quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Criando programas executáveis em Python

Pessoal,


Há 4 anos, em janeiro de 2021, falei sobre cx_Freeze. Esse programa transforma os scripts ou programas do Python em executáveis para Windows, Mac e Linux. É uma boa opção, só que encontrei algo mais completo e melhor: o Platypus!

(O verdadeiro Platypus - também conhecido como Ornitorrinco :) )

Não, não é esse Platypus aí da imagem!

É uma "estrutura para computação evolutiva em Python com foco em algoritmos evolutivos multiobjetivos".

Não sei o que isso tudo aí quer dizer, mas pra mim significa que é um programa onde eu coloco um código em Python e cospe um ".app", um executável para Mac ou outra plataforma.

Como eu disse lá em 2021, não quer ficar fazendo isso aqui:

 >python3 teste.py

Quero que a pessoa clique no programa e que ele se pareça com algo "profissional". Só isso!

A interface é bem simples mas a ferramenta é bem poderosa.


O que dá pra fazer aqui? App Name é o nome do seu programa. Script Type é a linguagem ou script que você vai transformar em executável. Pode ser um desses aqui abaixo:


Veja a grande variedade. Desde scripts para bash até programas em Python. Achei muito bom!!!

Em Script Path, você coloca o caminho para o seu programa.

Ainda pode definir se quer uma tela para retorno de alguma informação ou não, o ícone do programa, seu nome como autor, versão e outras coisas. Preenchido tudo, clique em "Create App" e pronto. Bem simples, não?

Mas tem alguns detalhes.

Primeiro, para instalar o Platypus pode ser clonando o projeto no GitHub deles ou pelo Homebrew (no caso do Mac):

pip install -U build setuptools
git clone https://github.com/Project-Platypus/Platypus.git
cd Platypus
python -m build

ou

brew install --cask platypus

Uma vez instalado, abra o programa e edite isso aqui:

  • Escolha o Tipo de Script: Certifique-se de selecionar "Python" como o tipo de script no Platypus.

  • Caminho do Script: No campo "Script Path", selecione o script <seu_programa>.py que criamos.

  • Caminho do Python: Defina o caminho do Python corretamente. Se você está usando um ambiente virtual, certifique-se de apontar para o Python dentro desse ambiente. Por exemplo, se o ambiente virtual estiver em myenv, o caminho do Python pode ser algo como /path/to/myenv/bin/python3.

    Se não estiver usando um ambiente virtual, você pode usar o Python do sistema. Normalmente, o Python 3 está localizado em /usr/local/bin/python3 ou /usr/bin/python3.

  • Incluir as Bibliotecas Necessárias: Adicione as bibliotecas necessárias (yt_dlpidlelib.tooltip, etc.) na seção "Bundles Files".

  • Verifique o Caminho do Script: Certifique-se de que o caminho do script esteja correto e que todos os arquivos necessários estejam no mesmo diretório ou em diretórios acessíveis.

  • Testar no Terminal: Para garantir que o Python está configurado corretamente, teste a execução do script no terminal.

  • /path/to/python3 /path/to/seu_programa.py

    Como colocar essas bibliotecas no programa? Simples, elas estão na pasta site_packages que está dentro do ambiente virtual do Python.

    Aqui para mim está assim:

    source /Users/castilho/myenv39/bin/activate

    cd /Users/castilho/myenv39/lib/python3.9/site-packages

    ls

    E sai isso aqui:


    Sabendo onde estão as suas bibliotecas necessárias, pode mandar para o Platypus. Eu copiei tudo pra uma pasta temporária e depois passa pro programa:

    mkdir -p /Users/castilho/temp_libs

    cp -r yt_dlp idlelib /Users/castilho/temp_libs

    No programa, em Bundled Files você adiciona as pastas das bibliotecas necessárias para o seu app rodar.

    O cx-Freeze dá pra fazer mais ou menos isso, mas a execução é pela linha de comando (gera um executável mas não é um app).

    Para o cx-freeze, achei interessante essa recomendação de uma estrutura para criar o .app:

    MyApp/
    ├── setup.py
    ├── seu_programa.py
    ├── README.txt

    Ou, em uma pasta você vai colocar três arquivos: o seu programa (em Python), um arquivo ReadMe e o setup, também em Python, que vai orientar toda a criação do programa, inclusive citando as bibliotecas necessárias para o programa funcionar standalone!

    Esse arquivo de setup é bem simples:

    import sys
    from cx_Freeze import setup, Executable

    # Inclui as bibliotecas e arquivos necessários
    build_exe_options = {
    "packages": ["tkinter", "yt_dlp", "idlelib.tooltip", "os", "threading"],
    "include_files": []
    }

    # Define o executável
    base = None

    setup(
    name = "Nome do Seu Programa",
    version = "1.0",
    description = "Aplicativo para fazer qualquer coisa",
    options = {"build_exe": build_exe_options},
    executables = [Executable("seu_programa.py", base=base)]
    )


    E para gerar o executável, faça assim:

    python setup.py build

    Para testar se seu executável está funcionando, vá até a pasta onde ele está e faça isso:

    ./seu_programa

    Eu prefiro o .app, mas essa opção também funciona bem.

    É isso!

    O primeiro de muitos posts essa ano!

    Feliz 2025!!

    quarta-feira, 20 de novembro de 2024

    Review - Windows Mobile! História, emulação e fatos curiosos! E um HTC TyTn II no final!!

    Pessoal,


    Hoje vou falar um pouco sobre uma plataforma que usei bastante no início dos anos 2000: o Windows Mobile!


    Em 1990, a Microsoft começou a visualizar o surgimento de um mercado para software embarcado em equipamentos (Embadded) e de equipamentos portáteis e, em 1992, começou a desenvolver um sistema operacional para esses equipamentos baseados em arquitetura x86, ARM, MIPS e SHx. Apesar de ser chamado de Windows Compact Edition, a Microsoft nega que esse seja o significado do nome Windows CE.

    Ao contrário de outros sistemas embarcados baseados no Windows NT, o Windows CE era baseado no Windows 95 e a ideia inicial era licenciar o software e cada fabricante criaria sua própria interface. Um equipe da MS resolveu desenvolver uma interface própria, chamada WinPad, um conceito muito a frente do seu tempo. Um segundo grupo desenvolvia uma versão com comunicação sem fio para o WinPad chamado de Pulsar (descrito como um "pager com esteróides"). Após o cancelamento do WinPad, esses grupos se uniram e criaram o projeto Pegasus em 1995 com a ideia de criar um dispositivo portátil com as funcionalidades sem fio do Pulsar e interface do WinPad. Aí surgiu o Handheld PC, o primeiro portátil que rodava Windows CE (versão 1.0), o que o diferenciava de outros que rodavam MS-DOS ou sistemas mais simples.

    (NEC Handheld PC rodando Windows CE 1.0)

    (Tela inicial do Windows CE 1.0)

    Nessa época a Palm já existia (veja aqui e aqui) e era a líder do mercado com um dispositivo sem teclado, mais leve e mais barato.

    Em 1997 a MS lançou o Windows CE 2.x com melhorias diversas, inclusive melhoria da tela, mais similaridade com a interface do Windows, suporte para adaptadores ethernet, comunicação infravermelho e GSM. No Windows CE 2.x surgiu o ActiveSync para sincronizar dados com o Windows.

    Em 1998, a MS lançou o "Palm PC", uma versão com layout para concorrer com os Palm's.

    (Windows Palm PC)

    Em 2000, a MS resolveu unir o Palm PC e o Windows CE 2.x, criando o Pocket PC 2000. Esse sistema era baseado no novo Windows CE 3.0 e foi a base para o Windows Mobile. Usava uma interface semelhante ao Windows 98 porém mais adequada para um dispositivo móvel com tela pequena.

    (Pocket PC 2000)

    Foram lançados aplicativos integrados como Microsoft Reader, Money, Office e Internet Explorer, o que permitia melhor sincronização de dados com os respectivos aplicativos no desktop. Também houve significativa melhoria no software para reconhecimento de escrita.

    Em 2001 chegou o Pocket PC 2002, ainda baseado no Windows CE 3.0 mas esteticamente semelhante ao Windows XP e com melhorias nos software e sincronização, além de otimizações no Pocket Internet Explorer 

    (Pocket PC 2002)

    E agora chegamos em 2003, quando finalmente foi lançado o Windows Mobile 2003, baseado no kernel Windows CE 4.2. Aqui chegou o Bluetooth, suporte melhor para VPN, otimizações em todos os softwares, além de uma versão "Phone Edition", destinada para Pocket PCs com funcionalidades de telefone.

    (Windows Mobile PC 2003)

    Foi aqui, em 2004, que o Windows Mobile passou a Palm e tornou-se o líder global desse mercado mobile (fonte: Digital Trends). Mais detalhado: o Windows Mobile, sistema operacional, tornou-se a líder do mercado, porém a PalmOne, fabricante de PDA, ainda era a líder na produção de hardware (diversas empresas fabricavam PDAs com Windows Mobile - principalmente a HP).

    Em 2005 chegou o Windows Mobile 5, baseado no kernel do Windows CE 5.0. Foram introduzidas melhorias nas baterias e consumo com a persistência de dados na RAM para acelerar o sistemas, suporte ao GPS, otimizações no Microsoft Office Mobile, etc. Os processadores agora eram ARM (Intel XScale ou compatíveis).

    (Windows Mobile 5.0)

    Em 2007 foi lançado o Windows Mobile 6, com as versões Standard para telefones sem touchscreen, Professinal para telefones com touchscreen e Classic para Pocket PCs sem celulares. Esteticamente semelhante ao Windows Vista e baseado no kernel do Windows CE 5 (versão 5.2), trouxe suporte aos documentos do Office 2007, melhorias no Office Mobile e outros, essa versão era focada em usuários corporativos.

    (Windows Mobile 6.0)

    Nessa altura do campeonato, o PalmOS já era moribundo, pelo menos no mercado profissional, e a Apple havia acabado de lançar o iPhone.

    Em 2008 foi anunciado o Windows Mobile 6.1, com melhorias de desempenho e redesenho da tela inicial.

    (Windows Mobile 6.1)

    E aí chegamos na última versão do Windows Mobile em 2009, a versão 6.5:

    (Windows Mobile 6.5)

    Essa versão era uma versão tampão entre a 6.1 e 7.0 (que nunca foi lançada e foi substituída pelo Windows Phone 7, de 2010). Apesar de ter suporte ao tocador "Zune" (o iPod da Microsoft) e suporte para serviços de computação em nuvem, a interface já estava cansada e muito desatualizada (ainda mais comparado ao iPhone). Além disso, ainda era baseado na tecnologia de tela de toque "resistiva", necessitando de uma caneta (ao contrário do iPhone com sua tela "capacitiva").

    O Windows Mobile que havia derrotado a poderosa Palm derrotado pelo iOS (de 2007) e pelo Android (2008), atualmente os, praticamente, únicos players do mercado mobile.

    (Fonte: statcounter)

    Achei difícil conseguir fontes consolidadas sobre o Market Share dos SO desses dispositivos antes de 2009. Algumas fontes relatam que em 2004  a Palm tinha 45,1% do mercado, o Windows CE tinha 36,3% e a RIM (Blackberry) tinha 18,6%.


    Como emular o Windows Mobile?

    Bom, agora vamos usar um emulador para Windows Mobile!

    Essa é uma parte difícil já que a MS encerrou o suporte a essa plataforma há alguns anos. Então tive que dar uma boa garimpada para encontrar os programas para poder usar no Windows 11.


    Emulador - Microsoft Windows Mobile Emulator

    O primeiro a ser instalado é o Windows Mobile 6.1.4 Professional Emulator Images (baixe o Torrent ou vá ao site), encontrado no Internet Archive. A. instalação no W11 vai sem problemas.

    Após instalar o WM 6.1.4 Emulator, temos que instalar uma comunicação entre o Windows Mobile e o Windows 11. Isso é feito através do Windows Mobile Device Center for Windows 10. Entretanto, podemos encontrar alguns problemas no Windows 11. Assim, é recomendado instalar um patch para permitir instalar o WMDC no Windows 11. Esse patch é o drvupdate-amd64.exe (para arquitetura 64-bits) ou o drvupdate-x86.exe (para 32-bits). Esse site é recomendado na comunidade de suporte da própria MS (aqui). Aqui pra pediu a instalação do ".NET Framework 3.5" e ele já fez o download e instalação automaticamente (demora uns bons minutos!).

    O terceiro programa a ser instalado é o Microsoft Device Emulator (64-bits) 3.0. Essa versão é para Windows 7 ou Vista, mas funciona no Windows 11 sem problemas e baixei aqui no Internet Archive também. Com esse programa eu tive o primeiro problema:

    (Sei lá que porra é essa!)

    Parece que essa DLL está relacionada com o Visual Studio C++. Procurei alguma informação e relataram que deveria ser instalado o "Pacote Redistribuível do Microsoft Visual C++". Tentei várias versões e o erro persistiu. Tentei instalar a versão 32-bits e, como esperado, deu erro :(

    Resolvi ir pro lado "força bruta". Instalei o último pacote, um pacote de correção do Windows Mobile Device Center para o Windows 10 (aqui). No final pediu para reiniciar o Windows.

    Após reiniciar, fui olhar o Menu Iniciar e...

    (Uhu!! Tudo instalado!!). :)

    Apesar do problema não resolvido da DLL, a instalação foi concluída com sucesso!



    Indo em File -> Configure você acessa algumas opções para configurar o emulador, entre elas o endereço da pasta compartilhada (Shared Folder). Tudo o que você colocar nessa pasta vai aparecer no emulador como se estivesse no cartão de memória!


    Agora temos que resolver um problema: repare que ele está sem conexão com rede.


    Tentei configurar e não conseguia de jeito nenhum. Aqui temos um problemão. Tentei desinstalar o Windows Mobile Device Center (que só mostrava "Não Conectado") e reinstalar. Apareceu uma mensagem mostrando que o driver do "VPC Network" não foi encontrado e deu um link da MS para fazer o download. Só que o endereço leva uma página da MS que informa que o driver não está mais disponível para download! 😰

    Em resolvi desinstalar novamente o WMDC, ligar o emulador, simular que ele estava no cradle e reinstalar, para ver se encontrava. Na hora de instalar, configurei o WMDC para o modo de compatibilidade com o Windows 7. Além disso, ativei o adaptador de rede NE2000 PCMCIA ligado na placa de rede nativa. Nada.

    Procurei alguns canais no YouTube e vi esses vídeos aquiaqui e aqui. Mas não resolveram pra mim.

    Parece que com a versão Creator's Edition do Windows 10 o WMDC foi oficialmente abandonado e não funciona mais. Então conectar na internet é uma luta. Vou continuar a procurar e, se encontrar alguma solução, vou colocar uma atualização no post.

    Mas pelo menos os programas funcionam!


    Emulador - PBEmultor

    Essa é uma outra alternativa. Aqui temos que baixar quatro arquivos.

    O primeiro é o "eMbedded Visual C++ 4.0" (aqui, no Internet Archive). Ele precisa de uma chave de ativação (mas a chave está no comentário do link).

    Após instalar, baixe e instale o "Update eMbedded Visual C++ 4.0 to SP4" (aqui).

    O terceiro arquivo é o "Microsoft Pocket PC 2003 SDK" (aqui, também do Internet Archive). O quarto arquivo, o "Windows Mobile 2003 Second Edition Emulator Images for PPC - WWE" está também no Internet Archive, aqui!

    As imagens para o PBEmulator não são compatíveis como o Microsoft Device Emulator 3.0 que instalamos antes. Provavelmente é devido ao fato do PBEmulator emular x86 e o MDE 3.0 emular ARM v4 e v5.

    Vi uma recomendação de instalar numa VM rodando o Windows XP (no máximo Windows 7). Resolvi arriscar instalar no Windows 11 usando o modo de compatibilidade para Windows XP SP3 mas não deu certo :( Ele ameaça a abrir e fecha sozinho :(

    Tentei colocar o PBEmulator em modo de compatibilidade, etc. Nada. Abre e fecha sozinho :(


    HTC TyTn II (a.k.a. HTC Kaiser)

    Como já falei nesse post aqui, em 2007 comprei meu primeiro smartphone, um HTC TyTN II, mas acabei vendendo-o uns 3 anos depois, algo que me arrependi bastante alguns anos depois. Mas no ano passado dei-me de presente isso aqui, comprado no Ebay:


    (Diretamente de Israel! Por 79 dólares!)



    (As especificações da fera!)



    (O conteúdo: película, capa, cabo USB, fone de ouvido, carregador, manuais e CD de instalação!)

    😍😍😍

    (Impressionante como os telefones eram pequenos!!)

    (Ele podia ser "desdobrado" para acessar um teclado QWERTY - aqui no 
    caso com versão em hebraico também!)

    (A qualidade da construção do equipamento era ótima!)

    (A tampa traseira sai para permitir acessar a bateria
    e colocar o cartão SIM e MicroSD)



    (A clássica caneta Stylus, para manipular a tela "resistiva")



    Por enquanto é isso, pessoal!

    domingo, 17 de novembro de 2024

    Dica: como recriar o Menu Iniciar clássico no Windows 11

    Pessoal,


    Sou usuário de Mac há muitos anos. Só que algumas coisas funcionam melhor (ou tem menos fricção) no Windows.

    Retrogames (palavra nova para "jogos antigos") é um exemplo de coisa que funcionam melhor no Windows. Ou eu prefiro instalar numa VM para não ficar poluindo meu Mac com jogos, sei lá...

    Enfim, tenho uma VM com os programas do IR instalados. Essa VM serve só para isso. Só que uso o OneDrive para passar coisas de uma VM para outra quando preciso. Só que descobri agora que o OneDrive sincroniza os atalhos da Área de Trabalho do Windows e essa é uma opção que não tem como desmarcar (até tem, mas é bem escondida).

    Para acessar isso, vá no OneDrive no Windows -> Configurações -> Sincronizar e fazer backup -> Gerenciar backup e desmarque a opção "Área de Trabalho". É fácil mas não é óbvio.

    Se não fizer isso, vou levar os atalhos de uma máquina para outra em todos as máquinas onde sincronizo a minha conta do OneDrive. E ficaria uma zona uma vez que tenho uma VM para jogos antigos.

    Bom, para tentar resolver isso, lembrei de uma coisa que eu fazia nas versões antigas do Windows (7 e anteriores): criar uma pasta no Menu Iniciar e colocar os atalhos desejados lá.

    Basicamente eu clicava no Menu Iniciar com o botão direito e abria o atalho para a pasta. Só que isso não funciona mais no Windows 11!

    Por exemplo, indo para a pasta do Menu Iniciar (que agora fica oculta):

    C:\Users\jayme\AppData\Roaming\Microsoft\Windows\Start Menu\Programs\Imposto de Renda
    até consigo criar a pasta e colocar os atalhos, mas não aparece no Menu Iniciar.

    Então, resolvi ver como recriar o Menu Iniciar de versões antigas, assim como o pessoal fez quando a Microsoft tirou o Menu Iniciar do Windows 8 e a turma queria matar a Microsoft...

    A primeira coisa (que nem me incomodava tanto) bem óbvia é que o Menu Iniciar agora fica no meio e não mais no canto esquerdo. Pra resolver isso, é fácil. Vá em Configurações -> Personalização -> Barra de Tarefas -> Comportamento da Barra de Tarefas -> Alinhamento da Barra de Tarefas e mude de "Centro" para "Esquerda" (nunca imaginei que mudaria para a esquerda ou recomendaria alguém a fazer isso; mude só no Windows ok?  😉).

    Para recriar o Windows, é possível utilizar programas que fazem isso, desde pagos até gratuitos, ou editar um registro no Windows. Preferi fazer o segundo inicialmente para testar para vocês. Para isso, abra o editor de registros do Windows (regedit) e vá até esse caminho aqui:

    HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer\Advanced

    Clique com o botão direito em "Advanced", escolha Novo -> DWORD (32-bit). Para esse novo registro, dê o nome "Start_ShowClassicMode". Após fazer isso, clique duas vezes nele e mude o valor de zero para um e reinicie o computador. Deve ficar assim:



    Teoricamente é isso. Na prática não mudou nada no meu :(. Depois de fazer isso, descobri que as atualizações do Windows bloquearam esta função.

    Cara, isso me deixa puto. É a Microsoft dizendo: "deixa que eu sei o que é melhor pra você"...

    Só restam programas de terceiros para fazer isso.

    O primeiro que eu vi é o Start11. É exatamente o que eu quero:


    Só que custa R$60 para isso. Não, obrigado.

    O segundo que vi é o StarAllBack e custa US$ 5. É muito bom, permite usar o Menu Iniciar do Windows 11 como se fosse o do 10 ou do 7. Ou como se fosse do modo como o 11 deveria ser!


    Também não estou disposto a pagar por isso mas o trial funciona por 100 dias.

    Uma terceira opção, esta gratuita, é o OpenShell, velho conhecido por ser um dos primeiros a recriar o Menu Iniciar no Windows 8.

    Achei muito bom!


    Fica muito bom e é gratuito (vale reforçar isso!).

    E tem uma quarta opção, o Windhawk.

    Também gratuito, permite customizar não apenas o Menu Iniciar, mas dezenas de outras aparências do Windows 11 (Dark Mode, Barra de Tarefas, Explorer, etc). Ele parece como uma loja para baixar modificações diversas.

    (Bem no estilo Windows 11)

    (E esse é no estilo Windows 10)

    Os mods do Windhawk são programas em C e C++. Então é necessário alguma coragem porque pode ter um código malicioso de quem fez o mod.

    Gostei muito do Start11 e do StartAllBack. O problema é o custo pra uma coisa tão, tão superficial.

    Aí descobri uma dica no Reddit: um serviço chamado 10minutemail.com. Esse serviço cria um email temporário que dura apenas 10 minutos. Não tem senha nem nada. Você consegue acessar a caixa postal pra responder ou obter o código de qualquer coisa que venha por email e que você não quer dar seu email porque sabe que vai virar spam. Assim, após 30 dias, apague o Start11 sem apagar as configurações, reinstale novamente o programa e quando pedirem um email, coloque um do 10minutemail.com. Pronto, mais 30 dias!

    Bom, pessoal. É isso por enquanto.

    quarta-feira, 13 de novembro de 2024

    Review - JBL Tune Flex - Fone com cancelamento ativo de ruído!

     Pessoal,

    Gosto muito de ouvir música, notícias e podcasts, principalmente quando estou anestesiando cirurgias intermináveis ou quando estou andando.

    Antes que venham a apedrejar-me por ouvir alguma coisa durante o trabalho, devo esclarecer: música tranquila, tipo jazz, clássica ou lounge, com volume baixo e usando fone em apenas um ouvido para não deixar de escutar os sons de alarmes ou comunicações na sala de cirurgia.

    A literatura é farta em mostrar que, nas condições acima, a música aumenta a concentração, reduz estresse e melhora os resultados dos anestesistas, dos cirurgiões e da enfermagem, impactando positivamente na qualidade do atendimento dos pacientes. Veja aqui, aquiaqui e aqui, por exemplo!

    Então, sim, eu ouço música regularmente durante as minhas anestesias.

    Para tanto, usava um Apple AirPods 1G (de primeira geração). Comprei há muitos anos, acho que no começo de 2019, numa viagem ao exterior. Como comentei nesse post aqui, o formato dos fones earbud ou earphone da Apple adaptam-se perfeitamente aos meus ouvidos. Os fones tipo in-ear, aqueles que ficam enfiados dentro do ouvido, não me agradam. Já tive alguns e estão encostados aqui em casa.

    O problema é que queria aproveitar e comprar um fone que fosse do tipo earphone e tivesse Cancelamento Ativo de Ruído (ANC). O AirPods Pro, muito elogiado, é do tipo in-ear, justamente o que não gosto de usar.

    Numa viagem recente para a Suécia, vi um fone da JBL que atenderia meus desejos. Lá, eles estavam meio carinhos, afinal a coroa sueca é muito valorizada, e não tinha a cor que eu queria. Cheguei no Brasil e fui procurar o fone.


    Esse é o fone. Comprei na Amazon e paguei R$ 420 em junho. Era praticamente o mesmo preço da Suécia, só que com garantia aqui.

    (Deixei propositalmente uma pilha AA para efeito de comparação de tamanho)

    A caixa contém o par de earphones (escolhi preto, mas tem branco e azul), o estojo de carregamento (utiliza cabo USB-C e não tem carregamento por indução), um cabo USB-A para USB-C e um pequeno estojo com 3 pares de ponteiras para melhorar a vedação em caso de utilizar a opção ANC.

    (Estojo com as ponteiras para ANC)


    Os fones são muito bem construídos, como esperado para produtos da JBL. Contém LED para mostrar que estão ativos e conectado por BT. Além disso, os fones já tem uma pequena ponteira padrão. Além desse par que já está nos fones, ainda tem mais 3 pares no estojo, conforme mostrado anteriormente.



    Especificamente da JBL, este é o único fone earphone com opção de ANC. Todos os outros ou são headphones ou são in-ear.

    É importante ressaltar que, obviamente, o ANC é inferior ao de um headphone, porque este cobre totalmente a orelha, ou ao de um in-ear,  porque este veja muito melhor o conduto auditivo. Mas achei bem satisfatório, ainda mais pelo preço cobrado.

    A bateria é muito boa, muito superior aos AirPods 1G, com o estojo garantindo pelo menos umas 4 cargas dos fones antes de ser necessário carregá-lo. A sincronização é bem rápida. A adaptação nos meus ouvidos foi ótima, o som é bem claro e as ligações são bem audíveis.

    Na época, ainda não tinha sido anunciado o AirPods 4G com ANC. Entretanto, custam 2000 reais, 5 vezes mais que o da JBL! Mesmo nos EUA esses fones da JBL custam quase US$100 e os da Apple custam US$179.

    Vale mais comprar o JBL aqui e o Apple lá fora.

    Bom, por enquanto é apenas isso. Até o próximo post.