domingo, 27 de fevereiro de 2022
OMV5 - Grafana - Node-Exporter - Reiniciando manualmente os serviços
domingo, 30 de janeiro de 2022
Como configurar fácil seu DNS Local
Pessoal,
Hoje resolvi organizar uma coisa aqui na minha rede que estava incomodando há algum tempo.
Como disse em posts passados, os diversos serviços do meu servidor (Proxmox, OMV e Docker), além do Raspberry Pi com o Pi Hole correm em paralelo e são acessados através do IP do servidor utilizado, geralmente atrás de uma porta.
Isso causa um problema: é preciso memorizar todos os endereços de cada serviço, além das portas.
A minha primeira tentativa de resolver isso foi fixando abas do navegador para as páginas - pouco viável porque isso deixa as abas abertas e consome muito recurso da máquina.
Outra opção é criar "Favoritos". Funcionaria bem, mas precisaria inserir os endereços em cada computador ou dispositivos aqui de casa.
Então pensei: vou fazer uma intranet e publicar uma página para resolver isso. Também resolveria (na verdade resolveu, mas hoje resolvi avançar nisso).
Fuçando no Pi-Hole hoje, percebi uma configuração: Local DNS.
DNS (Domain Name System ou Sistema de Nomes de Domínio) é uma das grandes sacadas do povo que gerencia a internet. Em poucas palavras, cada computador em uma rede recebe um número de localização. Os servidores de DNS basicamente recebem o nome que a gente dá para um site (ex. www.google.com.br) e traduz para o sistema de direcionamento dos dados (142.251.33.67). Aí a requisição do dado é feita para esse endereço na rede (já falei disso aqui).
Assim como o DNS serve para internet, serve para intranet também. E é isso que que esse "Local DNS" do Pi Hole faz.
Entrando em Local DNS -> DNS Records, aparece isso aqui:
É isso mesmo que você está pensando: você vai associar o ip do seu equipamento ou do serviço com um nome que você cria.
Fica assim:
É só isso mesmo, bem simples. Mas tem umas pegadinhas.
Tentei usar o nome proxmox.local, mas não entrava de jeito nenhum. Sempre dava erro na hora de acessar o site.
A mesma coisa aconteceu com o domínio .home. Não rolou bem.
Para saber se o problema era de cache do navegador ou se era porque o Pi Hole não estava conseguindo resolver os nomes, abri o Terminal e digitava "ping <nome do domínio>".
Quando o Pi Hole consegue resolver, aparece assim:
Quando não consegue resolver, fica assim:
Esses erros podem ser por digitar o endereço errada (digite o endereço certo para resolver isso) ou porque o cache não está atualizado (nesse caso é só limpar o cache do navegador).
Por isso resolvi usar o domínio ".jaymebc". Além de ficar "personalizado", não confunde com .local ou .home.
Além disso, tem uma outra vantagem: eu escondo os IPs das minhas máquinas.
Um último detalhe: muitos serviços são acessados através de portas específicas (o Proxmox, por exemplo, é acessado por padrão pelo <IP>:8006. Assim, no meu caso, não adianta eu criar o nome proxmox.jaymebc simplesmente associando ele com 192.168.1.2:8006. Não funciona assim. Apenas os serviços acessados através das portas 80 e 443 são acessados sem precisar colocar a porta. Você tem que associar o nome com o endereço IP e, depois, colocar a porta. Assim, o acesso é através do proxmox.jaymebc:8006. Aí acessa a página.
Bom, é isso por hoje.
domingo, 23 de janeiro de 2022
OMV5 - Métricas de funcionamento do servidor com Pode Exporter, Prometheus e Grafana
Pessoal,
O OpenMediaVault, pelo menos a versão 5, contem uma apresentação das métricas de funcionamento bem simples e feias, pelo menos para o meu gosto.
Para acessá-las, vá em Diagnostics -> System Information -> Performance statistics e escolha a métrica desejada: uso da CPU, dos discos, médias de trabalho, uso da memória e da rede e tempo de funcionamento.
Vejam alguns exemplos:
Para realizar estas instalações, segui algumas dicas desse vídeo aqui. Caso precise dele no futuro, vou deixar ele disponibilizado aqui no blog, logo abaixo:
O autor do vídeo também tem um blog onde coloca algumas instruções para a instalação (veja aqui). Tentei fazer como ele orientou, mas tive que dar algumas adaptadas. Diga-se de passagem, os conteúdos dele no YT são muito bons! Vale a pena assistir e seguir o canal dele (aqui).
A primeira coisa a se fazer é criar um arquivo de configuração para o Prometheus (prometheus.yml). Primeira coisa a ser dita: esse arquivo deve estar no disco onde está armazenado o OMV (ou seja, no meu caso, o /sda). Assim, criei o arquivo dentro desta pasta:
# /srv/Configs/Prometheus/prometheus.yml
Para criar o arquivo, criei todo o caminho até o arquivo (/srv/Config/Prometheus) e lá dentro criei um arquivo vazio chamado "prometheus.yml" com o nano:
# /srv/Configs/Prometheus# nano prometheus.yml
Dentro do arquivo coloquei o seguinte texto:
global:
scrape_interval: 5s
external_labels:
monitor: 'node'
scrape_configs:
- job_name: 'prometheus'
static_configs:
- targets: ['192.168.1.3:9090'] ## IP Address do localhost. Direcione a porta para o seu contêiner
- job_name: 'node-exporter'
static_configs:
- targets: ['192.168.1.3:9100'] ## IP Address do localhost
Interessante observar que os alvos (targets) devem ser o IP do seu servidor e você deve certificar-se que as portas escolhidas não estão sendo utilizadas por nenhum contêiner do Docker.
Agora vamos instalar o Prometheus Node Exporter.
Eu até tentei criar um arquivo para o Docker Compose, mas só foi funcionar mesmo com a boa e velha linha de comando:
# docker run -d --net="host" --pid="host" -v "/:/host:ro,rslave" quay.io/prometheus/node-exporter:latest --path.rootfs=/host
docker run -d \ --net="host" \ --pid="host" \ -v "/:/host:ro,rslave" \ quay.io/prometheus/node-exporter:latest \ --path.rootfs=/host
Para certificar-se que tudo está certo, ao você ir na página que configurou para o Node Exporter lá no prometheus.yml, você deve encontrar isso aqui:
Ao clicar ali no Metrics, deve aparecer isso aqui:
---
version: "2.1"
services:
prometheus:
image: prom/prometheus:latest
container_name: prometheus
ports:
- '9090:9090' #modifique as portas caso necessário
volumes:
-'/srv/Configs/Prometheus/prometheus.yml:/etc/prometheus/prometheus.yml' #coloque o caminho da sua instalação
restart: unless-stopped
Bom, se tudo deu certo aí, você conseguirá ver isso aqui acessando o endereço do seu servidor pela porta que configuramos aqui neste contêiner (no meu caso, 9090):
# docker run -d --name prometheus -p 9090:9090 -v /srv/Configs/Prometheus/prometheus.yml:/etc/prometheus/prometheus.yml prom/prometheus:latest
# docker run -d --name=grafana -p 3000:3000 grafana/grafana
Ou usa o Docker Compose com:
---
version: "2.1"
services:
grafana:
image: grafana/grafana:latest
container_name: grafana
ports:
- 3000:3000 #modifique o 'primeiro' 3000 de acordo com sua necessidade
restart: unless-stopped
global:
scrape_interval: 5s
external_labels:
monitor: 'node'
scrape_configs:
- job_name: 'prometheus'
static_configs:
- targets: ['192.168.1.3:9090'] ## IP Address do localhost. Direcione a porta para o seu contêiner
- job_name: 'node-exporter'
static_configs:
- targets: ['192.168.1.3:9100','192.168.1.44:9100','192.18.1.2:9100','192.168.1.22:9100'] ## IP Address do localhost
3 - Reinicie todos os conteineres (Prometheus e Grafana). Talvez seja necessário apagar o Dashboard anterior e refazê-lo (ao refazer, citaremos apenas o ip de onde está instalado o Prometheus, ou seja, 192.168.1.3:9090). Pronto!
Talvez seja necessário instalar o Docker em algum dos seus servidores. Para instalar, siga as instruções do site do Docker.
Depois de tudo pronto, ficou assim:
sábado, 22 de janeiro de 2022
Dica - Corrigindo erros de autorização de escrita/leitura em pastas compartilhadas no OMV
Pessoal,
Acabei de deparar com um erro estranho no OMV.
Fui tentar copiar uma pasta para dentro de uma pasta compartilhada no OMV e apareceu esta mensagem:
Como assim não tenho autorização? Dentro de "Access Rights Management -> Shared Folders -> Privileges" está assim:
Vejam que meu user, jaymebc, tem autorização para leitura e gravação.
Entretanto, para resolver esse erro, mais um privilégio para o user tem que ser concedido. Assim, ainda em Shared Folders, vá em "ACL":
Certifique-se que a opção "Others" esteja configurada para "Read/Write/Execute".
Além disso, por estranho que pareça, ainda dentro de ACL, as configurações em "User/Group permissions" estavam desmarcadas para o root, mesmo ele sendo o proprietário da pasta... Confesso que não entendi como isso ocorreu.
Marquei os usuários como abaixo:
E agora deu certo:
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Dica - visualizando todas as mídias no Plex Server Media
Erro total no OMV - Perdi todos os meus backups?
Pessoal,
O caos se instalou aqui no meu NAS.
Os HDs, TODOS ELES! estão dando pau!!
Os discos sumiram do OMV, apesar de fisicamente conectados.
Num momento de desespero, eu já estava começando a pensar se valia a pena retornar para o TrueNAS, arriscar o XPEnology ou tentar o UnRaid. Dando uma procurada (veja aqui um resumo dos principais sistemas para NAS), até fiquei conhecendo o XigmaNAS (antigo NAS4Free, um fork do FreeNAS).
Até cheguei a começar esse post falando que iria apagar o OMV para nunca mais usar e por aí vai.
Antes de surtar completamente fui dar uma olhada mais cuidadosa nos discos e notei que o disco defeituoso que havia comentado anteriormente neste post estava conectado ao computador... Acho que fui tentar ver se realmente tinha dado pau e esqueci de desconectar. 😒
Ou seja, a porcaria ficou conectada e começou a travar todo o acesso do Proxmox, OMV e cópias. Foi só desconectar o maldito HD, desligar as VMs, reiniciar o PVE e as VMs e pronto, tudo voltou ao normal!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
Dica - Como pausar a saída do terminal no Linux
Pessoal,
Por vezes precisamos acessar o Terminal / Shell / Console / CMD do sistema para alguma função não disponível na interface para o usuário.
No Mac, quando uso o Terminal, seja acessando o próprio Mac, seja acessando algum servidor via SSH, quando solicito algum comando cuja resposta é maior que a tela apresentada (mais linhas que a tela do Terminal), basta rolar a tela do Terminal para cima ou para baixo para acessar o que já impresso mas não está mais aparecendo na tela. Fácil.
No Ubuntu com interface gráfica, funciona do mesmo modo. No Windows a mesma coisa acontece.
Alguns comandos permitem passar o "/p"com parâmetro para pausar a listagem da tela (ou seja, rola uma tela por vez).
Entretanto quando eu uso o console do Proxmox, não existe essa opção de rolar a tela. Se o que você queria ler já passou, já era!
Descobri, todavia, como contornar esse problema de um jeito bem simples!
Ao final do comando, acrescente "| more".
# ifconfig -a | more# ls | morePronto, esse post era só isso mesmo!
Obs 1) Este link tem os principais controles do CMD do Windows (antigo e saudoso DOS).
Disco com erro no OMV5 / Proxmox
Pessoal,
Há alguns dias comecei a ter problemas com os backups pelo CCC. Comecei a receber a seguinte mensagem de erro:
Sudo umount /dev/sdd1
Sudo fsck.ext4 /dev/sdd1terça-feira, 21 de dezembro de 2021
Atualização do NAS - de novo pro OMV5
Pessoal,
Acabei voltando meu NAS pro Open Media Vault.
A principal razão foi a paranóia que eu tive de dar um pau e eu não conseguir ler os arquivos dos discos, uma vez que o formato do TrueNAS é o ZFS e ele não é nativo nem no Mac, nem no Linux e nem no Windows.
O OMV, por outro lado, permite que eu escolha o formato de gravação. No caso, escolhi o EXT4, nativo no Linux e que pode ser acessível no Mac e Windows com pouco esforço.
Claro que o ZFS tem uma série de vantagens, só que a minha rede é só aqui pra casa, só pra mim e já com bastante redundância.
Outra coisa é a complexidade das configurações do TrueNAS. Eu, que não tenho formação em redes nem servers, tenho dificuldades para algumas configurações. O OMV, por outro lado, tem tudo simplificado.
Óbvio que o OMV é mais "limitado" que o TrueNAS, mas a impressão que eu fiquei é a seguinte: quer algo amador, pra ficar em casa? Vá de OMV. Quer algo profissional, para pequenas e médias empresas? Vá de TrueNAS.
Outra questão importante é para crescer o tamanho do meu array. No OMV é só acrescentar os discos e pronto. No TrueNAS, pelo que entendi, depois que você criou um array, para aumentá-lo é um parto.
Enfim, troquei. Estou até pensando em reinstalar o TrueNAS e rodar plugins nele. Ou talvez usar as coisas que quero usar no TrueNAS rodando pelo Docker. Tenho que pensar sobre isso.
Bom, vou só falar de um problema que tive aqui na instalação do OMV e que não tinha tido antes, fica aqui para lembrete meu também.
Quando instalei, ele recebeu um IP aleatório. Obviamente que não iria deixar, então reservei o IP no roteador (já falei disso aqui). Só que só isso não foi suficiente, ele continuou recebendo endereços aleatórios pelo DHCP. Assim, fui em System -> Network -> Interfaces e editei a conexão que tinha. Porém, não me lembro de ter feito isso antes, só editei os campos do IPV4 (estático, o endereço que tinha reservado no roteador, a submáscara de rede e o endereço do roteador no Gateway). Só que eu esqueci que deveria, também, preencher os campos em Advanced Options (DNS servers - o meu roteador e Search domais - coloquei o do Google - 8.8.8.8). Aí os erros de atualização acabaram.
Outra coisa que fiz diferente foi a forma de inserir os discos na VM. Após pluga-los ao computador, o que se liga diretamente ao USB do computador aparece como Hard Disk e os que se ligam no USB-Hub aparecem com USB. O que muda, basicamente, é que a função S.M.A.R.T. só fica ativa para o primeiro caso. Vi um tutorial (aqui) para fazer o bypass dos discos usando o ID físico ou o serial do HDD, mas achei confuso e desnecessário, então preferi fazer do jeito que sempre funcionou pra mim. Em Datacenter -> PVE -> Discos, aparece a lista de todos os discos ligados ao computador.
Aqui eles estão identificados pela lógica Unix (sda, sdb, sdc, etc). Repare na coluna "Uso" que, exato pelo sda (HDD do computador onde está instalado o Proxmox e as VMs), todos estão como "Não". Isso quer dizer que não estão formatados e não podem ser utilizados ainda. Assim, é necessário formatá-los. Depois de identificar cada disco, vá ao Shell do PVE e use os comandos, conforme já explicados aqui:
# fdisk /dev/sdb (para escolher o disco)
Veja que agora os discos estão formatados: