// // Chicletes para o Cérebro

domingo, 5 de setembro de 2021

Dica: Básico do básico para o Ubuntu Server funcionar.

Pessoal,

Mais um post para lembrar apenas.

Após instalar o Ubuntu Server, dê os comandos para atualizar:

  sudo apt-get update

  sudo apt-get upgrade

  sudo apt install build-essential (para instalar o GCC)

  sudo apt install net-tools

  sudo apt autoremove

Para instalar o DUC do No-IP e o PiVPN, veja aqui.

Outra coisa interessante a ser feito após a instalação desses "essenciais", é correr uns comandos para apagar o que não for mais útil da instalação (falei disso aqui). Mas basicamente são esses 3 aqui:

   sudo apt-get autoremove

   sudo apt-get autoclean

   sudo apt-get clean


Esse post é só isso mesmo.

* Atualização em 2025: se você estiver usando o Ubuntu Server em uma VM no Proxmox, pode querer instalar o QEMU Guest Agent para melhorar a integração com o Proxmox. Para isso, use o comando:

sudo apt install qemu-guest-agent -y

E verifique se está ativo com:

systemctl status qemu-guest-agent

No Proxmox, confirme que o QEMU Guest Agent está habilitado na aba Options da VM.

Pronto, atualizado!

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Instalando o Pi-Hole: um tutorial para instalação e acréscimo de listas de bloqueio!

Pessoal,

Estive meio sumido aqui do blog, mas pretendo fazer algumas alterações na rede daqui de casa e vou contando aos poucos.

Hoje vamos falar sobre o Pi-Hole.

No passado tentei instalar ele aqui no NAS, mas deu algum pau e zebrou foi tudo.

Os geradores de conteúdo na internet ganham dinheiro com publicidade (seja no site/Youtube/Instagram/etc) ou de outra renda não relacionada com o conteúdo que eles criam/divulgam. Eu mesmo estou nessa por hobby, para aprender e divulgar o que aprendi. Mas tem gente que vive disso e a publicidade pode ser a principal fonte de renda.

Por outro lado, algumas propagandas são muito invasivas, gerando um monte de anúncios e pop-ups que atrapalham a navegação. Quem nunca desistiu de ver um site por causa do excesso de propagandas?

Existem duas formas de resolver isso. Ou você instala um ad-block no navegador (que por si só pode gerar brechas para invasões, pode ser um malware ou pode coletar informações) ou você instala um bloqueador de anúncios de rede.

Este último é o Pi-Hole. Ele surgiu como alternativa de código aberto ao AdTrap e vem crescendo desde então. Ele funciona como um firewall, todos os anúncios e serviços de rastreamento são bloqueados para todos os dispositivos atrás dele. Ou seja, se você instalar na sua casa, todos os dispositivos (computadores, tablets, celulares, smartTVs) ficam "bloqueados". Funcionam, assim, melhor que os ad-blocks, que só bloqueiam os anúncios no navegador onde ele está rodando.

Se você tiver uma VPN residencial (veja aqui como fazer), pode direcionar mesmo o seu uso externo para sua VPN, filtrar tudo e receber os sites sem publicidade.

O pulo do gato é configurar o Pi-Hole como servidor de DHCP (ou receber a informação vinda da internet, filtrar e entregar ao cliente).

Basicamente é assim que o negócio funciona:

(Fonte: https://privacyinternational.org)


Vamos lá.

Vou usar o meu Raspberry Pi, mas poderia ser uma VM no NAS ou um contêiner do Docker. Fica a gosto do freguês. Eu vou usar uma instalação do RP com Raspian e vou instalar via linha de comando com o curl.

Entre no site do serviço (https://pi-hole.net) e escolha o modo de instalação. Aqui, como disse, vai de linha de comando.

curl -sSL https://install.pi-hole.net | bash

Se você não tiver o curl instalado, use "sudo apt-get install curl" para instalá-lo. Outra coisa interessante é utilizar o ssh para instalar isso.

O resto é seguir as orientações:



O Pi-Hole precisa de um IP fixo para funcionar. Veja aqui como fazer isso. Se você já usou o SSH alguma vez e não está conseguindo logar agora, veja aqui como resolver.


O meu RP está ligado por cabo e Wifi. Vou optar pelo cabo.

Agora o Pi-Hole que saber qual o serviço de DNS que você usa. O DNS (Domain Name System) localiza e traduz o nome do site digitado no navegador para o endereço IP do site. Clique aqui para saber o que é ECS e aqui para saber o que é DNSSEC. Eu uso o 8.8.8.8 do Google, mas o OpenDNS é muito bom também.


Agora ele mostra a lista de bloqueios utilizada. Dê ok e vá em frente:


Eu uso IPv4 mesmo, mas isso depende do seu provedor de internet. Vá em frente.


Agora ele mostra o IP do RP (que no meu caso já está fixado) e o endereço do roteador (Gateway).


 Agora ele avisa que precisa manter o IP reservado:



E, SIM, eu quero instalar a interface web do Pi-Hole para administrar. E, SIM, quero instalar os arquivos adicionais para dar tudo certo e não precisar fazer tudo "na unha" depois. E também quero os arquivos de log para saber o que foi acessado, por quem, por qual dispositivo e quando.




Agora o Pi-Hole termina de instalar e mostra um resumo, inclusive o endereço para logar na interface web e a senha de administrador. Essa senha a gente troca depois.


Agora o Pi-Hole termina de instalar. Por prudência, atualize o "apt" com apt-get update e upgrade e reinicie o computador/VM/RP.

Use o navegador e acesse o endereço pi.hole/admin para entrar nas configurações.

(Muito prazer, eu sou o Pi-Hole)

Bom, depois de ir em login e colocar a senha que o programa gerou, algumas opções são apresentadas:


Whitelist e Blacklist permitem que você libere ou bloqueie sites específicos que o Pi-Hole bloqueou ou não bloqueou, respectivamente.

Talvez a coisa mais interessante seja ir em "Settings -> DHCP" e habilitar o serviço de DHCP do Pi-Hole para que ele distribua os endereços IP da sua rede, direcionando o fluxo da navegação para o Pi-Hole. O problema é que provavelmente você já tem um servidor DHCP no seu roteador.

A solução é simples e é a seguinte: Desabilite o serviço de DHCP do seu roteador e habilite o DHCP no Pi-Hole. Pronto.

Mas eu tenho um Google Wifi e no Google Wifi nada é tão simples. Neste caso, o Google Wifi NÃO permite desabilitar o DHCP... Obrigado mais uma vez, Google.

Antes de resolver isso, vamos mudar a senha do Pi-Hole. Saia em Logout, clique para logar novamente mas escolha a opção "Forgot password". Ele vai mostrar um comando para ser feito no Shell:

    sudo pihole -a -p

O Pi-Hole agora vai pedir para você colocar a senha nova. Simples assim.

Vamos agora voltar ao problema do Google Wifi.

Procurando na internet, achei uma sugestão: deixo o IP do Pi-Hole fixo no Google Wifi (por exemplo 192.168.1.2) e limito o escopo do DHCP para apenas esse endereço (por exemplo de 192.168.1.1 a 192.168.1.2). Depois, no Pi-Hole, habilito o DHCP e a partir de, por exemplo, 192.168.1.10 até 19.1.68.1.251. Deve funcionar.

Mas achei outra solução mais simples. Fui no app do Google Wifi e, dentro de "Rede Avançada", alterei a configuração do DNS. Onde antes estava "Automático", direcionando para o DNS do Google (8.8.8.8), coloquei como servidor primário o IP do Pi-Hole (192.168.1.22) e como servidor secundário o do Google (8.8.8.8).

Bom, testei e deu certo. Os adds reduziram muito. Muito mesmo.

Este modo que fiz, colocando o DNS primário com o endereço do Pi-Hole tem um problema "sério". Todas as solicitações vem do meu Google Wifi, ou seja, todas tem o endereço 192.168.1.1, ou seja, não consigo saber qual dispositivo tentou acessar determinado site e teve a requisição bloqueada.

Pra mim não tem problema, mas concordo que a melhor solução seria deixar o Pi-Hole administrar o DHCP, mas não vou comprar um novo kit de roteadores Mesh só pra isso. Quem sabe no futuro, quando o GWF der pau...

Indo em Settings -> Adlist, você pode acrescentar algumas das dezenas de listas disponíveis, seja para bloquear anúncios, trackings, sites de malwares, etc.


Depois de acrescentar as listas, atualize em Tools -> Update Gravity.


Existem várias listas. Em peguei algumas (as verdes) neste site aqui. No Reddit tem uma discussão sobre essas listas (veja aqui).

No GitHub também tem várias listas. Utilizei este projeto aqui para acrescentar algumas listas.

Acrescentando algumas listas, saí de 87.069 domínios bloqueados para 198.222 domínios bloqueados.

Nem sempre mais é mais. É preciso colocar alguma lista e ver se a navegação continua boa. Qualquer coisa, você libera um domínio, colocando ele na Whitelist ou bloqueia algum em especial, colocando na Blacklist.

Vou continuar testando aqui e aviso se tiver alguma novidade.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Mensagem de Arecibo

Pessoal,

Na década de 1980, o astrônomo Carl Sagan (1934-1996), um dos criadores do projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) e um dos responsáveis pelas missões Voyager, criou uma série para a TV baseada no seu livro COSMOS. A série (também COSMOS) abordava assuntos de ciência como espaço-tempo, viagens espaciais, etc, de uma forma didática para crianças e adolescentes (e porque não adultos?).

("Muito prazer, Carl Sagan!")

Lembro de ficar fascinado com a série! Em 2002, sua viúva Ann Druyan relançou a série remasterizada e pude assistir novamente todos os episódios.

(Tela de abertura do programa COSMOS)

Sagan foi um dos idealizadores da "Mensagem de Arecibo", dentro do projeto SETI, com o objetivo de enviar uma mensagem para fora da nossa galáxia na esperança que alguma inteligência extraterrestre possa receber no futuro. Quem assistiu o filme "O Contato" (escrito por Sagan também) percebeu exatamente o que era esperado dessa mensagem.

Outro idealizador dessa mensagem foi Frank Drake, ainda vivo, idealizador da equação de Drake, que calcularia quantas civilizações inteligentes existem na galáxia.

O Observatório de Arecibo foi construído em 1963 em Porto Rico e funcionou até 01/12/2020, quando os cabos de aço se romperam e uma das torres desabou sobre o prato do observatório causando sua destruição.


Bom, esse observatório era um dos principais do projeto SETI. E aqui vamos ao assunto deste post.

Em 1974 foi criada uma mensagem que foi enviada em direção ao agrupamento globular estelar Messier 13 (M13), um agrupamento de cerca de 300 mil estrelas com aproximadamente 100 anos-luz de diâmetro na Constelação Hércules, a cerca de 25 mil anos-luz da Terra. M13 foi descoberta pelo astrônomo Edmond  Halley (o mesmo do cometa) em 1714.

Assim, se tudo der certo, daqui a cerca de 25 mil anos esse sinal chegará lá em M13.

O sinal foi pensado para ser analisado por uma civilização que conheça rádio e matemática.

Essa é a mensagem:

("Muito prazer, eu sou da Terra!")

A mensagem continha 1679 dígitos. Esse número não era aleatório, mas sim um número semiprimo, ou seja, um produto de dois números primos (23 e 73). 

A ideia de usar esse número era sugerir que há uma matriz bidimensional de 73 linhas por 23 colunas.

Além disso, é fundamental entender o código binário: um ou zero, aceso ou apagado, sim ou não. Essa talvez seja a forma mais simples de notificação e é a base do funcionamento dos computadores atuais.

A mensagem é divida em sete partes, cada uma delas mostrando um aspecto de nossa civilização. A mensagem dever ser lida coluna a coluna antes de passar para a próxima seção.

A primeira parte é a mais simples e representa os números de 1 a 10. São três dígitos para representar cada número separados por uma coluna vazia (de um até sete) ou duas colunas (oito a dez). O quarto dígito da coluna está marcado para indicar que o número "acabou":




A seguir vem uma seção que contem os números binários que representam os números atômicos dos elementos principais da vida na Terra - Hidrogênio (1), Carbono (6), Nitrogênio (7), Oxigênio (8) e Fósforo (15):






A terceira seção apresenta as bases do DNA - Adenina / Timina e Citosina / Guanina, com a desoxirribose e o fosfato:




A quarta seção apresenta a dupla hélice do DNA. Uma barra vertical indica o número de nucleotídeos do DNA:




A quinta seção é um pouco mais complicada. Apresenta no meio o homem. À direita está o número binário que corresponde à população humana na época, 1974, cerca de 4,29 bilhões de pessoas. À esquerda é uma forma de mostrar a altura do ser humano. A mensagem foi enviada a 2.380MHz e para obter o comprimento de onda em metros, divide-se 300/2380, o que dá 0,12605 metros, ou 12,6 centímetros. Junto ao "humano", está o valor 1110 (14 em decimal). Multiplicando 12,6 cm por 14, chegamos a 176 cm ou 1,76 metros, altura média do ser humano.





A sexta parte mostra nosso sistema solar, começando do Sol e indo até Plutão (que ainda era planeta nessa época). A Terra está um pouco para cima, para reforçar que é este o nosso planeta.



A sétima e última parte fala do radiotelescópio de Arecibo, mostrando a sua forma curvada. A última linha mostra o número binário 100101111110, que corresponde a 2430. Utilizando o valor de 12,6 cm do cálculo da altura do homem e multiplicando por 2430, achamos 30.618 cm ou 306,18 metros, o diâmetro da antena do radiotelescópio de Arecibo. Esse "M" mostra o caminho da radiação que chega paralela do espaço, reflete na curvatura do prato do telescópio e converge para o ponto focal.



Bom, para ser sincero, essa mensagem parte de muitas premissas que podem não se acontecer. Na mensagem enviada não há cores, apenas dados binários. Considerando que eles entendam toda a lógica da figura bidimensional, há uma sobreposição de algumas seções que deixam a coisa um pouco confusa (veja nas áreas marcadas com o oval):



Além disso, a mensagem foi enviada em direção onde hoje está a M13. Mas daqui a 25 mil anos, quando o sinal chegar lá, provavelmente M13 já não estará lá a uns bons milhares de anos.

Na época houve muita crítica à mensagem, principalmente pelo fato de mostrarmos ao Universo que "estamos aqui", que isso seria um risco para a segurança dos humanos. Essa mesma critica foi feita quando colocaram os discos nas Pionner e nas Voyager (juro que vou falar desses discos ainda).

Por hoje é isso.

domingo, 11 de abril de 2021

Como acessar a imagem das Máquinas Virtuais do phpVirtualBox no Ubuntu Server?

Pessoal,

Comentei em um post anterior que iria acessar o Ubuntu Server via SSH.

Sim, a versão Server dá pra acessar por SSH (uma vez que ela não tem ambiente gráfico). Na verdade, todas as versões de Linux são acessíveis via SSH (até Windows e MacOS também), mas para as versões com interface gráfica o acesso apenas por SSH parece ser algo sem sentido...

Reparei uma coisa interessante no phpVirtualBox:



Na interface principal da VM, o campo Display tem em link. Tentei conectar nessa página aí, mas nada de conseguir. E, na segunda imagem, fala de Remote Display. Lendo a documentação do Virtual Box, é dito que ele se conecta via RDP (Remote Desktop Protocol).

Pensei: será que instala no Microsoft Remote Desktop?

Baixei no Mac App Store (só tem lá para Mac), cliquei no link da primeira figura (baixou um arquivinho ".rdp", um pequeno arquivo de configuração (87 bytes apenas).

Abri o Microsoft Remote Desktop, escolhi para importar configurações do arquivo .rdp:



Ele já configura tudo. A única coisa que mudei a resolução da tela. Pronto, apenas isso. De verdade. Clique duas vezes no ícone da máquina e pronto.


Assim, a coisa vai ficar desse jeito: servidor correndo OMV5 (Debian 10) com alguns dockers; Virtual Box rodando com gestão das VM pelo phpVirtualBox e acesso pelo Microsoft Remote Desktop.

Resolvido por hora. Agora dá para instalar Windows, Ubuntu Desktop, testar outras distros de Linux, reinstalar as VM com versões antigas do Windows, OS/2, etc... Uhu!

É isso!

Atualizando o IP público automaticamente para instalar o VPN no OMV5

Pessoal,

Falei neste post aqui sobre IP público, qual a importância dele para o VPN e como instalar o aplicativo do No-IP para atualizar automaticamente o IP público para um serviço gratuito de DNS.

Pois bem, o No-IP faz isso através de graça desde que você entre mensalmente no serviço deles e renove o pedido. Nada de mais mas é um pé no saco, convenhamos.

Pois bem, conheci hoje o DuckDNS. Na verdade eu já conhecia, mas não sei porque preferi o No-IP a ele. Ele faz a mesma coisa que o No-IP, mas sem precisar entrar todo mês.

Pois bem, no FreeNAS corria uma VM com Ubuntu Server que, entre outras coisas, fazia isso. O FreeNAS era baseado no BSD. Já o OMV é baseado no Debian, que é a base para o Ubuntu. Assim, teoricamente, eu poderia configurar o DuckDNS diretamente no console do Debian, só que preferi fazer pela VM do Ubuntu mesmo.

Vamos lá. Antes de tudo, você tem que entrar no site do DuckDNS, logar e escolher o domínio que você quer (o nome do seu domínio será http://<nome>.duckdns.org. Depois clique em "update ip" para o serviço "vincular" o IP público da sua rede ao domínio que você criou.

Como expliquei antes, é mais fácil guardar e digitar http://fulano.duckdns.org que 191.174.19.14. É para isso que serve o DNS. De novo, veja tudo isso bem explicado aqui!

Pois bem, agora abra o terminal do seu computador e vamos instalar. O site já monta um tutorial para instalação, disponível em install. Eu instalei no Ubuntu VM, que é Debian, que origina o Raspberry. Assim, usei o sistema operacional pi que eles mostram.

Vou partir do princípio que você está logado via ssh, é o root mas está na pasta /home/<usuário>. Isso garante que o processo corre na pasta do usuário, instalado e configurado pelo root.

Na pasta /home/<user>, vamos criar o diretório para instalar o programa de atualização. Digite:

mkdir duckdns

Agora vá para o diretório com:

cd duckdns

E vamos abrir o VI para criar o script de instalação:

vi duck.sh

O VI é bem chatinho de usar. Assim que abrir, tecle "i" para inserir textos. Ao final tecle ESC para parar de inserir e :wq (de write e quit) para gravar e sair. No VI copie o texto que está na página do DuckDNS (contém informações individualizadas do seu domínio e seu IP), que começa por "echo":

echo url="https://www.duckdns.org/update?domains=<seu domínio>&token=<seu token>&ip=" | curl -k -o ~/duckdns/duck.log -K -

Agora, ainda dentro desta pasta, vamos alterar as permissões do arquivo para torná-lo executável:

chmod 700 duck.sh

E agora vamos o usar o processo cron para rodar o script a cada 5 minutos (você pode alterar esse tempo se quiser, só mudar no texto a seguir:

crontab -e

E aqui está o texto que vamos colar no crontab. Esse número "5" é o intervalo de tempo para rodar o script:

*/5 * * * * ~/duckdns/duck.sh >/dev/null 2>&1

Salve com "Control+o" e saia com "Control+x".

Agora testaremos o script (se não mostrou nenhum erro, então deu certo):

./duck.sh

Agora vamos ver se a última tentativa foi bem sucedida. Se der OK, deu certo. Se der KO, deu errado.

cat duck.log

Se deu errado, provavelmente o token e/ou o domínio lá de cima estão errados (copie e cole o texto todo diretamente do site do DuckDNS, não daqui do blog, ok?)

E, para finalizar, vamos mandar iniciar automaticamente o cron quando o computador reiniciar. Digite:

sudo service cron start

Pronto, é isso. Agora é instalar o OpenVPN (ou, no meu caso, o PiVPN que é a mesma coisa só que portado para o Pi e é mais leve).

É isso.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Virtual Machine no OMV5 - Rodando o Ubuntu Server 20.04 LTS como VM!

Pessoal,

Consegui instalar VM no OMV5. Deu um bom trabalho e rolou um pouco de "gambiarra", mas deu certo.

Até onde tinha lido, o Debian 10, base o OMV5 não teria suporte ao Virtual Box. O recomendado seria usar o Cockpit. Até tentei várias vezes, mas não consegui fazer funcionar nem f*udendo!

Então pensei: vou instalar um Docker com Ubuntu Server. "Deve funcionar", pensei. Não, não consegui publicar o console do Ubuntu de jeito nenhum.

Então fui tentar instalar o Virtual Box direto pelo console do OMV5. Mas sempre dava um erro. Até que consegui algumas instruções deu certo. Interessante que está no fórum do OMV (veja aqui).

Então a coisa fica assim. No Debian 10 está rolando o OMV5 e o Virtual Box, ambos correndo paralelamente. Dentro do Virtual Box vai correr o Ubuntu Server. Cada um desses tem um IP diferente para acessar pelo Terminal.

Vamos lá. Tudo é feito pelo console do OMV5 (você tem que abrir o Shell, Terminal, Putty ou qualquer forma dessas para acessar o console).

Primeiro vamos instalar o Virtual Box 6.1, última versão no momento da publicação.

        wget -q https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox_2016.asc -O- | sudo apt-key add -

        wget -q https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox.asc -O- | sudo apt-key add -

      echo "deb [arch=amd64] http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian buster contrib" | sudo tee /etc/apt/sources.list.d/virtualbox.list

        sudo apt update

        sudo apt install linux-headers-$(uname -r) dkms

        sudo apt install virtualbox-6.1


Pronto, agora vamos instalar o pack de extensões do Virtual Box:

        cd ~/

    wget https://download.virtualbox.org/virtualbox/6.1.0/Oracle_VM_VirtualBox_Extension_Pack-6.1.0.vbox-extpack

        sudo VBoxManage extpack install Oracle_VM_VirtualBox_Extension_Pack-6.1.0.vbox-extpack


Agora vamos criar o usuário "vbox" e torná-lo membro do "vboxusers":

        adduser vbox

        sudo usermod -aG vboxusers vbox

        sudo systemctl status vboxdrv (para saber se o serviço vboxservices está ok, deve aparecer "active (exited)".


Pronto, se tudo deu certo o Virtual Box foi instalado e está funcionando!

Agora vamos instalar o phpvirtualbox, que vai publicar no navegador a página para criar e gerenciar as VMs que você quiser usar.

        sudo apt-get install php7.3-soap


Agora vamos para outra máquina. Eu baixei este arquivo no Mac, editei e mandei pro Debian pelo FileZilla (veja como aqui).


Extraia o arquivo, renomeie a pasta para "phpvirtualbox" (é mais fácil para trabalhar com este nome), abra o arquivo "config.php-example" que está dentro da pasta, localize e edite o conteúdo destas linhas:

terça-feira, 6 de abril de 2021

Instalando o Plex via Docker no Open Media Vault 5

Pessoal,

Aqui vai como fiz para subir o Plex no OMV5.

Procurei vários tutoriais e achei um bom vídeo no Youtube, Canal DB Tech.

A primeira coisa é determinar qual a divisão das suas mídias. Aqui eu fiz pastas para Clipes, Desenhos, Documentários, Filmes, Séries e Shows.

Além dessas, precisa de uma pasta para configurações. Para essa pasta, eu utilizei a mesma que já tinha feito para o Transmission (veja aqui). Na pasta Config, quando montei no tutorial para subir o Transmission, determinei que a pasta Config do Transmission ficaria em Config/Transmission. Assim, para cada Docker que precisar de uma pasta Config, é só colocar o "/novo Docker", ou seja, Config/Transmission para o Transmission, Config/Plex para o Plex, por aí vai. Fica mais organizado.

Agora, como fizemos com Transmission, você vai precisar saber o número UID do admin e o GID do user. Para conseguir esses números, vá no Shell do OMV (aqui uso o Terminal, via SSH) e digite, em modo SU, "id admin". Esse número é único para cada sistema. Anote o seu porque você vai precisar para muitos Dockers.


Para criar as pastas, vá em "Gestão de Direitos de Acessos", "Pastas Compartilhadas" e crie a pasta que você vai utilizar para armazenar os dados do Plex (Config, se ainda não tiver feito) e os arquivos de Midia.

O macete é criar PRIMEIRO as pastas compartilhadas (em Gestão de Direitos de Acessos). DEPOIS você vai em Serviços -> SMB/CIFS -> Compartilhamentos e adiciona a pasta que você já criou e compartilhou. Faça isso para todas as pastas que desejar criar (uma para configuração e outra para download). Só depois clique na barra amarela para aplicar as atualizações. As autorizações devem "Todos leem e escrevem" nas pastas compatilhadas e "Apenas Convidados" no compartilhamento de SMB.

A lógica aqui é: primeiro você cria a pasta e compartilha, depois você "publica" ela na rede via SMB, depois você aplica essas mudanças. Se fizer fora dessa ordem , não vai conseguir.

Agora você vai ter que conseguir o caminho absoluto de cada uma das pastas que criou. Para isso, dentro de Gestão de Direitos de Acessos -> Pastas Compartilhadas, clique em "Caminho relativo", colunas e selecione "Caminho absoluto".


O caminho absoluto é esse endereço grandão aí, "/srv/dev-disk-by-uuid(...)". O chato é que não tem como copiar esse endereço na página do OMV. Eu fiz o seguinte. Entrei no Firefox (eu normalmente uso o Safari), fui nesse lugar e salvei a página como TXT. Abri o arquivo TXT e copiei de lá o endereço. Lembre-se que ele começa no símbolo "/" e, no caso da pasta Config, termina no "Config/Plex" (para os outros não precisa colocar "/Plex" no final.

Copie tudo isso para um arquivo de texto para ajudar na hora de montar as informações do PlexServer.

Agora você precisará de uma imagem do Plex para o Docker. Eu estou achando as do LinuxServer muito boas. Usei esse aqui: https://hub.docker.com/r/linuxserver/plex/.


Aqui você tem duas opções. Ou fazer como no Transmission (cole o texto no Stacks e editar os campos que nós anotamos) ou fazer no braço.

Se fizer no Stacks, coloque o número do seu UID e GID em PUID e PGID, apague a linha da opção  PLEX-CLAIM e coloque o endereço absoluto em cada linha de "Volumes", mais ou menos assim:

 - /srv/dev-disk-by-uuid-653f3a41-960c-42e7-9d04-c57244dd1800/Config/Plex:/Config
 - /srv/dev-disk-by-uuid-bbab3456-cd03-474e-b55f-ba51e8105adb/Clipes:/Clipes

Faça isso para todas as pastas de mídia que você criou.

Pronto. Clique em "Deploy the Stack" e pule para a parte de configuração do Plex, mais abaixo.

A outra opção você terá que preencher esses campos aí de cima em um Docker novo. A grosso modo é a mesma coisa.

A segunda parte é configurar o Plex Server. Para isso, entre na página do Plex Server: <ip do OMV> : <porta do Plex> /web / index.html (essa porta é 32400 se você não tiver feito nada de errado).

DICA: Não esqueça o "/web/index.html". Eu fiquei meia hora escovando bit aqui tentando entender o que tinha feito de errado até atinar para isso!

Siga as orientações na tela, clique aqui, dispense pagar o Plex Pass, clique ali e vamos embora.

(Clique em "Adicionar Biblioteca")

(Clique em "Filmes" para adicionar Filmes e depois em "Adicionar pastas" para colocar a pasta Filmes que você criou lá atrás)

(Clique na pasta "Filmes" -> Adicionar e finalize com "Adicionar Biblioteca")

Faça isso para cada tipo de mídia (e cada pasta) que você criou.

Depois de tudo feito, clique nos três pontos que aparecem na frente de cada tipo de mídia e escolha "Examinar arquivos da biblioteca" para o Plex vasculhar as pastas e encontrar as mídias.



Pronto! Terminou.

Agora vá ao seu cliente para acessar o Plex e pode assistir.

Lembre-se, esse é o servidor do Plex. Para assistir os vídeos, você precisa de um aplicativo Cliente. Qualquer dúvida, confira a página do Plex.

Só para fazer justiça, aqui está o vídeo de onde tirei algumas informações



É isso!

[Atualização 01]

Mentira, é isso não! Percebi que alguns (vários) vídeos não apareciam no Plex, além de várias e várias pastas vazias. Estou tentando descobrir o que deu errado, mas uma coisa eu imagino: privilégios! Reparem que eu pesquisei lá no "id admin" o usuário "admin", ou seja, o root. Acho que os vídeos estão como usuário o "jaymebc", assim, o correto seria "id jaymebc", que gera o número do usuário jaymebc e não do root. Estou fazendo alguns testes e aviso aqui embaixo se deu certo!

Por enquanto fica assim.

[Atualização 02]

Deu certo mais ou menos. Mas descobri o que estava errado.

Em Gestão de Serviços de Acessos -> Pastas Partilhadas -> ACL (após marcar a pasta partilhada que você quer examinar), estava como proprietário "root". Mudei para admin, apliquei e pronto. Tudo se resolveu.

Como imaginei no começo, tudo é uma questão de obter privilégio do usuário, da pasta e do aplicativo.

Pronto, agora sim: É isso!

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Correção de erros na atualização do OMV

Pessoal,

Instalado o OMV4, fui tentar fazer as atualizações: tudo dando erro!!!

Procurei e achei essas soluções:

1 - algum problema no repositório: edite o arquivo /etc/apt/sources.list e troque o servidor instalado por algum desta lista. No meu caso, troquei o .br pelo .us.

2 - erro de DNS: edite o arquivo /etc/resolv.conf e acrescente o endereço 8.8.8.8 ou algum outro servidor de DNS de sua preferência.

Pronto, resolveu aqui para mim.

É isso.

Quer dizer, deu certo mais ou menos. A opção do Virtual Box saiu mesmo, nem no OMV4 consegui. Como já tinha conseguido arrumar o Plex e o Transmission por Docker no OMV5, resolvei voltar pro OMV5!

Instalei, já organizei os backups, já fiz o Transmission pelo Docker (veja aqui como) e arrumei um jeito fácil de montar o Plex, também pelo Docker.

Assim que terminar esse básico, vou arrumar a VPN (e vou contar como) e rodar um Ubuntu no Docker (preciso ver como publicar ele, isso que me agarrou).

É isso (agora é isso mesmo!)!

Resolvido -> Corrigindo erros de chaves RSA (ssh) no MacOS

Pessoal,

Nessa tentativa toda de arrumar o NAS, me deparei com uma coisa interessante. Na troca de um sistema (FreeNAS) por outro (OMV), quando tentei acessar o Shell do servidor pelo Terminal do Mac com o SSH, apareceu esse erro:


Na verdade, como alterei o IP da máquina (estava reservado, tirei a reserva e reservei novamente), o sistema entende que algo está errado porque a chave de segurança não bate mais. Ele entende que o sistema pode ter sido invadido e não permite mais a conexão.

Para corrigir isso (se você tiver certeza do que está fazendo, ou seja, que você fez isso e não um hacker), tem várias opções.

Preferi fazer essa: no Finder, pressione os botões <Shift + Command + "Ponto">:


Isso vai mostrar os arquivos e pastas ocultos.

Assim, ainda no Finder, clique no seu usuário --> .ssh (que estava oculto) --> abra o arquivo "known_hosts".

Este arquivo contém as chaves RSA registras. Apague a referente ao IP que você mudou.

Para concluir, pressione as teclas de novo para ocultar as pastas ocultas e não fazer besteira!

Pronto.