilizada uma outra senha, essa dinâmica, comprovando que você é você! Esse tipo de autenticação ou verificação é conhecido também como "MFA" ou Multi-Factor Authentication ou "2FA" Two-Factor Authentication.

Uma das primeiras estratégias utilizadas foi a utilização dos tokens de hardware, aqueles chaveiros que produzem um código numérico a cada intervalo de tempo (30 em 30 segundos, geralmente) ou outros que eram tokens via USB.



Apesar de não parecer, esses dispositivos tinham alguns problemas (risco de perda, distribuição cara e possibilidade de serem hackeados - veja aqui).

Depois veio o 2FA baseado em envio de um SMS para essa confirmação. Essa mostrou-se a opção menos segura de autenticação, uma vez que o aparelho podia ser clonado ou roubado.


Atualmente, existem três formas mais comuns de 2FA.

A primeira é a 2FA biométrica, onde impressões digitais, reconhecimento facial ou de retina são utilizados para verificação da identidade.

Outra forma é a Notificação Push para 2FA, um nome bonito para um aviso em tempo real ao usuário que uma tentativa de autenticação está ocorrendo.


A terceira opção utilizada com mais frequência é a utilização de Tokens de Software para 2FA. Temos vários exemplos desse modelo como o Google Authenticator, o Authy, o Microsoft Authenticator, apenas para citar os mais comuns.

Esse modelo, também conhecido como TOTP, baseia no download de um aplicativo 2FA no celular ou computador e o cadastro (geralmente nome de usuário e senha) para gerar um código no aplicativo. Assim como nos tokens de hardware, esses códigos têm validade geralmente por menos de um minuto e estão disponíveis em celulares, computadores, wearables e funcionam até offline.

Em resumo, as autenticações em múltiplos fatores costumam incluir:
  • algo que o usuário tem: cartão, chave, token, celular, etc
  • algo que o usuário sabe: senha, PIN, etc
  • algo que o usuário é: digital, voz, padrão de posicionamento de tecla, etc
Se você quer saber um pouco mais sobre esse assunto, dê uma lida aqui.

O modelo TOTP (Time-based One-Time Password ou senha única baseada em tempo) é um algoritmo computacional que utiliza o tempo atual como fonte para gerar uma senha única (One-Time Password). Esse sistema é uma expansão do algoritmo de senha única baseada em HMAC (HMAC-based one-time password ou HOTP), que, por sua vez, é baseado no HMAC.

HMAC (Hash-based Message Authentication Code ou código de autenticação de mensagem baseado em hash) é um tipo de código de autenticação de mensagem que envolve uma função hash criptográfica e uma chave criptográfica secreta. Assim, ao invés de usar uma chave pública e assinaturas digitais, o HMAC fornece a autenticação usando um "segredo compartilhado". Como qualquer função hash criptográfica, quanto maior o tamanho do hash de saída e do tamanho e qualidade da chave, maior a força critptográfica do HMAC (veja mais detalhes aqui).

Assim, de tempos em tempos (pelo modelo TOTP), uma senha única baseada em HMAC é criada (pelo modelo HOTP).

Ufa, vamos voltar ao assunto do título.

Em 2010 o Google criou o Google Authenticator, um software de token para implementar verificação de duas etapas (2FA) utilizando os algoritmos baseados em tempo e HMAC (TOTP e HOTP, respectivamente) e funciona tanto para serviços do Google quanto para aplicações de terceiros.

Não vou discutir aqui como começar a utilizar esse serviço em detalhes, mas em linhas gerais você deve habilitar a verificação em duas etapas na aba de Segurança da sua conta do Google, deve baixar o app do Google Authenticator para o seu telefone e, no navegador, na conta do Google, deve configurar a autorização para utilizar o app do Authenticator. No final vai ser gerado um código no Authenticator para você colocar no site e pronto. É mais ou menos isso. Veja mais aqui, caso tenha alguma dúvida.

Até aqui nada de novo no fronte. O problema era quando era preciso trocar de telefone. Os dados e a autorização do app não eram levados nativamente para o telefone novo. Era preciso gerar um QR-code no aparelho antigo. Agora, imagine fazer isso se o seu telefone fosse roubado ou perdido ou afogado ou seriamente danificado. Lascou... Ou você fazia com QR-code ou fazia um a um os serviços, na unha!

Somente em 2023 (sim, esse ano!), a função para sincronizar em nuvem surgiu!

Para isso, se você ainda tiver o seu telefone antigo, faça isso:



E siga as instruções para exportar. 

(Isso aparece no telefone antigo)

Vai ser gerado um QR-Code para ser lido no app no telefone novo.

(E aqui é para inserir no aparelho novo)


Pronto, ao escolher "Ler Código QR" no telefone novo e apontar para o velho, tá resolvido. Esse era o jeito antigo.

Agora, existe uma nova opção, essa que citamos que começou em 2023 (em abril de 2023, para ser mais exato). Isso passa pela atualização do app no telefone velho.

       
(Versão antiga)                                   (Versão nova)


Repare que surgiu uma nuvem verde no canto superior direito no app atualizar. Essa nuvem indica que os códigos estão salvos na nuvem. Pronto!

Faça isso agora para se precaver de algum problema futuro com seus códigos caso perca o acesso ao telefone. Na necessidade de atualizar o aparelho, apenas instale o app e faça a sincronização na nuvem. Muito fácil.

É isso por enquanto!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Os Smartphones que já tive!

 Pessoal,

Enquanto estou escrevendo outro post, resolvi colocar aqui os smartphones que já tive e um link para detalhes deles.


















  • Galaxy Nexus (ou SamSung Galaxy X no Brasil - aqui, aqui e aqui)





















































Algumas ponderações:

 - HTC TyTN II era excelente. Boa pega, bateria boa, me atendia muito bem. 

 - Nexus One - produzindo também pela HTC, era um bom telefone com um ecossistema em inicio de vida. O Android, nessa época, estava engatinhando. Sabe essa história de early adopter? Então, sou eu!

 - Galaxy Nexus - Veio capado para o Brasil numa versão Galaxy X, que não teria atualizações; troquei o firmware, ele virou o Galaxy Nexus vendido no EUA (o mesmo hardware). 

 - iPhone 4 - talvez um dos melhores e mais bonitos aparelhos que eu tive. Gostava muito dele, mas dava umas boas travadas também (será pelo jailbreak?).

 - Google Nexus 5 - produzido pela LG, era um excelente telefone. Rápido, bonito. Morreu com um pau na tela (ficava dando uns tremeliques até ficar inutilizável).

 - Motorola Moto X Style - uma bosta. Uma grande bosta. Travava pra caramba, esquentava tanto que dava pra cozinhar nele, se quisesse; não fiquei com ele nem um ano. Um lixo. Meu último Android.

 - iPhone 7 - excelente aparelho. Comprei ele no lançamento nos EUA (2016) e só troquei porque o microfone queimou e a bateria não estava aguentando 6 horas de uso.

 - iPhone SE 2020 - um Frankstein  - corpo do 8, câmera do 10 e processador do 11. O tamanho foi fundamental na escolha, porque detesto telefone grande; ele é idêntico ao 7 e ao 8 em dimensões externas. O leitor digital (ao invés do FaceID) também ajudou bastante na escolha. E claro, o preço - menos da metade do preço do iPhone 12!

Ainda me arrependo de ter vendido o TyTN II. Na época isso fez sentido. Enfim.

Nenhum telefone roubado. Nenhum telefone com tela quebrada. Sou um privilegiado!

Até o próximo post.